“Hey Ho!! Let’s Go!!!!” – ENTREVISTA SUPER-MEGA ESPECIAL: CLEMENTE TADEU NASCIMENTO

Clemente Tadeu Nascimento é um ícone do Rock Nacional. Falar do legado é muito pouco, mas vamos lá: o cara foi um dos grandes pensadores da cena punk paulistana, no começo da década de 80, fez parte de bandas clássicas, como Restos de Nada e Condutores de Cadáveres. Além disso, é o frontman dos Inocentes e um dos guitarristas e vocalistas da Plebe Rude. Mas vou deixar de lenga lenga, e vou deixar vocês com esta entrevista SENSACIONAL com Clemente. Hey Ho!! Let’s Go!!!! (foto: KK Reis).

 

Quais são as novidades da banda Inocentes? E também da Plebe Rude? CDs, DVDs, shows. O que você pode destacar dos trabalhos das duas bandas que você faz parte?

As duas bandas estão em estúdio produzindo EPs e na estrada, sempre na estrada. O Inocentes tem um show no dia 20 de julho no SESC Belenzinho onde vamos executar o álbum Pânico em SP com os arranjos originais e depois fazemos no SESC Ipiranga com um sexteto de cordas chamado Six RockStrings. A Plebe está presente nos filmes Somos Tão Jovens e no Faroeste Caboclo que tem a trilha sonora assinada pelo Philippe Seabra.

Você também é apresentador do site showlivre.com. O que você poderia destacar de todo este período que estás no programa? Qual é a tua avaliação da música independente nacional?
Acho que a música independente vai bem tem uma série de bandas bacanas por aí, bandas como o Cabezas Cortadas, Vespas Mandarinas, Medulla, A Última Theoria, só para citar algumas. Ninguém mais precisa de uma grande gravadora para produzir um bom trabalho.
Como você avalia os protestos que estão acontecendo por todo o Brasil?
Acho que foi bastante positivo, mas tenho receio de movimentos acéfalos, que não tem, “teoricamente”, nenhuma direção é um pouco preocupante, mas de resto é positivo, mas tem que ter um foco, não adianta cada um defender o seu e esquecer do coletivo.
Quais são os teus próximos projetos artísticos pessoais? Falando sobre isso, já estás pensando em fazer a tua biografia?
Na verdade já estou escrevendo a minha biografia, espero terminar esse ano, mas como sou eu mesmo que estou escrevendo é uma incógnita.

 

Entrevista Especial: Leandro Souto Maior, guitarrista da banda Fuzzcas

Leandro Souto Maior é jornalista e guitarrista da banda carioca Fuzzcas. Além disso, ele mantém o blog “Acorde”, no qual mostra o ponto de vista dele sobre os mais variados assuntos musicais. Nesta entrevista especial, ele conta detalhes sobre a trajetória musical e também sobre os novos projetos da banda. Let’s rock it.

Como e quando você começou a se interessar em tocar Rock’n’Roll? Aproveitando, quais foram as tuas primeiras bandas?

 

 

 

Foi através da coleção de LPs dos Beatles do meu pai, que herdei, registre-se, e hoje está no na minha casa, que chamo de Museu do Rock, por teu ter esse mau hábito de acumular coisas dos meus ídolos. Minha primeira banda foi a Mississippi Blues Band, nso anos 90, em Niterói, que chegou a gravar algumas faixas, que hoje podem ser ouvidas aqui https://soundcloud.com/mississippibluesband

Você é guitarrista da banda Fuzzcas. Como  poderia descrever a trajetória da banda até agora? E quais são os próximos projetos?


O Fuzzcas está em um momento especial. Temos o primeiro CD prontinho, vai se chamar ‘Feliz Dia de Hoje’, deve sair daqui um mês, estamos já apenas esperando chegar da fábrica. Com o CD, virá também nosso site e um novo clipe, da música ‘Bad Girl’, gravado no Teatro Rival. Será nosso segundo, já que é possível conferir ‘Acorde Mais Cedo’, nossa estreia em clipe, no YouTube.

Quais são as tuas principais influências musicais?

Beatles, Led Zeppelin, Mutantes e Jimi Hendrix. Admiro guitarristas como Eric Clapton, Santana ou Jeff Beck, cuja técnica é limitada mas a genialidade é sem limites.

Como você analisaria a cena do rock independente do Rio de Janeiro?


Acho que existem bandas e artistas bem interessantes, mas sinto falta de uma união maior da turma, algo como um movimento, para que todos consigam uma exposição maior e que um público seja de fato formado. 

Este blog tem como objetivo também divulgar e relacionar o trabalho das bandas de rock do Pará, com as outras do resto país. Quais bandas de rock Belém que você conhece?

Na verdade, não muitas. Tem o Molho Negro e tinha o La Pupuña, mas acho que não existe mais… O guitarrista hoje toca com a Gaby Amarantos, né?

 

Entrevista (mais do que) Especial: Fernando Rosa – Senhor F

Para alguns ele é um guru da música independente nacional, para outros um verdadeiro mentor do atual rock nacional; mas de uma coisa todas as pessoas têm razão, Fernando Rosa é extremamente respeitado em toda a cena da América Latina. Para quem ainda nunca ouviu falar dele, ele é o criador do Portal/Produtora Senhor F. Let’s rock it.

Bem, queria que me falasses inicialmente sobre a volta do site Senhor F. Quais são as novidades?

A revista Senhor F cumpriu, digamos, sua missão num primeiro momento o papel de resgatar a história do rock nacional e, ao mesmo tempo, de apoiar a nascente cena independente. Em terceiro plano, nesses primeiros anos, esteve a divulgação da música latinoamericana. Após 15 anos, de certa forma esgotamos essas frentes editoriais. Agora, então, avançamos para esse novo universo, pouco explorado pela mídia nacional, independente e mesmo grande mídia.  O que nos estimulou a dar esse passo foi o crescimento do festival El Mapa de Todos, que passou a ocupar o centro das atividades da produtora Senhor F. No final do ano passado, ganhamos um prêmio do MINC pelos trabalhos desenvolvidos pelo portal. Aproveitamos então o apoio financeiro e apostamos em um novo portal, voltado principalmente para o mundo latino. Em pouco mais de dois meses do novo portal, já conquistamos inúmeros leitores em diversos países latinos. Investimos em matérias especiais, em vídeos dos artistas, em resenhas de discos. Também criamos 4 rádios, via Soundcloud, com conteúdos diferenciados: música independente nacional, rock gaúcho moderno, música latino americana e, ainda, um programa de rádio – Senhor F Sem Fronteira, veiculado pela Rádio Câmara. O portal ainda integra no mesmo ambiente informações sobre o festival El Mapa de Todos, o evento mensal Noite Senhor F,que acontece em Porto Alegre, e uma área destinada para E-Books. Ainda no portal, tem link para a loja do selo Senhor F Discos.

Você acha que as redes sociais facilitaram este intercâmbio entre a produtora/site e as bandas latino-americanas? E a produtora Senhor F ainda lançará bandas independentes nacionais?

Sim, a internet foi e continua sendo fundamental para promover o intercâmbio. O mercado do disco físico era e ainda é dominado pelos Estados Unidos. Discos de música latina, exceto aqueles produzidos para o mercado latino nos EUA, não chegam ao Brasil. Então, o único caminho possível hoje é o da rede. Quanto ao selo, acabamos de lançar o disco da banda Bob Shut, de Caxias do Sul (RS), e ano passado havíamos lançado uma coletânea com o grupo argentino El Mato a Un Policia Motorizado. Nesse campo, as mudanças foram muito profundas, e travaram um pouco as iniciativas. Mas, não abandonamos a ideia do selo, ao contrário.

Você é um grande conhecedor da música independente nacional e latino-americana. Quais são os pontos em comum e as principais diferenças entre ambas?

É dificil definir isso, pois cada uma tem suas características particulares. Mas diria, nesse momento, que a música independente produzida em vários países latinos é superior em qualidade autoral. Não temos no Brasil um grupo com o El Mato a Un Policia Motorizado, nem cantores e compositores como Juan Cirerol, do México, por exemplo.

Quais serão os próximos projetos do Senhor F? E o que você poderia destacar da cena roqueira paraense atual?

Um festival regional, no Rio Grande do Sul, com foco em bandas e artistas independentes. Vamos retomar a ideia do SENHOR FESTIVAL, com dois dias de evento, em abril de 2014. Vamos anunciar o projeto na semana que vem e dar início ao processo de captação de apoio. Outro projeto, já pronto para ser executado, é um curso sobre a história do rock; na verdade, dois cursos, um sobre a origem e formação da linguagem musical e social do rock, e outros voltado para a história do rock brasileiro. Também estamos produzindo uma exposição com 150 Cds + 100 EPs independentes nacionais.

Olha, acompanho os artistas que já conhecia, seja em suas bandas ou em novos projetos. Nos últimos meses, por conta da mudança de foco do portal, concentrei mais atenção nas cenas latinas, o que dá um certo trabalho inicial. Mas, agora, estou retomando o foco para o Brasil. Mas, sinto uma certa fragilidade geral na produção atual.