Entrevista Especial com o Fotógrafo mais Rocker do Pará: Mário Guerrero


Contato com Mário Guerrero: http://www.marioguerrero.fot.br/

 Mário Guerrero é um dos fotógrafos mais importantes da cena rocker do Pará. Com uma vasta experiência, ele registrou momentos históricos. Agora, ele está aqui no blog Rock Pará para contar um pouco dessa trajetória e também alguns detalhes marcantes desse caminho brilhante.

Quando começaste a se interessar pelo Universo das imagens e da fotografia?

Em 82, ganhei uma câmera de uma tia, uma câmera profissional, desmontei toda pra ver como funcionava nunca mais consegui montá-la. Depois entrei na UFRA (Universidade Federal Rural do Pará) e conheci um professor, que era fotógrafo amador (prof. Edilson Matos) um pesquisador. Então, comecei a usar o equipamento dele, detalhe tudo mecânico. Depois disso, comecei a estudar fotografia, ia pras bibliotecas da UFPA (Universidade Federal do Pará), Museu Goeldi, Embrapa,  onde tinham as melhores publicações. Estudar fotografia nessa época era complicado e caro, gastei muita grana com xerox, depois comprei minha primeira câmera, foi quando comecei também a fotografar o movimento de rock de Belém.

Quais foram os melhores momentos da tua carreira como fotógrafo da cena musical e do rock do Pará?

Cara, eu comecei a fotografar a cena com o pretexto de entrar de graça nos shows, estava começando a fotografar, então os resultados não eram bons, ou seja,  a maneira que eu aprendi a fotografar foi na velha técnica autodidata de “tentativa e erro”, uma técnica muita cara, pois eu gastava dinheiro com filmes e revelações. Teve uma das versões do projeto Preamar, no Centur, que na época era tão importante como o Hangar é hoje. Não lembro direito a data. Mas tocou o Álibi de Orfeu com a maravilhosa Gabriela depois o Insolência Pública. Quando tocou o Insolência Pública foi uma loucura, me arrepia até hoje quando falo disso. Foi emocionante.  Teve uma hora que o público subiu no palco e os músicos desceram, e eu parei de fotografar, e fui pogar também. Foi maravilhoso. Outro show marcante foi da banda DNA no teatro Waldemar Henrique.

O que você acha da cena atual do rock paraense?

A cena fica em uma oscilação de shows com o grande agravante de não termos espaço para as bandas tocarem, já aconteceu de bandas de fora não tocarem aqui por não ter onde fazer o show

Qual é a tua opinião sobre o trabalho dos fotógrafos daí de Belém, sobretudo, os que cobrem os shows de rock?

 Hoje, a fotografia está mais acessível, mais fácil de fotografar.  Veja bem, falo de apertar o botão com pouco custo. Então, tem muita gente que se acha fotógrafo, acha que é só colocar a máquina pendurada no pescoço, e pronto. Eu sou fotógrafo. Mas apesar disso, tem pessoal fotografando bem, estudando e isso é importante, estudar. Outra coisa que é fácil, hoje em dia, é estudar fotografia, quando comecei só estudava em bibliotecas da Universidade Federal e do Museu Goeldi

 Quais são os teus próximos projetos?

Estou com três projetos em andamento, um deles em Macapá, outro que aqui em Belém sobre a minha história e uma exposição do material que eu tenho  sobre os meus trabalhos realizados nas décadas de de 90 até o ano de 2000, que farei em parceria com a Pró Rock.

O que precisa acontecer para melhorar, sobretudo nos shows daqui de Belém?

As pessoas que produzem show precisam se preocupar não só com o som, mas também com a luz. Nós fotógrafos agradecemos