U2 – Turnê 360 GRAUS – O Maior Espetáculo Musical de Todos os Tempos – EU FUI

Uma das situações mais impressionantes durante a turnê “360 Graus” do U2 é a devoção dos fãs da banda no mundo inteiro. Em São Paulo, já era possível conferir a grande quantidade de pessoas acampadas, aos arredores do estádio do Morumbi, ainda no início da semana que antecipava o primeiro show do dia 09 de abril. Já no sábado, a fila se tornava em momento de pura emoção. Era uma mistura de alegria, ansiedade, ganância dos cambistas e a tentativa de organização. Foi registrado um público de mais de 90 mil pessoas, só na primeira noite.

Os cambistas começaram a vender os ingressos, no início da manhã de sábado, por valores entre 600 a 1.000 reais. E fãs desesperados, que ainda não tinham ingresso, não mediam esforços e compravam. A cada hora a adrenalina ia subindo (principalmente, desse escriba aqui).

Sinceramente, nunca fui tão fã do U2, mas já tinha ficado bastante emocionado com relatos de amigos que já tinham ido nos shows. E como na minha adolescência fui um obcecado por informações sobre a História do Rock’n’Roll, acabei conhecendo a importância de uma banda como U2.

Então, logo a partir das 19h30, comecei a pesquisar os valores que os cambistas estavam cobrando, e quando mais se aproximava do início da banda de abertura (MUSE) mais o preço começava a desvalorizar. E posso dizer, que comprei o meu ingresso um pouco preocupado se era falso ou não. E fiz um bom negócio. Entrei no estádio do Morumbi, na terceira música do MUSE, e estava bem localizado. Aliás, banda esta, que fez uma apresentação emocionante, no decorrer da chuva que castigava os músicos. Um bom começo para o que estava por vir.

A estrutura dessa nova turnê do U2 é algo impressionante, o palco é cercado por verdadeiras “garras gigantes”, parecendo “patas de caranguejo” (como bom nordestino que sou, reparei nesse detalhe). O anúncio, que tudo iria ser gigantesco naquele momento, foi dado quando o relógio (“What time is it in the world?”) começou a ser destruído e a música de “Trem das Onze” (Adoniran Barbosa) começou a tocar nas P.As. (caixas de som direcionadas para o público). O nervosismo era um sentimento único, e apareceram Bono Vox, Adam Clayton, Larry Mullen Jr. e The Edge. E já mandaram o hit “Even Better than the Real Thing”.

A estrutura de imagens e som do palco favorecia a qualquer pessoa, que pudesse estar mal localizada (atrás do palco), pois o um telão mostrava imagens dos músicos da banda se movimentando. Além disso, eles demonstraram uma total conscientização para quem estava atrás, e se apresentavam em todos os cantos. Eu pude assistir o show num lugar, que me deixou completamente impressionado e emocionado. Sobretudo, porque estar no momento como esse, sozinho e longe de todos aqueles de quem se AMA, é mais complicado ainda. Mas tudo bem.

A homenagem às crianças assassinadas no massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro do Realengo (RJ), foi especial, com os nomes de todas passando no telão, que tinha 360 graus. Depois de duas horas e meia de show, a banda mais importante do Rock Mundial (em todos os sentidos) saiu do palco ovacionada. Sinceramente, já fui para alguns shows e já tinha feito algumas seleções dos melhores que já tinha ido na vida (e, é claro que essa lista sempre muda). Mas esse espetáculo musical extrassensorial marcou a minha vida. Agora, eu entendo porque as pessoas, ao redor do mundo, saem emocionadas de um show do U2.