Entrevista Especial direto do Japão com Marcelo Shiozaki (ex-guitarrista da clássica banda DNA e agora tatuador)

Marcelo Shiozaki foi guitarrista de uma das mais importantes do Heavy Metal paraense, DNA (Diversion, Noise and Adrenaline). Agora, ele é um dos renomados tatuadores do Japão. Shiozaki conta vários momentos interessantes na carreira, nessa entrevista.

Quando começaste a se interessar por Rock’n’Roll?

Cara, tinha 13/14 anos, meu pai comprou um 3 em um, daqueles da Sony!! Comecei, acredite ou não, com “I love rock’n’roll”, da Joan Jett!! Fiquei vidrado nas distorções. Depois, acredite, Gary Gliitter!! Aí veio Creedence, Beatles e Rolling Stones. E depois, Deep Purple e Led Zeppelin. O Led foi sempre minha referência, meu álbum preferido?? Phisical Graffite, meu primeiro LP do Led!!

Como foram as primeiras experiências como músico de Rock’n’Roll e Heavy Metal? E quais foram os melhores momentos?

 

Cara, meu pai sempre me deu apoio pra tudo: estudos, música, etc!! O Carlos Ruffeil, do Jolly joker, me ensinou muito! Ganhei minha primeira guita, Les Paul Giannini, do meu pai. Comprei com o Carlos, dos Panteras, não sei se você conhece. Com certeza, os ensaios em casa, na granja do meu pai, foram os melhores momentos. Ninguém sabia tocar legal. Bebíamos muito e era mais pra encontrar e curtir o som. O único que tocava mais era o Carlos Ruffeil, mesmo!

 

Em relação ao DNA. Quais foram os momentos mais interessantes? Como começou a banda? E quais são os planos para a banda daqui para a frente?

Formamos o Genocide, com o lendário PP no baixo, Mauro batera, Eu e o Antônio Coelho nas guitars. O Antonio toca muito hoje (dá um olho no youtube). Depois veio o Mauro Gordo e o Alexandre Ribeiro. Muitas mudanças. Então, conhecemos o Fernando Souza Filho, da Rock Brigade. Ele teve a ideia de colocar o nome DNA, que seria Diversion, Noise and Adrenaline, ou ácido desoxirribonucleico, acho que é isso, eheh. Então, montamos essa banda com essa formação: PP no baixo, Eu na Guitarra, Fernando nos vocais e na época encontramos o Beto Doido, que foi do Placton. Gravamos nossa primeira demo com essa formação. Pintou alguns shows importantes, tipo, Dorsal Atlântica em Belém e Avalon e Megahetz no Piauí!! Com certeza, a viagem ao Piauí foi muito marcante! Muita diversão rolou!! Ah, teve a Flamea, que não esqueço até hojej. Teve um lance por lá, que encontrei uma garrafa de vodka no carro que estavámos. O Beto logo deu a ideia de secar!! Putz, era da Flamea!! Ficaram p da vida, mas, no fim, acabamos bebendo juntos!! Muito legal aquelas minas!!

Vocês já pensaram em voltar com a banda?

Como fala o Alexandre, nosso tempo passou. Acho que só revival e alguns shows. Mas, talvez, nada de composições novas. O Sid KC está bem ocupado agora. O Dey (baterista) não está em Belém. Quem pega as baquetas e o Mauro Gordo, que e o que mais incentiva pra voltarmos.

 

Você já passou um bom tempo no Japão. O que andaste fazendo? E quais são os planos daqui para frente?

Trabalhando muito!! Trabalho normal. Aprendi a tatuar e estudei muito essa arte por aqui! E daqui pra frente, só quero voltar ao Brasil, falar minha língua e curtir e desenvolver meu trabalho de tattoos por ai! Fiquei um ano ralando no estúdio e dividindo trabalho e estudos de tatuagem. Realmente me encontrei. Espero que no Brasil a tattoo seja tao valorizada quanto aqui.