HOJE: Cine Abunai apresenta: "Cine Abunai Apresenta: Lemmy 49% Motherf**ker, 51% Son of a Bitch"

Dia 13 de Julho é comemorado o dia mundial do rock. Reza a lenda que, após um festival simultâneo em várias partes do mundo que ocorreu nesta data, este dia ficou batizado como o Dia Mundial do Rock. Mas o rock é mais do que um estilo musical. O próprio termo “estilo” transforma uma forma de manifestação artística em algo meramente acadêmico. Rock é uma motivação de vida, assim como em todos os outros tipos de arte as pessoas que concebem e fazem o rock doam boa parte de sua vida por aquilo que elas acreditam ser fundamental ou necessário para amenizar ou intensificar a breve vida que temos neste planeta azul.

O Cine Abunai pensou e repensou que figura melhor representaria o rock and rol desde seus primórdios nos anos 40 e 50 até o mais moderno e pesado que a música possa desenvolver hoje em dia, esta pessoa chama-se Lemmy. Não se trata apenas do líder do Motorhead, umas das bandas mais barulhentas e influentes do mudo. Lemmy viveu o rock desde suas origens, sobreviveu a todas as décadas para continuar empunhando seu baixo Rickenbacker com a mesma indiferença característica de quem vive de rock na roll. Humilde e aclamado por sua agressividade musical Lemmy sintetiza boa parte daquilo que concebemos como Rock And Roll.

Por isso, no dia 12 de julho será exibido no Espaço Benedito Nunes na Livraria Saraiva o documentário “Lemmy 49% Motherf**ker, 51% Son of a Bitch” De Greg Olliver, Wes Orshoski de 2010. Uma biografia honesta, com depoimentos grandes nomes da música e do próprio Lemmy que conta suas aventuras, narra seus pontos de vista e chega a emocionar em certos momentos dados a sua simplicidade. A Sessão inicia às 19:30 horas, mas antes tem discotecagem da moçada da Abunai Produções para a galera se descontrair assim que for chegando.

Serviço:
Cine Abunai Apresenta:
“Lemmy – 49% Motherf**ker, 51% Son of a Bitch”
Documentário
Ano: 2010
Duração: 115 minutos
Direção: Greg Olliver e Wes Orshoski
Dia: 12/07/2011

Local: Livraria Saraiva – Espaço Benedito Nunes (Shopping Boulevard) – Entrada Franca

Hora: 19:00 Horas com discotecagem

 

Final de Semana Histórico: Motorhead, Misfits e D.R.I.

Dedico esse texto ao grande amigo e irmão: Beto Fares e também a Regina Silva (Balanço do Rock)

“We are the Motorhead, We play Rock’n’Roll”… Para quem vai, ou já foi a algum show do Motorhead, espera ansiosamente para ouvir essa frase, vinda do Mestre Lemmy Killmister. Os mais de 10 mil fãs não ficaram desapontados e lotaram o Via Funchal.
Na sequência, Lemmy (baixo e vocal), Phill Campbell (guitarra) e Mickey Dee (bateria) já emendaram com “Iron Fist” e “Stay Clean”, uma colada na outra. A abertura foi feita pela banda Alarde, que foi vaiada toda a apresentação.

Mas, que sinceramente, fez o dever de casa direitinho. Agora, eu entendo porque falam que quando acaba um show do Motorhead, você sai surdo de vez, mas feliz da vida, com a alma lavada. É Rock’n’Roll tocado como deve ser, no último volume e sem frescura. Durante uma hora e meia, era possível ver pais, filhos, amigos, headbangers pirando com as cacetadas vindas do palco. Para fechar com chave de ouro, “Overkill”. Com os ouvidos, agora o lance era sair correndo e pegar o show dos Misfits, na Praça Júlio Prestes, que ocorreu na Virada Cultural.

Quando cheguei à Praça Júlio Prestes, parecia que a corda do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, tinha estourado a corda no início da Presidente Vargas (essa é só para quem é paraense ou mora em Belém e conhece o Círio).
Umas 50 mil pessoas esperavam pelos Misfits. Uma mistura de Punks, Carecas, Zumbis, crianças e o que mais pude estar lá; estava. Agora era pagar para ver o que iria sair disso tudo.
Mulheres grávidas desmaiando, crianças passando mal, punks e carecas se matando o tempo inteiro, a polícia retraída e com medo da confusão mais a presença absurda do Zé do Caixão, que sobrevoou pelo público e acabou tomando uma garrafada. Um cenário propício para o caos, e que foi orquestrado da melhor maneira pelos Misfits. Resultado: sangue para todos os lados e o Punk Rock rolando solto no palco.

Quando começou a tocar a música de abertura do clássico do terror “Halloween”, a sensação é que tinha estourado uma boiada, e Jerry Only e companhia tocaram o clássico tema do filme. Depois disso, presenciando cenas surreais no público e contando com a sorte, o esquema era se divertir a cada acorde.
Os Misfits entraram com uma vontade que emocionava, para quem esperava ver essa banda, desde os 15 anos de idade. No decorrer de uma hora e meia de show, quase surdo, era a hora de voltar e se preparar para o que ainda estava por vir.
Dormindo às 10 horas da manhã, e tendo que se estar pronto para ver outra banda importantíssima para quem cresceu ouvindo os LPs “Crossover” e “Thrash Zone”, dos Dirty Rotten Imbeciles (D.R.I.).

Mesmo assim cansado, às cinco horas da tarde, era hora de partir para o Carioca Club. Tudo começou com a banda Ação Direta, que mostrou porque é um dos orgulhos da cena Punk/Hardcore do ABC Paulista. Em meia hora, as cinco mil pessoas presentes já estavam aquecidas. Era preciso um show mais intenso para empolgar mais, e direto de Brasília, a banda Violator mostrou um show, que lembrava porque o Thrash Metal 80 é o melhor, e esse é um revival da década.
Segundo o baixista do D.R.I. Harald Oimoen, Violator é o Futuro do Thrash Metal, os cabeludos de Brasília não paravam um segundo no palco e não desapontaram o mais novo e importante padrinho. Uma apresentação sem botar defeito algum.
“D.R.I.”, “D.R.I.”… Era o que o público pedia. E todos foram atendidos, quando as cortinas se abriram e de cara fomos bombardeados com “Beneath the Wheel”. A famosa roda de pogo estava pronta.
Agora, tudo se explicava porque essa foi à banda que o criou o “Crossover”. Punks e Headbangers se divertindo juntos, sem brigas. Um belo quadro era pintado no Carioca Club. Petardos foram cantados, aliás, berrados em uníssono. Depois desse final de semana intenso, era a hora de tentar dormir. Porém, com um sorrisão na cara.