É HOJE: PROJETO INVASÃO CAIPIRA EM CAPANEMA

O Projeto Invasão Caipira é uma ação que pretende promover a divulgação da música autoral produzida no Pará. A idéia é exibir, em shows musicais, o trabalho de artistas da cena independente da região, que encontram no projeto um local de acolhida e uma instância para promoção e exibição para o público da própria região.

A Invasão Caipira é o primeiro festival itinerante da região nordeste do Pará. A programação é delineada abrangendo grupos do interior, com espaço privilegiado para os músicos do Município anfitrião, mas também bandas da Capital, que se ressentem do espaço restrito para a divulgação de seu trabalho mesmo em Belém. A Invasão Caipira pretende ampliar esses espaços, na busca de consolidar um público regional para o trabalho de músicos de diversos gêneros.

Em 2010 o projeto passou pelas cidades de Peixe-Boi, Capanema, Pirabas e Quatipurú, foram várias bandas e artístas circulando pelo interior do estado, StereoScope – Belém, Destruidores de Tóquio – Capanema, Paralelo XI – Primavera, Albenízio Rui – Peixe-Boi, Marcio Sena – Castanhal, Canarinhos de Pirabas – Pirabas, Carimaré – Pirabas, Pirambolando – Pirabas, Octoplugs – Peixe-boi, Turbo- Belém, Grupo Timbiras- Capanema, Fuga de Emergência – Nova timboteua, Codex- Bragança, Ana Clara Matos – Belém.

Apostamos na diversidade da música autoral paraense, esse ano o projeto começou novamente pela cidade de Peixe-Boi abrindo espaço para duas bandas estreantes no circuito, são as bandas Sub-Off e Classe B, ambas do município de Capanema cidade esta que sediará a segunda edição no dia 20 de Agosto, a partir das 20 horas, a novidade é que a partir desta segunda edição de 2011 estamos abrindo inscrições pelo site Toque no Brasil, ampliando as possibilidades para artistas de outras regiões do estado que não teriam acesso ao projeto e também abrindo espaço a artistas de outros estados. Em Capanema optamos por realizar o projeto na periferia da cidade, no bairro da Caixa d’água onde fica Espaço Cultural Canto do Curupira.

Foi mais de 10 dias de inscrições, 104 bandas inscritas e após muito trabalho as escolhidas para compor o Line-UP do Projeto Invasão Caipira Capanema foram: Dharma Burns, Monovox, Tecnotrash, Doce Bárbara, Sub-Off e Classe “B”, estão previstos shows do projeto para cidades de São João de Pirabas, Salinas, Tucuruí e Bragança. Os ingressos em Capanema custarão 5 reais e já estão disponíveis.

 

PROJETO INVASÃO CAIPIRA – CAPANEMA

O Projeto Invasão Caipira é uma ação que pretende promover a divulgação da música autoral produzida no Pará. A idéia é exibir, em shows musicais, o trabalho de artistas da cena independente da região, que encontram no projeto um local de acolhida e uma instância para promoção e exibição para o público da própria região.

A Invasão Caipira é o primeiro festival itinerante da região nordeste do Pará. A programação é delineada abrangendo grupos do interior, com espaço privilegiado para os músicos do Município anfitrião, mas também bandas da Capital, que se ressentem do espaço restrito para a divulgação de seu trabalho mesmo em Belém. A Invasão Caipira pretende ampliar esses espaços, na busca de consolidar um público regional para o trabalho de músicos de diversos gêneros.

Em 2010 o projeto passou pelas cidades de Peixe-Boi, Capanema, Pirabas e Quatipurú, foram várias bandas e artístas circulando pelo interior do estado, StereoScope – Belém, Destruidores de Tóquio – Capanema, Paralelo XI – Primavera, Albenízio Rui – Peixe-Boi, Marcio Sena – Castanhal, Canarinhos de Pirabas – Pirabas, Carimaré – Pirabas, Pirambolando – Pirabas, Octoplugs – Peixe-boi, Turbo- Belém, Grupo Timbiras- Capanema, Fuga de Emergência – Nova timboteua, Codex- Bragança, Ana Clara Matos – Belém.

Apostamos na diversidade da música autoral paraense, esse ano o projeto começou novamente pela cidade de Peixe-Boi abrindo espaço para duas bandas estreantes no circuito, são as bandas Sub-Off e Classe B, ambas do município de Capanema cidade esta que sediará a segunda edição no dia 20 de Agosto, a partir das 20 horas, a novidade é que a partir desta segunda edição de 2011 estamos abrindo inscrições pelo site Toque no Brasil, ampliando as possibilidades para artistas de outras regiões do estado que não teriam acesso ao projeto e também abrindo espaço a artistas de outros estados. Em Capanema optamos por realizar o projeto na periferia da cidade, no bairro da Caixa d’água onde fica Espaço Cultural Canto do Curupira.

Foi mais de 10 dias de inscrições, 104 bandas inscritas e após muito trabalho as escolhidas para compor o Line-UP do Projeto Invasão Caipira Capanema foram: Dharma Burns, Monovox, Tecnotrash, Doce Bárbara, Sub-Off e Classe “B”, estão previstos shows do projeto para cidades de São João de Pirabas, Salinas, Tucuruí e Bragança. Os ingressos em Capanema custarão 5 reais e já estão disponíveis.

 

Fatalmente "Octoplugs

Fonte: http://destruidores-de-toquio.blogspot.com/2011/07/fatalmente-octoplugs.html

A banda Octoplugs da cidade de Peixe-Boi composta por Bárbara Lobato nos vocais, Flávio Rodrigues na guitarra, Leon Silva na bateria e Eder Lima no baixo, acabou de lançar seu mais novo EP Demo intitulado “Fatalmente”, Octoplugs é a primeira banda de Rock do município, Flávio (guitarrista da banda) nos falou um pouco sobre como é ter uma banda de Rock em um município com pouco mais de 7.000 habitantes e as expectativas pra este novo trabalho, confira:

-QUANDO E COMO COMEÇOU A BANDA?

A banda com esse nome e totalmente autoral começou exatamente quando acabou a banda Curto Circuito, em 2008. Até antão éramos uma banda de “cover”. Já tínhamos muitas musicas prontas, mas tínhamos que tocar apenas uma ou duas em nossos shows, foi ai que nasceu a necessidade de ter um show com músicas próprias e de mudar o nome, pois existia muitas bandas que se chamavam Curto Circuito.

– VOCÊS ENFRENTAM  ALGUMA DIFICULDADE PELO FATO DE SEREM UMA BANDA DE UM MUNICIPIO PEQUENO NO INTERIOR DO PARÁ?

Sim, Peixe-Boi, como a maioria das cidades do interior não favorece uma manifestação artística específica. Afinal, quem é que vai querer saber se em Peixe-Boi existe uma banda de Rock? Em certos momentos é preciso criar uma cena às três porradas pra que alguém note que algo acontece por aqui. Felizmente já existe um público aqui, muito pequeno, mas é melhor do que aquele bêbado que só tá ouvindo a gente porque não lembra o caminho de casa…rsrsrsrsr

– QUAL A ORIGEM E O QUE QUER DIZER O NOME “OCTOPLUGS”?

Bom, inicialmente a idéia era batizar de Octopus, uma singela homenagem ao Doutor Octopus, o inimigo clássico do Homem-Aranha…mas como se tratava de uma banda, resolvemos substituir o “pus” por “plugs”, e ficou assim, Octoplugs (oito plugs).

– QUAIS SUAS PRINCIPAIS APRESENTAÇÕES E AÇÕES?

Já tocamos algumas vezes no Ensaio Aberto, participamos de vários shows do Projeto Invasão Caipira, evento idealizado pela galera dos Destruidores de Tóquio, já estivemos nas seletivas do Se Rasgum (mas não passamos…rsrsrs). Aqui em Peixe-Boi organizamos o “Rock’no’Balde”, integrando bandas do interior e da capital, ajudamos na organização do Projeto Invasão Caipira Peixe-Boi e estamos tentando resgatar músicas do Compositor Piexeboiense Orlando do Carimbó com o Projeto Baladas de Carimbó, mas por enquanto é só o que dá pra dizer.

– FALE UM POUCO DE SUAS INPRESSÕES PESSOAIS  A RESPEITO DO EP COMO UM PRODUTO ARTISTICO.

Gostei de ter feito esse EP, porque resgata músicas esquecidas da Banda quando ainda se chamava Curto Circuito… Morte súbita foi pra primeira música composta, em meados de 2004, apenas fatalmente foi composta recentemente. Com essa nova formação estamos tentando encontrar nossa forma de compor e arranjar as músicas, mas para isso foi preciso exorcizar os demônios do passado, por isso optamos por gravar músicas engavetadas. No final o resultado foi satisfatório pra gente.

– COMO SE DEU O PROCESSO DE CRIAÇÃO E GRAVAÇÃO DO DISCO (CAPA, ARRANJOS, INSTRUMENTOS….)?

As músicas forma lapidadas nos shows mesmo… A Barbara conseguiu encontrar o seu jeito de interpretá-las, com saída o Albenízio, que fazia guitarra base, optamos por “sujar” um pouco as músicas, com distorções apresentáveis, para isso foi importante ajuda do nosso amigo Nazareno Glins (Destruidores de Tóquio) que nos foi apresentando as possibilidades. A capa do disco eu desenhei. Pensei em ser um rosto feminino em preto e branco, apenas os lábios em vermelho… de certa forma denota uma provocação…Você tem coragem de se arriscar sem medir as conseqüências? O titulo do disco Fatalmente é uma música que está escondida na quinta faixa e fala dessa provocação: “Fatalmente tudo vai se acabar…”
– O QUE MUDOU NA BANDA COM A SAIDA DO ALBENIZIO E A ENTRADA DA BARBARA. A SAIDA DO ALBENIZIO SE DEU NA PAZ? VC SE IMPORTARIA EM FALAR UM POUCO DESTE EPISÓDIO?
A mudança drástica foi a saída de uma voz masculina para a entrada de uma voz feminina. A Bárbara conseguiu dar sua cara às musicas e isso foi legal, ela também compõe o que ajuda no processo de criação da banda. O Albenizío já não tinha mais tempo pra banda, trabalhando fora com visitas esporádicas ele teve que sair, mas continua sendo um grande amigo meu e da banda, sua saída foi tranqüila, claro que no primeiro momento fica aquela pergunta: “- Estamos sem vocalista, o que vai ser daqui pra frente?” Mas a bárbara conseguiu substituir a altura.

– QUAIS OS PRÓXIMOS PASSOS DA “OCTOPLUGS”?

Já estamos com próximo EP no ponto para gravar…retomamos os ensaios e vamos tocar em mais um Invasão Caipira, que acontecerá aqui em Peixe-Boi…a idéia por enquanto é sair por ai tocando se divertindo, como sempre foi.
Clique na foto para baixar o EP:
Capa do EP

 

O amor e a arte da destruição

Banda Destruidores de Tóquio, de Capanema, toca em Belém e lança décimo videoclipe com influência de Brian de Palma

Empreendedores e articulados, eles produzem os próprios festivais, festas, turnês, videoclipes e gravam seus próprios discos. De Capanema para o mundo, através da rede de computadores, estamos falando d’Os Destruidores de Tóquio. “A gente pratica o esquema faça você mesmo, de vez quando somando a ajudinha dos amigos”, diz Alex Lima, baixista e vocalista do grupo, que estará na próxima sexta-feira no projeto Fins de Tarde, da Livraria Saraiva, e, sábado, no projeto Ensaio Aberto do selo Na Music e Associação Pro Rock.

Com pouco dinheiro, irreverência e muita criatividade, o grupo já produziu nove videoclipes e sete discos, todos, exceto o último álbum (O Avesso do Avesso, Na Music, 2010), produzidos de forma caseira. A banda também já fez uma turnê pelo interior de São Paulo e tocou em estados como Tocantins e Rio de Janeiro, além de ter produzido cerca de 15 festivais em Capanema e pelo interior com do estado como os “Rock no Balde” e “Invasão Caipira”.

Eles começaram a chamar a atenção em 2004, quando um amigo apresentou um dos primeiros discos ao produtor Nicolau Amador, então guitarrista da banda Norman Bates. “Fiz o primeiro show deles em Belém em 2004. Chamou a atenção que apesar dos discos serem muito mal gravados havia um impulso criativo muito forte ali. Tentei produzir um disco deles depois, mas eles também são muito inflexíveis em relação a esse impulso criativo, o que os impede a meu ver, de ter maior visibilidade”, diz o produtor.

Mas foi justamente essa impulsividade de auto-afirmação que expôs a banda em um episodio marcante para a rede de bloggeiros e produtores de rock no Pará. Ano passado, quando foram convidados para um festival, os músicos, pelo fato de não receberem cachê, pediram para tocar em uma posição privilegiada da programação. Na resposta dos produtores, havia uma brincadeira desdenhosa dizendo que eles deveriam se contentar em tocar na abertura da programação. Na mesma seqüência de mensagens, o coletivo que produzia o evento “desconvidava” o grupo.

Logo os @destruidores começaram a disparar tweets para os principais produtores de música independente do estado e do país, denunciando a arbitrariedade do coletivo. A repercussão fez os organizadores voltarem atrás da decisão e negociar uma posição melhor para o grupo.

Tanta produção e articulação, porém, nunca fez o grupo pensar em virar um coletivo ou se associar a qualquer um deles. Ao contrário eles transitam com uma boa imagem hoje em todos os seguimentos da música independente local. O motivo é simples, segundo Nazo Glins. “A gente nunca quis ser um coletivo porque assim a gente dá mais visibilidade pro nome da banda dessa forma”, comentou ele, em entrevista ao blog da Pro Rock.

Assim, com coragem e criatividade, os DDT estréiam no próximo sábado o décimo videoclipe. Nazo, produtor, diretor e editor de todos os clipes da banda, começou a mexer com vídeo em 2006 e aprendeu fazendo. “Comprei um editor de imagens, o software Vegas e baixei os tutoriais da internet. Meus primeiros vídeos eram só com fotos e câmeras de celular. Eu não sabia mexer muito, nem sabia renderizar os vídeos”, conta.

“Love”, uma das poucas músicas em inglês da banda, fala de um amor puro e honesto que o faz “sentir que está andando nas nuvens”, bem ao contrário do humor negro de “Hipocondria” e outras músicas do grupo. “Na verdade é uma bobagem romântica que eu escrevi quando tinha 16 anos. Tem alguns erros, mas decidi deixar assim mesmo”, diz Nazo, que também se diz influenciado pela música romântica cafona. Não o tecnobrega, mas o brega romântico dos anos 80.

As influências kitsh se misturam com a cultura pop mais sofisticada. “Love” tem a edição de telas divididas como nos filmes de Brian de Palma. “Meu primeiro contato com ele foi com o filme ‘Dublê de Corpo’. Eu pirei. Era bem garoto quando vi o filme, e isso influenciou muito na minha maneira de fazer arte”, conta o diretor.

Na sexta-feira, O DDT se apresenta em um pocket show acústico produzido pelo Coletivo Megafônica na Livraria Saraiva (Shopping Doca Boulevard, 2º piso). No sábado, às 16h se apresentam na loja Ná Figueredo com a banda Sincera. Desde as 15h, haverá apresentações de videoclipes inclusive a estréia de Love. O Ensaio Aberto é uma parceria com a Pro Rock.

Serviço:

Destruidores de Tóquio – Acústico

Sexta-feira, 24 – às 18h na sala Benedito Nunes da Livraria Saraiva (Shopping Boulevard)

Sábado, 25 – Ensaio Aberto com Destruidores de Tóquio e Sincera