Clipes de Ontem, de Hoje e de Sempre do Rock Paraense

O Rock paraense sempre foi extremamente forte e representativo no cenário nacional. Tendo grandes nomes, como Stress (a primeira banda de metal do Brasil), Delinquentes, Madame Saatan, entre outros. E ainda, para celebrar a volta do blog Rock Pará, selecionei alguns clipes, que representam muito bem a FORÇA do ROCK local: Stress (Mate o Réu), Delinquentes (Planeta dos Macacos), Mosaico de Ravena (Belém-Pará-Brasil); Insolência Pública (Beirute está Morta), Madame Saatan (Respira), Turbo (Eu sou feio mas ela gosta de mim), Johny Rock Star (Canção Reversa), Molho Negro (Aparelhagem de Apartamento), Aeroplano (Estou bem mesmo sem você).

É HOJE O GRANDE DIA: LANÇAMENTO DO CD "PEIXE HOMEM" DA BANDA MADAME SAATAN

A banda Madame Saatan está em Belém para apresentar seu novo trabalho aos fãs. No Píer da Casa das Onze Janelas será realizado, logo mais, às 16h, o primeiro show da turnê “Peixe Homem”, mesmo nome do segundo CD da banda, que tem raízes paraenses, mas há três anos decidiu fixar residência em São Paulo. E, como não podia ser diferente, a cena rock and roll da cidade está em festa: “Não tinha como ser diferente. Foi aqui que a gente começou tudo, é onde está a nossa base. Queríamos compartilhar essa alegria com os amigos mais próximos”, diz Sammliz, vocalista do grupo, que se completa com os músicos Ed Guerreiro (guitarra), Ícaro Suzuki (baixo) e Ivan Vanzar (bateria).

O primeiro disco do Madame Saatan foi lançado em 2007 – quando a banda ainda estava em Belém -, e foi eleito em 2008 o melhor álbum de heavy metal pelo Prêmio Dynamite de música independente, um dos mais importantes da categoria. “Sair de Belém foi necessário para que ficássemos mais perto e onde as coisas acontecem, além de que é muito mais fácil e viável o deslocamento de São Paulo pra qualquer outra parte do Brasil”, explica o produtor da banda, Bernie Walbenny.

Banda colhe frutos da mudança para SP

Com a mudança de cidade, muitas coisas começaram a acontecer, como a participação nos principais festivais de música independente pelo Brasil, e a produção de um show que é considerado um dos mais devastadores dos últimos tempos, além da oportunidade de a banda se apresentar em programas como o “Altas Horas”, na Rede Globo/TV Liberal.

“Peixe Homem” é produzido por Paulo Anhaia (Charlie Brown Jr, Velhas Virgens), e masterizado nos Estados Unidos, por Alan Douches (Aerosmith, Misfits, Mastodon). O lançamento sai pelo selo Doutromundo Discos.

Entrevista Especial – Renata Brant – Programa "Na Veia"

Renata Brant é jornalista carioca e apresenta um dos programas de webradio mais legais da internet, “Na Veia” (http://www.naveiaprograma.blogspot.com/). É possível se manter extremamente muito bem informado. Saiba mais nessa entrevista especial e exclusiva.

Como e quando você começou a escutar e a se interessar pelo Rock’n’Roll?
Bem difícil responder, mas pode até parecer clichê, mas comecei a escutar rock desde pequena. Cresci ao som de Beatles, Cazuza, Rolling Stones, Queen, Titãs, Rita Lee. Claro que com o tempo, a gente vai filtrando o que gosta e o que não gosta, inclusive descobrindo novas bandas e novos gostos.
Meu interesse pelo rock sempre existiu, já tentei tocar violão, para depois tocar guitarra, mas eu não tenho ritmo nenhum, nem mesmo paciência para fazer os acordes mirabolantes. Por causa disso, acabei desistindo de tocar um instrumento e acabei escrevendo sobre música.
Quais foram os teus primeiros trabalhos no mundo do jornalismo ligado ao Rock?
Meu primeiro trabalho ligado ao rock foi no Mercado Mistureba. Eu fazia a locução do evento e lá comecei a conhecer a cena rock do Rio. Na época, no ano de 2006, conheci muitas bandas que hoje nem existem mais. Uma delas era a Benflos, que aliás é uma excelente banda.
Depois disso, me apaixonei pela locução e pelo rádio. E na época da faculdade, sempre fazia algo ligado a música.
Como surgiu a ideia de criar o programa Na Veia? E quais foram os melhores momentos?
O Programa Na Veia surgiu depois de um curso de locução que fiz em 2008. A escola, onde estudava, tinha uma web radio e lá comecei a apresentar o Na Veia ao vivo. Fiquei noves meses ao vivo, com cerca de 60 pessoas me ouvindo. Era uma loucura. Fazia tudo ao mesmo tempo, locução, set list, entrevista, mesa de áudio. Mas era muito legal e aprendi muito também.
Agora o melhor momento, confesso que foram vários. Mas gostei muito da entrevista que gravei com a banda Cabeza de Panda, que sou fã. Na época, o trio estava começando e hoje eles já vão gravar o segundo disco. Outro momento bacana, foi com a banda Maldita e com a banda Os Pazuzus, que alías foi a primeira entrevista do programa. Fiz uma enquete no blog, para escolher quatro bandas e Os Pazuzus ganharam. A entrevista foi muito divertida. Pena que a banda acabou.
Como você analisa o mercado da música e do Rock Independente Nacional?
Engraçado que esta é uma pergunta que faço sempre às bandas. E a resposta é sempre a mesma. Que só sobrevive no mercado a banda que tem dinheiro ou que tem um empresário. Mas sabemos que não é bem por ai. Podemos ver muitos artistas que gravam seus discos no independente, acho que a Cidadão Instigado é um exemplo disso. A banda existe há quase dez anos, sempre foi independente e tem um trabalho super conceituado. Outro exemplo é o Black Drawing Chalcks. Os meninos visam a banda como uma empresa, cada um tem uma função. Um fica responsável pela divulgação, outro pela internet, outro pela administração e por ai vai.
Outra coisa bacana que acontece muito são os coletivos. Bandas que se juntam e promovem seus próprios festivais. Aqui no Rio, por exemplo, rola a festa Roqueadores, idealizada pela banda Os Duques. É evento que própria banda organiza e chama outras bandas para tocar. Só para se ter uma ideia, na última edição rolou show da banda Jeniffer Lofy. Claro que para se destacar no mercado, a banda deve ter um diferencial. A música está segmentada e a maneira de consumir também mudou. Antes a gente juntava grana para comprar um disco. Hoje não. Você baixa tudo da internet. Em contra partida, acaba surgindo muita coisa ruim. Acredito que a banda que produz seu próprio evento, tendo a ideia de fazer um intercâmbio, já ganha um ponto a mais no mercado. E claro, os trabalho dos coletivos também é importante para movimentar a cena de qualquer cidade.
O que você destacaria do Rock do Rio de Janeiro?
Prefiro não responder quanto ao rock, até porque o Rio não é uma cidade rock. Aqui temos artistas dos mais diversos genêros. Mas gosto muito do trabalho da Silvia Machete. Já tive a oportunidade de entrevista-lá e foi super divertido. Aliás, ela tem uma vybe mega pra cima. Também tem os meninos da banda Les Pops, que é a nova sensação carioca. Também não posso deixar de citar a Velha Guarda da Portela e a cantora Teresa Cristina, que sou muito fã. Ahh, tem ainda a banda Fleeting Circus e a cantora e guitarrista Drenna.
Em relação a galera que movimenta a cena carioca, tem o Renato Abdalla, Jô Rocha, Pity Portugal e o pessoal do Coletivamente. Em Niterói, tem a Ponte Plural e o Pedro de Luna.
O que você conhece do Rock Paraense?
Tenho que confessar que conheço muito pouco. Mas gosto muito do som da Madame Saatan, alías eu quero muito ver um show da banda!! Mas daí do Pará, gosto de ouvir o tecnobrega. Adoro a batida, a maneira que se dançam, como se vestem. É um comportamento, faz parte da cultura de vocês. Assim como o funk está para o Rio de Janeiro.
Quais são os teus próximos projetos?
Meu próximo projeto é o agora. Tenho uma empresa de assessoria de imprensa e estou naquele momento de capitar clientes. Portanto, você que tem banda ou é artista solo, seja qual for a sua música, pode falar comigo. E claro, ouçam o Programa Na Veia!