Entrevista Especial com Rocco, um dos vocalistas da banda Gangrena Gasosa

Wallace Rocco, mais conhecido como o responsável de honrar a imagem de Omolu, e também um dos vocalistas de uma das clássicas bandas do Rio de Janeiro, Gangrena Gasosa, concedeu uma entrevista especial para o Rock Pará, na qual ele conta várias curiosidades e novidades da carreira dele. E, é claro, sobre os próximos passos da Gangrena. Enjoy it.

Como e quando você começou a se interessar a ouvir um som mais pesado?

Desde criança, mais precisamente por volta dos cinco/seis anos de idade, quando ouvi pela primeira vez The Cult, AC/DC, Ramones e Van Halen. Depois disso, comecei a conhecer bandas mais pesadas como Slayer, Death, Sepultura, Kreator…e aí não parei mais de ouvir som.
Quais foram as tuas primeiras experiências como vocalista?
Minha primeira experiência como vocalista foi com a minha primeira banda, o Turíbulo. Tocávamos covers do Slayer, Kreator e Massacre e nossas músicas, é claro.
Como pintou o convite para fazer parte do Gangrena Gasosa?
Eu já era fã da banda, frequentava os shows desde garoto. Me chamaram, fiz o teste e estou aqui. Muito feliz e honrado, porque como falei, já era fã da banda.

Quais foram os momentos mais inusitados em toda a tua trajetória?
Sem dúvida, nosso show no Circo Voador no dia 20 de junho deste ano, por causa das manifestações e do clima de guerra que se instaurou fora do Circo, com bombas de gás sendo lançadas pra dentro da casa e pessoas atingidas por balas de borracha na fila do Circo. Triste.
Conte em detalhes o ocorrido durante as manifestações, no show no Circo Voador?
Foi uma correria danada. A gente dentro do Circo só ouvia o barulho das bombas e a gritaria. Foi horrível. No show do Fórceps jogaram a primeira. Os caras pararam o show uns dez minutos e voltaram. Na hora do nosso show, jogaram mais umas 3 bombas, estávamos no palco, de repente olhei pra galera com a mão no rosto e agitando mesmo assim, senti um incômodo, um cheiro insuportável e aí interrompemos o show, voltando 15 minutos depois. Aí foi demais. A Lapa vazia e só o Circo Voador gritando: SATANÁS, SATANÁS! HAHAHAHAHAHA. Ao mesmo tempo que foi bizarro, isso tornou aquela noite inesquecível! Foi um show com muito gás! HAHAHAHAH!!!

 Quais são as expectativas agora com o lançamento do DVD “Desagradável”?
As melhores possíveis. Contar 23 anos de história da Gangrena Gasosa em DVD é fantástico! É nosso primeiro DVD e duplo, ainda por
cima!!!  Queremos brindar a galera que conhece e curte a banda e também apresentá-la para quem não conhece. Mostrar pra galera que santo de casa também faz milagre. 
Quais são os próximos passos do Gangrena Gasosa?
Trabalhar nosso DVD e já estamos preparando material novo, para um novo CD e quem sabe até um novo DVD, como diz o Silvio Santos, AGUARDEM!
 Saravá!!! Atotô do Omolu!

“Hey Ho!! Let’s Go!!!!” – ENTREVISTA SUPER-MEGA ESPECIAL: CLEMENTE TADEU NASCIMENTO

Clemente Tadeu Nascimento é um ícone do Rock Nacional. Falar do legado é muito pouco, mas vamos lá: o cara foi um dos grandes pensadores da cena punk paulistana, no começo da década de 80, fez parte de bandas clássicas, como Restos de Nada e Condutores de Cadáveres. Além disso, é o frontman dos Inocentes e um dos guitarristas e vocalistas da Plebe Rude. Mas vou deixar de lenga lenga, e vou deixar vocês com esta entrevista SENSACIONAL com Clemente. Hey Ho!! Let’s Go!!!! (foto: KK Reis).

 

Quais são as novidades da banda Inocentes? E também da Plebe Rude? CDs, DVDs, shows. O que você pode destacar dos trabalhos das duas bandas que você faz parte?

As duas bandas estão em estúdio produzindo EPs e na estrada, sempre na estrada. O Inocentes tem um show no dia 20 de julho no SESC Belenzinho onde vamos executar o álbum Pânico em SP com os arranjos originais e depois fazemos no SESC Ipiranga com um sexteto de cordas chamado Six RockStrings. A Plebe está presente nos filmes Somos Tão Jovens e no Faroeste Caboclo que tem a trilha sonora assinada pelo Philippe Seabra.

Você também é apresentador do site showlivre.com. O que você poderia destacar de todo este período que estás no programa? Qual é a tua avaliação da música independente nacional?
Acho que a música independente vai bem tem uma série de bandas bacanas por aí, bandas como o Cabezas Cortadas, Vespas Mandarinas, Medulla, A Última Theoria, só para citar algumas. Ninguém mais precisa de uma grande gravadora para produzir um bom trabalho.
Como você avalia os protestos que estão acontecendo por todo o Brasil?
Acho que foi bastante positivo, mas tenho receio de movimentos acéfalos, que não tem, “teoricamente”, nenhuma direção é um pouco preocupante, mas de resto é positivo, mas tem que ter um foco, não adianta cada um defender o seu e esquecer do coletivo.
Quais são os teus próximos projetos artísticos pessoais? Falando sobre isso, já estás pensando em fazer a tua biografia?
Na verdade já estou escrevendo a minha biografia, espero terminar esse ano, mas como sou eu mesmo que estou escrevendo é uma incógnita.

 

Entrevista Especial: Leandro Souto Maior, guitarrista da banda Fuzzcas

Leandro Souto Maior é jornalista e guitarrista da banda carioca Fuzzcas. Além disso, ele mantém o blog “Acorde”, no qual mostra o ponto de vista dele sobre os mais variados assuntos musicais. Nesta entrevista especial, ele conta detalhes sobre a trajetória musical e também sobre os novos projetos da banda. Let’s rock it.

Como e quando você começou a se interessar em tocar Rock’n’Roll? Aproveitando, quais foram as tuas primeiras bandas?

 

 

 

Foi através da coleção de LPs dos Beatles do meu pai, que herdei, registre-se, e hoje está no na minha casa, que chamo de Museu do Rock, por teu ter esse mau hábito de acumular coisas dos meus ídolos. Minha primeira banda foi a Mississippi Blues Band, nso anos 90, em Niterói, que chegou a gravar algumas faixas, que hoje podem ser ouvidas aqui https://soundcloud.com/mississippibluesband

Você é guitarrista da banda Fuzzcas. Como  poderia descrever a trajetória da banda até agora? E quais são os próximos projetos?


O Fuzzcas está em um momento especial. Temos o primeiro CD prontinho, vai se chamar ‘Feliz Dia de Hoje’, deve sair daqui um mês, estamos já apenas esperando chegar da fábrica. Com o CD, virá também nosso site e um novo clipe, da música ‘Bad Girl’, gravado no Teatro Rival. Será nosso segundo, já que é possível conferir ‘Acorde Mais Cedo’, nossa estreia em clipe, no YouTube.

Quais são as tuas principais influências musicais?

Beatles, Led Zeppelin, Mutantes e Jimi Hendrix. Admiro guitarristas como Eric Clapton, Santana ou Jeff Beck, cuja técnica é limitada mas a genialidade é sem limites.

Como você analisaria a cena do rock independente do Rio de Janeiro?


Acho que existem bandas e artistas bem interessantes, mas sinto falta de uma união maior da turma, algo como um movimento, para que todos consigam uma exposição maior e que um público seja de fato formado. 

Este blog tem como objetivo também divulgar e relacionar o trabalho das bandas de rock do Pará, com as outras do resto país. Quais bandas de rock Belém que você conhece?

Na verdade, não muitas. Tem o Molho Negro e tinha o La Pupuña, mas acho que não existe mais… O guitarrista hoje toca com a Gaby Amarantos, né?

 

Entrevista (mais do que) Especial: Fernando Rosa – Senhor F

Para alguns ele é um guru da música independente nacional, para outros um verdadeiro mentor do atual rock nacional; mas de uma coisa todas as pessoas têm razão, Fernando Rosa é extremamente respeitado em toda a cena da América Latina. Para quem ainda nunca ouviu falar dele, ele é o criador do Portal/Produtora Senhor F. Let’s rock it.

Bem, queria que me falasses inicialmente sobre a volta do site Senhor F. Quais são as novidades?

A revista Senhor F cumpriu, digamos, sua missão num primeiro momento o papel de resgatar a história do rock nacional e, ao mesmo tempo, de apoiar a nascente cena independente. Em terceiro plano, nesses primeiros anos, esteve a divulgação da música latinoamericana. Após 15 anos, de certa forma esgotamos essas frentes editoriais. Agora, então, avançamos para esse novo universo, pouco explorado pela mídia nacional, independente e mesmo grande mídia.  O que nos estimulou a dar esse passo foi o crescimento do festival El Mapa de Todos, que passou a ocupar o centro das atividades da produtora Senhor F. No final do ano passado, ganhamos um prêmio do MINC pelos trabalhos desenvolvidos pelo portal. Aproveitamos então o apoio financeiro e apostamos em um novo portal, voltado principalmente para o mundo latino. Em pouco mais de dois meses do novo portal, já conquistamos inúmeros leitores em diversos países latinos. Investimos em matérias especiais, em vídeos dos artistas, em resenhas de discos. Também criamos 4 rádios, via Soundcloud, com conteúdos diferenciados: música independente nacional, rock gaúcho moderno, música latino americana e, ainda, um programa de rádio – Senhor F Sem Fronteira, veiculado pela Rádio Câmara. O portal ainda integra no mesmo ambiente informações sobre o festival El Mapa de Todos, o evento mensal Noite Senhor F,que acontece em Porto Alegre, e uma área destinada para E-Books. Ainda no portal, tem link para a loja do selo Senhor F Discos.

Você acha que as redes sociais facilitaram este intercâmbio entre a produtora/site e as bandas latino-americanas? E a produtora Senhor F ainda lançará bandas independentes nacionais?

Sim, a internet foi e continua sendo fundamental para promover o intercâmbio. O mercado do disco físico era e ainda é dominado pelos Estados Unidos. Discos de música latina, exceto aqueles produzidos para o mercado latino nos EUA, não chegam ao Brasil. Então, o único caminho possível hoje é o da rede. Quanto ao selo, acabamos de lançar o disco da banda Bob Shut, de Caxias do Sul (RS), e ano passado havíamos lançado uma coletânea com o grupo argentino El Mato a Un Policia Motorizado. Nesse campo, as mudanças foram muito profundas, e travaram um pouco as iniciativas. Mas, não abandonamos a ideia do selo, ao contrário.

Você é um grande conhecedor da música independente nacional e latino-americana. Quais são os pontos em comum e as principais diferenças entre ambas?

É dificil definir isso, pois cada uma tem suas características particulares. Mas diria, nesse momento, que a música independente produzida em vários países latinos é superior em qualidade autoral. Não temos no Brasil um grupo com o El Mato a Un Policia Motorizado, nem cantores e compositores como Juan Cirerol, do México, por exemplo.

Quais serão os próximos projetos do Senhor F? E o que você poderia destacar da cena roqueira paraense atual?

Um festival regional, no Rio Grande do Sul, com foco em bandas e artistas independentes. Vamos retomar a ideia do SENHOR FESTIVAL, com dois dias de evento, em abril de 2014. Vamos anunciar o projeto na semana que vem e dar início ao processo de captação de apoio. Outro projeto, já pronto para ser executado, é um curso sobre a história do rock; na verdade, dois cursos, um sobre a origem e formação da linguagem musical e social do rock, e outros voltado para a história do rock brasileiro. Também estamos produzindo uma exposição com 150 Cds + 100 EPs independentes nacionais.

Olha, acompanho os artistas que já conhecia, seja em suas bandas ou em novos projetos. Nos últimos meses, por conta da mudança de foco do portal, concentrei mais atenção nas cenas latinas, o que dá um certo trabalho inicial. Mas, agora, estou retomando o foco para o Brasil. Mas, sinto uma certa fragilidade geral na produção atual.

 

Entrevista com o guitarrista e vocalista da banda Turbo – Camillo Royale – sobre a gravação do CD “Eu sou Spartacus”

 

De uma maneira completamente SENSACIONAL, a banda paraense de Rock’n’Roll Turbo foi gravar o primeiro CD “Eu sou Spartacus” na Suécia. Sem mais delongas, saibam como foi esta aventura INCRÍVEL, nesta entrevista com o guitarrista e vocalista da banda Camillo Royale. Além dele, a banda ainda é formada por Netto Batêra (bateria) e Wilson Fujiyoshi (baixo).

 

O produtor foi o sueco Chips Kiesbye (produtor do CD clássico “By the Grace of God” da banda sueca The Hellacopters) junto com o engenheiro de som Henryk.

 

 

Como surgiu a ideia e o interesse de gravar o CD na Suécia?

Um amigo um dia nos disse que seria bacana termos um produtor nesse disco e perguntou nome de alguns caras famosos. Até então, pensei que era brincadeira dele, e algumas semanas depois o Jack Endino e o Chips nos responderam. Fechamos com o Chips e começou a correria atrás da grana. 

 

Como foi todo o processo para vocês gravarem o CD por lá?

Bem simples. Marcamos por e-mail a data livre no estúdio e fomos um ano depois. Foi o tempo de fazermos uma boa pré-produção das músicas em Belém com o nosso amigo Ivan Jangoux.
 A receptividade no estúdio como foi?
Muito boa.Não temos nada a reclamar e já estamos sentindo falta dos nossos novos amigos suecos.
O que os produtores acharam do som da banda?
Acredito que gostaram, pois só trabalham com bandas que eles gostam e achavam interessante o fato de cantarmos em português.
Conte como foi a adaptação dos músicos no clima gélido da Suécia?
Era inverno e tinha neve, mas fomos bem agasalhados.Depois de uns dois dias esse frio não era tão ruim assim.Já temos calor demais em Belém.Um friozinho foi bem vindo.
 Quais são as perspectivas após a gravação do disco?
Gostamos muito do que gravamos e vivemos lá.O que vier de bom agora será consequência do ótimo trabalho dos mestre Chips e Henryk. Espero que outras bandas possam ir lá e ter essa experiência de gravar um disco de Rock com esses caras.

Edição SENSACIONAL: Banda Altermundi

Uma das bandas mais legais da atualidade é a Altermundi. Misturando letras inteligentes, com muito Rock’n’roll suingado, essa é a banda Altermundi. O vocalista e guitarrista Marcello Santoro concedeu uma entrevista SENSACIONAL, na qual contou detalhes desse trabalho, que ainda vai dar o que falar. Mezzo carioca Mezzo paulistana. Além de Marcello “Carioca” Santoro, a banda ainda conta com Pedro (Pepe) – bateria; João (Jão) – guitarra; Petti – baixo e Edu – percussão

Como e quando você começou a se interessar pelo mundo da música?
Desde criança instrumentos musicais sempre me fascinaram bastante. Meus pais e minha irmã gostam muito de música também, o que acabou moldando meu gosto bem cedo. Logo quis aprender a tocar, ganhei um violão e comecei a fazer aula, isso com uns 7, 8 anos. Nessa época eu já compunha algumas coisas, a princípio gostava bastante de rimar, então a maioria das minhas músicas eram raps. Quando conheci um ex-namorado da minha irmã, que é músico, descobri que queria seguir carreira, que a música é minha paixão. Eu tinha uns 12 anos, e desde então me dediquei a conhecer e aprender cada vez mais.
Como foram as tuas primeiras experiências como músico? formação de bandas, etc.
Eu e meus amigos sempre fomos fãs de Nação Zumbi, O Rappa e suas vertentes. Aos 15 anos formamos uma banda cover do Planet Hemp, chamada Mucha Ganja, onde eu era o vocalista.
Foi a minha primeira banda, fizemos pequenos shows, mas foi tudo muito na brincadeira. Acho que a primeira vez que me senti um músico foi aos 16 anos, quando fui chamado por uma ONG para tocar em um musical que eles estavam preparando.

Agora, a banda Altermundi está em São Paulo. Qual é a tua avaliação do mercado da música independente em SP?
Eu acho que estamos chegando em um momento bom para a música, não só em SP. O cenário independente está crescendo a cada dia e traz muitas alternativas para os músicos. A massa sempre foi conduzida por uma indústria e, infelizmente, com a música não é diferente. Isso muda a partir do momento que conseguimos controlar e ter autonomia para ouvirmos realmente o que gostamos e queremos. A facilidade de acesso à música hoje em dia, sem depender apenas de rádio e discos, permite com que as pessoas conheçam mais, julguem mais e escolham o que querem e o que não querem ouvir. Com isso, a cena musical em São Paulo acabou virando basicamente uma luta limpa de quem consegue se destacar mais, sem nenhum atalho ou empurrão. É arte e é justo. Ao mesmo tempo, é um acervo de material muito maior chegando a todo o momento e isso exige um trabalho de divulgação maior etc. Mas acredito que só desse jeito, a música que é verdadeira, que é sentida, lutada, sonhada, vai chegar onde merece.


O que conheces do Rock Paraense? Já pensaste em fazer um intercâmbio com as bandas do Norte, de um modo geral?
Não conheço muito do Rock paraense, mas gostaria de conhecer. Como eu disse, sempre fui muito fã de Nação Zumbi, Chico Science… nossa banda usa elementos do maracatu, samba, baião, entre outros. Temos vontade de fazer uma turnê pelo norte e nordeste para nos aprofundarmos na cultura e conhecermos melhor as sonoridades de cada região. O Brasil é o país da música!
Quais são os teus próximos projetos?
No momento a banda Altermundi é minha prioridade, é como um filho que você começa a ver os primeiros passos. No entanto, estou constantemente explorando a arte, o som, em todas as suas esferas e, claro, sempre querendo aprender coisas novas. Tenho alguns projetos em desenvolvimento, mas ainda não posso falar muita coisa sobre eles.
Altermundi nas redes sociais

 

 

 

 

 

 

 

Entrevista Especial: João Lemos – Banda Molho Negro

MOLHO NEGRO – DOWNLOAD DO EP


O Molho Negro é um tempero pulsante e rasgante para o rock garage de João Lemos(voz e guitarra), Raony Pinheiro(baixo) e Augusto Oliveira (bateria).

Influenciados por Danko Jones, Black Rebel Motorcycle Club, Black Keys e The Vines, o grupo de Belém, metrópole incrustada na região amazônica, traz batidas dançantes e marcantes, letras que traduzem o espirito e sentimento de qualquer individuo, e trazem uma identificação sem muita complicação. Nada de rock cabeça. O negócio aqui é o melhor do estilo, na linha dos pioneiros como Chuck Berry e Little Richards, o objetivo é ser sedutor para os quadris e fazerem todos sacudirem com o som poderoso deste power trio.

A banda já começou suas atividades com um EP contendo 4 faixas. Intitulado “Rock!”

, um nome direto e certeiro como o som da banda, foi produzido por Gustavo Vasquez, no estudio Rocklab em Goiânia. Canções que grudam no cérebro como “Fliperama Superstar” e o hino “Ela Prefere o DJ” tomam de assalto o ouvinte. O disco está disponivel para download no web site oficial https://www.molhonegro.com/

Molho Negro é o rock em seu estado mais sedutor: alto, pulsante, marcante e dançante.

 

Saiba mais da banda nessa entrevista especial com João Lemos, que também é guitarrista da banda Sincera.

 

Quando e como começaste a se interessar por Rock’n’Roll?

Cara, aos 6 anos de idade quando eu ouvi the Number of the Beast (Iron Maiden) e o Cabeça Dinossauro (Titãs), 2 vinis que o meu primo fabricio tinha em casa (haha).

Como aconteceu o interesse pela guitarra? E as primeiras experiências com bandas, como ocorreram?

Aos 9 eu comecei a tocar bateria, vendo os ensaios da banda de um tio, sempre quis que ele me desse a bateria dele, mas aos 13 ele me deu uma guitarra, que foi quando eu montei minha primeira banda, com uns amigos que andavam de skate comigo na rua de casa, eu aprendi a tocar guitarra porque nao tinha uma bateria pra bater (haha).

 

MOLHO NEGRO NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK e

TWITTER

As primeiras experiências com as bandas como começaram?
Começou assim, falando de skate, querendo tocar que nem o Offspring, um amontoado de muleque de 13 anos, era bem divertido, minha primeira banda se chamou “the Fakes” (haha), e uns 2 ou 3 anos depois conheci o Daniel, e a gente montou o que viria a ser o Sincera, em 2004.

Como estão as bandas: Sincera e agora a Molho Negro?

O Molho Negro é um projeto que começou da vontade minha e do Jr. , que tocamos junto no Sincera, de fazer uma banda pra gente, com influências de outras bandas de garagem que gostamos, etc. Esse ano tem bastante coisa legal pra rolar, tour, um outro Ep e algumas surpresas, e o Sincera tambem deve lançar um Ep logo, vamos ver.

Quais são os teus últimos projetos?

Bem, além de tocar com essas duas bandas eu também faço parte da banda base do Mestre Laurentino, Os Cascudos, e em breve também estaremos finalizando o disco dele, que pra mim é uma honra fazer parte.

Como você analisa o Rock Paraense?

Então, eu acho que o Norte do País, no geral possui uma cena muito rica esteticamente, as bandas costumam ser bem diversas e estranhas, e isso é uma coisa muito interessante, as influências sempre chegam de uma forma meio “torta” aqui, que ajuda a gerar essa identidade. Estamos começando a descobrir uns polos muito bons pelo interior tambem, o que é otimo, isso gera o intercâmbio, descentraliza a capital, e nos força a ser cada vez mais tolerantes e profissionais tambem. Acho também importante que cada vez se trabalhe mais, e se reclame menos, todo mundo tem a ganhar quando você trabalha mais, nesses próximos 5 ou 10 anos, se fizermos direito e trabalharmos duro, temos a chance de criar uma boa estrutura de circulação e visibilidade pra cena, tanto pras bandas de dentro e também de fora do estado.
acho que é mais ou menos isso bicho.

Entrevista Especial: Rodrigo Barba, baterista das bandas Canastra e Los Hermanos


O baterista Rodrigo Barba tem uma vasta experiência no rock nacional, em todos os sentidos, do mainstream até ao underground. Ele faz parte de duas bandas importantes do rock carioca, Los Hermanos e Canastra. E nessa entrevista especial ao Rock Pará, Barba entre em detalhes em assuntos ligados ao Los Hermanos e aos novos projetos musicais dele.

Como e quando você começou a se interessar pelo mundo do Rock’n’Roll?
Em casa e com meus pais. Sempre tive música dentro de casa, e foi lá que comecei a escutar e a me interessar por ela.

 

Como foram as tuas primeiras experiências tocando em bandas?

Com uns 12, 13 anos comecei a tocar bateria e a tocar com os amigos.

Nessa época, toquei pela primeira vez no colégio numa dessas apresentações de final de ano.

Como foi criada a banda Los Hermanos?

Começamos a tocar junto e a usar o nome Los Hermanos no ano de 97, antes disso já tocava com o Marcelo e o Rodrigo em outras bandas.


Existe alguma possibilidade da banda Los Hermanos voltar definitivamente?

Não sei. Depende de muitos fatores para isso acontecer. Eu gostaria, mas só com o tempo vamos ver o que vai acontecer.

 

Você já tocou aqui, em Belém, com Los Hermanos e também com a Canastra. Qual é a sua opinião em relação ao público e a música paraense? Quais bandas e artistas você conhece daqui?

Sempre que toquei por ai foi tudo lindo. Acho que não conheço nenhuma banda daí, e se conheço não sei que ela é daí. 🙂

 

 

 

Você também toca numa banda que faz cover do Los Hermanos. Você percebe o quanto a banda continua e continuará sendo importante para o Rock Nacional?

 

Para o rock nacional eu não sei, mas para mim ela foi muito importante. Gosto de tocar aquelas músicas e achei que com o disco Bloco do eu sozinho fazendo 10 anos esse ano seria um bom motivo para voltar a tocá-las.
Quais são os teus próximos projetos?
Estou tocando no Canastra desde 2008, devemos lançar ainda esse ano nosso terceiro disco. Ano passado gravei com o Me and The Plant e o disco deve sair por agora tb. Estou, além dessas duas bandas, tocando com o Ramirez (que tb está lançando o 3 disco, mas que eu não gravei), com a GO East Orkestar e com o projeto do Bloco.


Entrevista Especial direto do Japão com Marcelo Shiozaki (ex-guitarrista da clássica banda DNA e agora tatuador)

Marcelo Shiozaki foi guitarrista de uma das mais importantes do Heavy Metal paraense, DNA (Diversion, Noise and Adrenaline). Agora, ele é um dos renomados tatuadores do Japão. Shiozaki conta vários momentos interessantes na carreira, nessa entrevista.

Quando começaste a se interessar por Rock’n’Roll?

Cara, tinha 13/14 anos, meu pai comprou um 3 em um, daqueles da Sony!! Comecei, acredite ou não, com “I love rock’n’roll”, da Joan Jett!! Fiquei vidrado nas distorções. Depois, acredite, Gary Gliitter!! Aí veio Creedence, Beatles e Rolling Stones. E depois, Deep Purple e Led Zeppelin. O Led foi sempre minha referência, meu álbum preferido?? Phisical Graffite, meu primeiro LP do Led!!

Como foram as primeiras experiências como músico de Rock’n’Roll e Heavy Metal? E quais foram os melhores momentos?

 

Cara, meu pai sempre me deu apoio pra tudo: estudos, música, etc!! O Carlos Ruffeil, do Jolly joker, me ensinou muito! Ganhei minha primeira guita, Les Paul Giannini, do meu pai. Comprei com o Carlos, dos Panteras, não sei se você conhece. Com certeza, os ensaios em casa, na granja do meu pai, foram os melhores momentos. Ninguém sabia tocar legal. Bebíamos muito e era mais pra encontrar e curtir o som. O único que tocava mais era o Carlos Ruffeil, mesmo!

 

Em relação ao DNA. Quais foram os momentos mais interessantes? Como começou a banda? E quais são os planos para a banda daqui para a frente?

Formamos o Genocide, com o lendário PP no baixo, Mauro batera, Eu e o Antônio Coelho nas guitars. O Antonio toca muito hoje (dá um olho no youtube). Depois veio o Mauro Gordo e o Alexandre Ribeiro. Muitas mudanças. Então, conhecemos o Fernando Souza Filho, da Rock Brigade. Ele teve a ideia de colocar o nome DNA, que seria Diversion, Noise and Adrenaline, ou ácido desoxirribonucleico, acho que é isso, eheh. Então, montamos essa banda com essa formação: PP no baixo, Eu na Guitarra, Fernando nos vocais e na época encontramos o Beto Doido, que foi do Placton. Gravamos nossa primeira demo com essa formação. Pintou alguns shows importantes, tipo, Dorsal Atlântica em Belém e Avalon e Megahetz no Piauí!! Com certeza, a viagem ao Piauí foi muito marcante! Muita diversão rolou!! Ah, teve a Flamea, que não esqueço até hojej. Teve um lance por lá, que encontrei uma garrafa de vodka no carro que estavámos. O Beto logo deu a ideia de secar!! Putz, era da Flamea!! Ficaram p da vida, mas, no fim, acabamos bebendo juntos!! Muito legal aquelas minas!!

Vocês já pensaram em voltar com a banda?

Como fala o Alexandre, nosso tempo passou. Acho que só revival e alguns shows. Mas, talvez, nada de composições novas. O Sid KC está bem ocupado agora. O Dey (baterista) não está em Belém. Quem pega as baquetas e o Mauro Gordo, que e o que mais incentiva pra voltarmos.

 

Você já passou um bom tempo no Japão. O que andaste fazendo? E quais são os planos daqui para frente?

Trabalhando muito!! Trabalho normal. Aprendi a tatuar e estudei muito essa arte por aqui! E daqui pra frente, só quero voltar ao Brasil, falar minha língua e curtir e desenvolver meu trabalho de tattoos por ai! Fiquei um ano ralando no estúdio e dividindo trabalho e estudos de tatuagem. Realmente me encontrei. Espero que no Brasil a tattoo seja tao valorizada quanto aqui.

 



Entrevista Clássica das Clássicas: Ronnie Von e Eu

 

Um dos meus melhores momentos profissionais foi a entrevista com o Ronnie Von, na casa dele, que foi publicada originalmente no site Academia da Palavra (26 de novembro de 2008).

Quem não se lembra do pequeno Príncipe Ronnie Von? Pois é, ele concedeu uma entrevista exclusiva, contando vários detalhes da sua trajetória musical e televisiva (“Todo Seu”, TV Gazeta). Como também, da sua eterna paixão para o “Fab Four” Beatles. Delicia-se.

Sua carreira não só compreende a música, mas publicidade, ramo imobiliário, e entretenimento. No caso específico, programa de televisão com entrevistas. O que te agrada mais fazer?
Televisão e ponto final. Eu como empresário, eu queria ser arquiteto, e o meu irmão me vingou, pois nós temos uma empresa no ramo no Rio de Janeiro. Na verdade, eu sempre quis ter uma agência de propaganda. E em relação, eu até digo que fui infectado por uma bactéria chamada “TV Cocos”. Sem a TV, eu fico pela metade.

Qual foi a personalidade famosa ou não que você gostou mais de entrevistar? E por que?
Na verdade, foram várias personalidades, que não vem nenhuma agora de cabeça. Mas eu posso informar, que recentemente, eu entrevistei dois poetas, que eu acabei ficando impressionado com eles, e cada um com uma personalidade diferente. Um deles foi o Frejat, que eu não sabia muitos assuntos para perguntar para ele, mas gostei muito dele. E o outro foi o Paulo Bonfim, que achei fabuloso.

Com a relação a música, por que tanto tempo sem gravar? Opção sua ou regras de mercado?
Opção minha, até porque eu sou um inconformado com a atual situação do mercado fonográfico. Eu, sinceramente, não queria depender da música para o resto da minha vida; mas não posso negar que consegui muita coisa através dela. Então, algumas situações me deixam inconformados em relação a esse mercado, um deles é o “jabá”, principalmente porque eu não consigo aceitar que determinadas pessoas determinem o que a população deve escutar. E a outra pirataria.
Na época do vinil, havia uma dificuldade muito grande em montar uma fábrica, e, sobretudo, não havia a facilidade para a pirataria. Atualmente, quando você compra um CD, você está comprando a matriz de uma obra artística.
Então, ficou tudo muito mais fácil. Diante de tudo isso, fui me insurgindo com as gravadoras, e passei a me apaixonar pela televisão.
Além de tudo isso, eu detesto viajar. Eu parei de me apresentar em 1997, com 53 anos de idade, não agüentava mais viajar, tinha uma vasta agenda com shows marcados em diversos países da Europa, como também na América Latina. Porém, viaja profissionalmente, e acabava não conhecendo nada.
Na verdade, para eu voltar para música, tenho que fazer algo que me dê prazer.

Quando você apareceu no cenário musical, surgiram também outros grandes astros como você, tais como: Elis Regina, Wilson Simonal, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, etc. Foi um “boom” de talentos. Você acha que isso ainda hoje é possível?
Hoje não, aliás, pode ser, mas é mais difícil. O momento psicológico é outro, diferente do que vivemos na década de 1960. Naquela época, a vida se embalava com música. E no meu programa eu abro espaço para os artistas que foram esquecidos pela mídia, e também para aqueles que ainda não tiveram qualquer tipo de oportunidade. A filosofia é completamente diferente, do que pode ser assistido de um modo geral. Por exemplo, é muito difícil você encontrar um programa que dê um bom espaço para artistas como: Ed Motta, Emerson Nogueira, Nana e Dory Caimmi, Seu Jorge, entre outros. Porque eu levanto a bandeira da música. E se realmente os tais formadores de opinião, realmente, formassem opiniões; estaríamos muito bem na foto.
Eu tenho essa liberdade no meu programa, e eu estou na TV Gazeta porque eu tenho um conforto emocional, e não a cobrança do ibope fácil.
A televisão é uma catalisadora familiar, e para mim é isso o que importa, ou seja, ter a família reunida.

O programa “Todo Seu” é voltado totalmente à família, diríamos assim. Você acha que esta é a cara do programa ou ele tem outra cara?
Na verdade, a cara dele é essa. Sendo carioca, eu vim para São Paulo e acabei me “paulistando”. Aqui a família se reúne para comer uma pizza no final de semana, de vários sabores. E é isso, que eu pretendo, permitir que a família esteja reunida e possa assistir um programa com vários quadros. Por exemplo, já contamos com a participação da banda de Hard Rock alemã Blind Guardian, e no mesmo programa tivemos a participação do maestro da Orquestra de Câmara de São Paulo.

Você concorda com a frase de Joãozinho Trinta, que diz: “Que o povo gosta de luxo e quem gosta de miséria é intelectual!”.
Seguramente, aliás o Joãozinho falou isso na minha frente. A veiculação da beleza é muito legal. A vida se balança entre dois elementos: o claro e o escuro. E eu quero levar o lado claro da vida para as pessoas, o bom, o belo são essas particularidades que devem ser conhecidas.

Em todos esses anos de televisão, você teve muitas decepções? E alegrias?
Tive. Como em qualquer atividade profissional, você vai sempre ter as duas coisas. A televisão é decepcionante quando é desumanizadora. Imagina bem: um assunto médico importante pode deixar de ser tratado em um programa, pela falta de ibope. E isso acontece o tempo todo, até pedimos para que tirassem do meu programa a contagem do ibope de minuto a minuto.

Para você foi mais interessante fazer o programa “O Pequeno Mundo de Ronnie Von”, que era marcado pela magia e ingenuidade, sem muitos recursos. Ou hoje em dia, com toda a tecnologia, ligado ao “corre corre”, onde se exige lucro versus tempo de mídia versus patrocinadores?
“O Pequeno Mundo de Ronnie Von” era pura ingenuidade e poesia; além de ser muito simplista. Era muito mais gostoso de fazer. Existia a exigência com a audiência, mas de forma avassaladora como ocorre hoje em dia.

Você adora os Beatles. Seria a banda mais importante do planeta? E você prefere Beatles ou Rolling Stones?
Eu conheço uma banda chamada Beatles, outra chamada Beatles, Beatles e…Beatles. Na verdade, a disparidade criativa dos Beatles é muito grande em relação a qualquer banda. Mas também gosto de Led Zepellin, Deep Purple, Queen etc. Mas os Beatles foram incomparáveis.

Algumas pessoas ainda afirmam que você fez parte da Jovem Guarda; mas você apenas esteve atuando de forma paralela. Comente sobre os seus discos considerados psicodélicos?
Isso é muito interessante, porque até hoje a juventude pesquisa sobre essa minha fase. O meu filho me mostra comunidades no Orkut, como: “Eu amo Ronnie Von” entre outras com a mesma temática. E eu me sinto um menino com tudo isso, seria como uma devolução da minha juventude.