Hoje é o dia do show da banda Porcas Borboletas em Belém

Sabe quando você descobre que uma banda muito, muito boa vai estar pertinho da sua cidade fazendo um show, e você pensa: “por que não tocar em Belém também?” O coletivo Megafônica pensou exatamente isso, quando soube que o Porcas Borboletas estaria se apresentando no Conexão Vivo de Castanhal neste fim de semana, e que não tinha como deixar de dar uma esticadinha em Belém, já que há muito tempo a gente já namorava com a possibilidade de trazer esses excêntricos garotos Uberlandenses por aqui.
Pra abrir os trabalhos, o público contará com a estréia da banda IZA, o novo projeto de Izabela Jangoux, ex-Stigma, que juntamente com Ivan (também ex-Stigma), e outros músicos convidados retorna aos palcos depois de um hiato de alguns bons anos.

Outra banda que fará participação pré- Porcas Borboletas, é a Stereoscope, uma das bandas mais importantes do cenário rocker paraense, tendo lançado recentemente seu CD “Conjunto de Rock”, a banda mais carrega no bolso vários hits, que com certeza, não deixarão a desejar nesta noite de domingo.

Fazendo o som na boate do Café com Arte, o Dj residente Roberto Figueiredo e Dj Tusa Montenegro, do coletivo Megafônica.

Depois desse festival de coisas boas pra um domingo só, agende-se! A festa tem início às 18hs, e os ingressos custarão R$15,00 com nome na lista, e R$20,00 sem nome na lista. A lista amiga pode ser encontrada no www.megafonica.blogspot.com.
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Sobre o Porcas Borboletas:
A banda Porcas Borboletas, de Uberlândia-MG, apresenta uma sonoridade inventiva e uma presença de palco vigorosa.
Reconhecido como um os principais nomes da nova cena da música independente brasileira, já lançou os álbuns “A Passeio” (2009) e “Um Carinho com os Dentes” (2005), circulou pelos principais festivais independentes nacionais e apresentou sua música em palcos de Londres e Paris.
Seu disco mais recente, “A Passeio”, reúne canções como “Menos”, parceria com Clarah Averbuck eleita uma das 25 melhores músicas nacionais de 2009 pela Rolling Stone BR, “Nome Próprio”, tema do filme homônimo de Murilo Salles (melhor filme Festival de Gramado), e “Super-Herói-Playboy”, com participações de Leandra Leal, Arrigo Barnabé e Junio Barreto. Já o álbum de estreia, “Um Carinho com os Dentes”, apresenta as marcantes “Cerveja” e “Lembrancinha”, além de “Eu”, poema de Arnaldo Antunes musicado pelo grupo.
Desde o lançamento do primeiro CD, a banda circula por todo território nacional, tendo passado por vários dos principais festivais independentes do país, tais como Goiânia Noise, Calango, RecBeat, Jambolada, Varadouro e Bananada, dentre outros. No exterior, foi uma das atrações do Festival Brazil, realizado no Southbank Centre, em Londres, fazendo o show de abertura para o consagrado grupo tropicalista Os Mutantes. Além deste show, se apresentou no Festival Lovebox (Londres) e no pub L’Internacional (Paris). A banda faz parte ainda da coletânea inglesa “Oi – A Nova Música do Brasil”.
Figurando entre os artistas do projeto Conexão Vivo, o Porcas Borboletas já realizou shows tendo como convidados artistas como Otto, Arrigo Barnabé e Arnaldo Antunes.
Além disso, a banda realiza o show “Às Próprias Custas S.A”, com participação especial de BNegão, em que faz uma releitura do segundo álbum do cantor Itamar Assumpção. Este show foi concebido a convite do SESC-SP, para o lançamento da Caixa Preta, que reúne a discografia completa do compositor paulistano.

Ouça, baixe, assista e conheça:http://tnb.art.br/rede/porcasborboletas/

SERVIÇO:
Megafônica apresenta: Porcas Borboletas (MG)
Com as bandas: Stereoscope e IZA
Dia: 25/09 (domingo)
Local: Café com Arte
Horário: 18hs
Ingressos: $15 (na lista), $20 (sem lista)

Bárbara Andrade
Coordenação de planejamento e sustentabilidade
Coletivo Megafônica

(91) 8309.5666
msn: [email protected]
skype: bahrbara.andrade

Megafônica:
http://www.megafonica.blogspot.com
http://www.twitter.com/megafonica

Final de Semana Histórico: Motorhead, Misfits e D.R.I.

Dedico esse texto ao grande amigo e irmão: Beto Fares e também a Regina Silva (Balanço do Rock)

“We are the Motorhead, We play Rock’n’Roll”… Para quem vai, ou já foi a algum show do Motorhead, espera ansiosamente para ouvir essa frase, vinda do Mestre Lemmy Killmister. Os mais de 10 mil fãs não ficaram desapontados e lotaram o Via Funchal.
Na sequência, Lemmy (baixo e vocal), Phill Campbell (guitarra) e Mickey Dee (bateria) já emendaram com “Iron Fist” e “Stay Clean”, uma colada na outra. A abertura foi feita pela banda Alarde, que foi vaiada toda a apresentação.

Mas, que sinceramente, fez o dever de casa direitinho. Agora, eu entendo porque falam que quando acaba um show do Motorhead, você sai surdo de vez, mas feliz da vida, com a alma lavada. É Rock’n’Roll tocado como deve ser, no último volume e sem frescura. Durante uma hora e meia, era possível ver pais, filhos, amigos, headbangers pirando com as cacetadas vindas do palco. Para fechar com chave de ouro, “Overkill”. Com os ouvidos, agora o lance era sair correndo e pegar o show dos Misfits, na Praça Júlio Prestes, que ocorreu na Virada Cultural.

Quando cheguei à Praça Júlio Prestes, parecia que a corda do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, tinha estourado a corda no início da Presidente Vargas (essa é só para quem é paraense ou mora em Belém e conhece o Círio).
Umas 50 mil pessoas esperavam pelos Misfits. Uma mistura de Punks, Carecas, Zumbis, crianças e o que mais pude estar lá; estava. Agora era pagar para ver o que iria sair disso tudo.
Mulheres grávidas desmaiando, crianças passando mal, punks e carecas se matando o tempo inteiro, a polícia retraída e com medo da confusão mais a presença absurda do Zé do Caixão, que sobrevoou pelo público e acabou tomando uma garrafada. Um cenário propício para o caos, e que foi orquestrado da melhor maneira pelos Misfits. Resultado: sangue para todos os lados e o Punk Rock rolando solto no palco.

Quando começou a tocar a música de abertura do clássico do terror “Halloween”, a sensação é que tinha estourado uma boiada, e Jerry Only e companhia tocaram o clássico tema do filme. Depois disso, presenciando cenas surreais no público e contando com a sorte, o esquema era se divertir a cada acorde.
Os Misfits entraram com uma vontade que emocionava, para quem esperava ver essa banda, desde os 15 anos de idade. No decorrer de uma hora e meia de show, quase surdo, era a hora de voltar e se preparar para o que ainda estava por vir.
Dormindo às 10 horas da manhã, e tendo que se estar pronto para ver outra banda importantíssima para quem cresceu ouvindo os LPs “Crossover” e “Thrash Zone”, dos Dirty Rotten Imbeciles (D.R.I.).

Mesmo assim cansado, às cinco horas da tarde, era hora de partir para o Carioca Club. Tudo começou com a banda Ação Direta, que mostrou porque é um dos orgulhos da cena Punk/Hardcore do ABC Paulista. Em meia hora, as cinco mil pessoas presentes já estavam aquecidas. Era preciso um show mais intenso para empolgar mais, e direto de Brasília, a banda Violator mostrou um show, que lembrava porque o Thrash Metal 80 é o melhor, e esse é um revival da década.
Segundo o baixista do D.R.I. Harald Oimoen, Violator é o Futuro do Thrash Metal, os cabeludos de Brasília não paravam um segundo no palco e não desapontaram o mais novo e importante padrinho. Uma apresentação sem botar defeito algum.
“D.R.I.”, “D.R.I.”… Era o que o público pedia. E todos foram atendidos, quando as cortinas se abriram e de cara fomos bombardeados com “Beneath the Wheel”. A famosa roda de pogo estava pronta.
Agora, tudo se explicava porque essa foi à banda que o criou o “Crossover”. Punks e Headbangers se divertindo juntos, sem brigas. Um belo quadro era pintado no Carioca Club. Petardos foram cantados, aliás, berrados em uníssono. Depois desse final de semana intenso, era a hora de tentar dormir. Porém, com um sorrisão na cara.