Entrevista Especial: João Lemos – Banda Molho Negro

MOLHO NEGRO – DOWNLOAD DO EP


O Molho Negro é um tempero pulsante e rasgante para o rock garage de João Lemos(voz e guitarra), Raony Pinheiro(baixo) e Augusto Oliveira (bateria).

Influenciados por Danko Jones, Black Rebel Motorcycle Club, Black Keys e The Vines, o grupo de Belém, metrópole incrustada na região amazônica, traz batidas dançantes e marcantes, letras que traduzem o espirito e sentimento de qualquer individuo, e trazem uma identificação sem muita complicação. Nada de rock cabeça. O negócio aqui é o melhor do estilo, na linha dos pioneiros como Chuck Berry e Little Richards, o objetivo é ser sedutor para os quadris e fazerem todos sacudirem com o som poderoso deste power trio.

A banda já começou suas atividades com um EP contendo 4 faixas. Intitulado “Rock!”

, um nome direto e certeiro como o som da banda, foi produzido por Gustavo Vasquez, no estudio Rocklab em Goiânia. Canções que grudam no cérebro como “Fliperama Superstar” e o hino “Ela Prefere o DJ” tomam de assalto o ouvinte. O disco está disponivel para download no web site oficial https://www.molhonegro.com/

Molho Negro é o rock em seu estado mais sedutor: alto, pulsante, marcante e dançante.

 

Saiba mais da banda nessa entrevista especial com João Lemos, que também é guitarrista da banda Sincera.

 

Quando e como começaste a se interessar por Rock’n’Roll?

Cara, aos 6 anos de idade quando eu ouvi the Number of the Beast (Iron Maiden) e o Cabeça Dinossauro (Titãs), 2 vinis que o meu primo fabricio tinha em casa (haha).

Como aconteceu o interesse pela guitarra? E as primeiras experiências com bandas, como ocorreram?

Aos 9 eu comecei a tocar bateria, vendo os ensaios da banda de um tio, sempre quis que ele me desse a bateria dele, mas aos 13 ele me deu uma guitarra, que foi quando eu montei minha primeira banda, com uns amigos que andavam de skate comigo na rua de casa, eu aprendi a tocar guitarra porque nao tinha uma bateria pra bater (haha).

 

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As primeiras experiências com as bandas como começaram?
Começou assim, falando de skate, querendo tocar que nem o Offspring, um amontoado de muleque de 13 anos, era bem divertido, minha primeira banda se chamou “the Fakes” (haha), e uns 2 ou 3 anos depois conheci o Daniel, e a gente montou o que viria a ser o Sincera, em 2004.

Como estão as bandas: Sincera e agora a Molho Negro?

O Molho Negro é um projeto que começou da vontade minha e do Jr. , que tocamos junto no Sincera, de fazer uma banda pra gente, com influências de outras bandas de garagem que gostamos, etc. Esse ano tem bastante coisa legal pra rolar, tour, um outro Ep e algumas surpresas, e o Sincera tambem deve lançar um Ep logo, vamos ver.

Quais são os teus últimos projetos?

Bem, além de tocar com essas duas bandas eu também faço parte da banda base do Mestre Laurentino, Os Cascudos, e em breve também estaremos finalizando o disco dele, que pra mim é uma honra fazer parte.

Como você analisa o Rock Paraense?

Então, eu acho que o Norte do País, no geral possui uma cena muito rica esteticamente, as bandas costumam ser bem diversas e estranhas, e isso é uma coisa muito interessante, as influências sempre chegam de uma forma meio “torta” aqui, que ajuda a gerar essa identidade. Estamos começando a descobrir uns polos muito bons pelo interior tambem, o que é otimo, isso gera o intercâmbio, descentraliza a capital, e nos força a ser cada vez mais tolerantes e profissionais tambem. Acho também importante que cada vez se trabalhe mais, e se reclame menos, todo mundo tem a ganhar quando você trabalha mais, nesses próximos 5 ou 10 anos, se fizermos direito e trabalharmos duro, temos a chance de criar uma boa estrutura de circulação e visibilidade pra cena, tanto pras bandas de dentro e também de fora do estado.
acho que é mais ou menos isso bicho.

Mestre Laurentino – O roqueiro mais velho do mundo – Fez um showzaço no Festival Cultura de Verão

Simplesmente, aos 87 anos de pura energia, o Mestre Laurentino, considerado o roqueiro mais antigo do mundo, deu uma aula de vitalidade no Pier da Casa das 11 Janelas, na quarta-feira (20), durante o Festival Cultura de Verão. Ele estava acompanhado da banda Os Cascudos, formada por Camilo Royale (guitarrista da banda Turbo), João Sincera (guitarrista da banda Sincera), Elder Effe (baixista da Johny Rock Star) e Ulisses Moreira (um dos melhores bateristas do Pará e que já fez parte da Stereoscope).

A apresentação foi recheada de músicas compostas pelo Mestre, ao longo de toda a trajetória. Um dos grandes momentos foi quando ele tocou “Lorinha Americana” e a “Morena Brasileira” (uma réplica para a história da lourinha).

O que também impressionou foi a interação do Mestre com os jovens músicos, que demonstraram estar muito afim de tocar um rock bem alto e agressivo. Foi diversão garantida para quem se dispôs a sair de casa, para conferir esse showzaço. “Foi um dos melhores shows até agora do Festival Cultura de Verão”, afirmou Félix, guitarrista da Felix y Los Carozos.

É HOJE: DEAD FISH EM BELÉM

Em 1996, o Dead Fish lançava o seu primeiro CD sob alcunha de ‘Sirva-se’. Na capa, um prato de aluminho vazio ilustrava o título do álbum. No play, quatorze faixas do mais puro hardcore melódico. O estilo, na época, começa a ganha força no Brasil. Até então, hardcore melódico não passava de uma cópia do que se fazia no exterior. O ‘CD do prato’ – como assim ficou conhecido o ‘Sirva-se’ – chamava a atenção não somente por apresen…tar letras em português, mas por começar a dá uma ‘cara’ ao melódico feito no Brasil. Porém, mesmo com a língua nativa, algumas coisas ainda não eram claras. A letra da faixa 9,‘Individualismo de massa’, mostrava-se ambígua: “Sou branco, sou preto, sou punk, sou benger, sou skate, eu sou rapper, sou tudo, sou underground”.

Foi preciso esperar vinte anos de carreira para a letra ter sentido. O Dead Fish, não só inaugurou o hardcore cantando em português, mas se tornou o principal representante do país no estilo mais rápido do Rock’n’Roll. Naturais de Vitória, Espírito Santo, os capixabas, em 2004 com o CD ‘Zero e Um’, cruzaram a difícil fronteira entre o independente e a grande mídia e conseguiram ser tudo: branco, preto, punk, headbenger, skate, rapper. Mas, ao contrário do que escreveram em 96, não se tornaram uma banda ‘individualista de massa’. As raízes do underground nunca foram esquecidas.

E esse foi segredo para a longevidade: souberam usufruir tudo de bom que o mainstrem podia oferecer e jogaram fora toda a parte ruim. O quase intocável mundo fechado do Hard core se rendeu a novas boas idéias. E ao longo da estrada, o preço de muitas escolhas pode ter sido tão ‘core’ quanto à tradução ao pé da letra do sufixo do estilo. Mas, se verso de uma das suas músicas diz que “há urgência em estar vivo é outra forma de pensar”, o que mais precisa ser respondido?

Até hoje, continuam fazendo um som rápido e viril sem abdicar da melódica nas letras mais inteligentes do underground nacional. Coisa que há vinte anos nenhum daqueles garotos, que só desejavam fazer um som e andar de skate, poderia imaginar que a brincadeira daria certo. E como deu.
Em 2009, lançaram ‘Contra Todos’, o sexto disco de estúdio. Nele o Dead Fish se apresenta em sua melhor forma. Com a saída de Hóspede, se tornaram um quarteto. Phellippe Fargnoli consegue tirar de letra o trabalho feito antes por duas guitarras. Alyand, no contrabaixo, e Marcão, bateria, dão forma a uma das cozinhas mais potente do hardcore brasileiro. Por último, Rodrigo Lima, nos vocais, segue verbalizando, como nunca, a avalanche sonora. Ouvir ‘Contra Todas’ é como ler um romance. Revigora todo o espírito jovem de quem ainda tem algo a dizer.

O prato da capa de 1996 continua de aluminho, mas agora não está mais vazio. Segue cheia de histórias, energias, turnês – inclusive uma na Europa – e respeito de todos que admiram quem faz hardcore de qualidade, seja melódico ou agressivo. Música para entreter, divertir e, acima de tudo, desabafar. E assim que, a vinte anos, o Dead Fish segue colocando em prática esse máxima. Ensinado como sobreviver no cenário independente sem abrir mão de suas escolhas.

Serviço: Aniversário de 15 anos da Davu-k Distribuidora com

DEAD FISH (ES) http://www.myspace.com/deadfishoficial
+ Sincera http://www.myspace.com/sincerarock
+ Escárnio http://www.myspace.com/escarniohc
Participação de Maurílio Fernandes (Switch Stance)

Local: Açai Biruta (Rua Siqueira Mendes, Próximo a Igreja da Sé, às margens da Baía do Guajará)
Hora: A partir das 18:00 hs
Data: 07/05/2011 (sábado)
Ingressos: R$ 20 (preço único antecipado)

Pontos de venda: Loja ForFun – Trav. São Pedro, 656 – Batista Campos, fone: (91)-3223-0042 (atrás do Shopping pátio Belém).

Clássica Entrevista com Rodrigo Lima: http://rockpara.blogspot.com/2010/02/entrevista-especial-rodrigo-lima.html


A banda de hardcore capixaba Dead Fish tem uma longa estrada no cenário brasileiro e também é uma das mais bem conceituadas. Para falar sobre os próximos passos da carreira musical e outros assuntos bastante pertinentes, o vocalista, Rodrigo Lima, concedeu uma entrevista especial para o Rock Pará.

Para você quais foram os momentos marcantes na carreira da banda?
Sempre que lançamos um trabalho novo é bem marcante. Me lembro muito do lançamento do Sonho Médio em 99 e do Zero em um em 2004. Um foi um passo a frente no que queríamos fazer definitivamente com a banda, e o segundo marcou nossa entrada na Deckdisc que foi um marco de mudança na administração interna da banda, musicalmente fez uma diferença também.

Com a saída do Nô, houve mudanças na nova sonoridade do Dead Fish? (Nota do Editor: o novo baterista é Marcão, que também toca no Ação Direta)
Ganhamos em tempo e rapidez. Vamos ver como sai o nosso próximo trabalho.


Vocês já tocaram duas vezes aqui em Belém. O que você poderia destacar dessa passagem por Belém? E o que vocês conhecem do Hardcore e do Rock Paraense?
É legal tocar aí, a cidade é bonitona as pessoas são mais calmas e simpáticas do que em outros lugares. Conheço pouco ou quase nada de hardocore daí, mais as coisas que Abunai lança – http://www.fotolog.com.br/abunai_recordss/ .

Mais sobre o Dead Fish, nos seguintes endereços: http://www.myspace.com/deadfishoficial e http://www.youtube.com/user/deadfishoficial

Você é um cara bastante politizado, isso fica bastante explícito nas letras. Qual é a sua análise sobre o cenário político brasileiro, já que estamos em ano eleitoral?
Se cairmos de novo nas mãos dos tucanos estamos fritos. O Governo Lula foi um governo bastante populista também, mas ele fez mais pra maioria do que todos os presidentes anteriores, até mais do que o Getúlio Vargas. Isso não quer dizer que eu ache tudo maravilhoso, longe disso. Ainda tem muita coisa pra ser feita nos próximos 100 anos, principalmente na área de educação/saúde e cultura. Não basta ser um país rico, temos que nos tornar civilizados. E ficar se embasando só em eleições também pode ser uma forma muito lenta de as coisas mudarem.