Entrevista Especial com o jornalista mais Rock'n'Roll do Brasil: Humberto Finatti

Para várias pessoas pessoas, formadoras de opinião ou não, o jornalista Humberto Finatti é gerador de polêmicas. Só que para outras, ele é um grande divulgador da cena independente do Brasil. O mais importante é que ele está aqui no Rock Pará, relatando um pouco de toda essa experiência acumulada. E o mais importante, ele estará em Belém, no dia 17 de junho, no Café com Arte, junto com a banda The Baudelaires, discotecando dentro de um evento da produtora Vandersexx. Ficou curioso? Conheça mais sobre as opiniões de Finatti no blog: http://www.zapnroll.com.br/ (O blog de Rock Alternativo e Cultura Pop mais legal da internet brasileira). Além de tudo isso, ele tem uma grande admiração em relação a cena musical independente de Belém: “Porra, eu acho realmente impressionante a cena musical daí, especificamente de Belém já que não conheço a de outras cidades do Estado. A diversidade de estilos dos grupos, a qualidade musical que todos eles possuem, é realmente algo que impressiona. Tem o metal do Madame Saatan, o reggae engajado do Juca Culatra, a psicodelia poética da La Orchestra Invisível, o power pop quase perfeito da Suzana Flag, o indie guitar apaixonante dos queridos Baudelaires, o emocore do Sincera.  Sou capaz de afirmar que todos esses nomes fazem um trabalho muuuuuito melhor do que aquele que vejo hoje em dia nas bandas do rock independente de São Paulo e de todo o Sudeste, com algumas honrosas exceções. E enfim, estou indo praí pra conhecer finalmente a cidade, né? Passei muitas vezes por Belém, a caminho de Macapá (onde fui cobrir algumas vezes o festival QuebraMar, e onde acabei namorando uma garota por quase dois anos, o que me fazia ir muitas vezes de São Paulo pra lá), mas nunca saí do aeroporto de vocês, rsrs. Então como me convidaram para cobrir um festival em Boa Vista no dia 11 de junho, resolvi esticar a viagem até aí. Conseguimos fechar uma festa do meu blog, o Zap’n’roll (hoje um dos mais acessados do Brasil na área de rock alternativo e cultura pop), no Café com Arte, e estaremos aí dia 17 de junho, pra discotecar na pista do Café, enquanto os Baudelaires tocam ao vivo. Aliás, pra mim, a banda do Andro Pinheiro é hoje um dos melhores grupos em atividade no Brasil.”


Como e quando começaste a se interessar pelo Rock’n’Roll?

Faz tempo… lá pelos onze, doze anos de idade, influência da irmã mais velha (e que hoje mora na Espanha), e dos primos também. Meus primeiros discos de vinil foram “The Dark Side Of The Moon” e “Wish You Were Here”, do Pink Floyd, “Sabbath Bloody Sabbath”, do Black Sabbath, “Relayer” do Yes e o primeiro do Secos & Molhados, rsrs. Eu adorava rock progressivo. Depois, quando fui “fisgado” pelo punk rock (lá por 1978, quando comprei o “Nevermind The Bollocks – Here’s The Sex Pistols”), nunca mais quis saber daquela punehtagem instrumental, rsrs. Passei a detestar prog rock, como detesto até hoje.

Como e quando começaste a escrever sobre música? E quais foram os teus melhores momentos?

Poutz, essa resposta daria um livro, rsrs. Meu pai era publicitário e minha mãe, artista plástica. Então eu sempre convivi em um ambiente muito cultural lá em casa. Me lembro que pegava a máquina de escrever do meu pai e ficava “catando milho”, e brincando de estar escrevendo uma reportagem para algum jornal, hehe. Isso quando eu tinha uns doze anos de idade. Eu também gostava de imitar locutores de rádio, que transmitiam jogos de futebol, veja só. Foi então, quando comecei a comprar os discos com a mesada que minha mãe me dava, que comecei realmente a querer escrever sobre música e tal. Comecei num jornalzinho do colégio em que eu estudava, no bairro da Vila Mariana, em São Paulo. Aí depois se passou um longo período: acabei o ensino médio, perdi a virgindade (aos 16, ahahaha), fumei meu primeiro baseado (também aos 16, hehe), fui tentar jornalismo e cinema na USP, mas nunca consegui entrar lá pra fazer nenhum  dos dois cursos, o vestibular da USP é realmente foda. Foi então que através de amigos comecei a escrever alguns textos pra uma revista minúscula, formato de bolso, e que se chamava Rock Star, isso em 1986. Eu tinha 22 anos de idade e foram meus primeiros textos pagos, que eu recebi algo por eles. Me lembro que fiz um perfil dos Smiths (que estavam estourando no mundo todo, inclusive no Brasil) e mais alguns textos que não me lembro mais quais eram. Nessa revista escrevia um sujeito chamado Leopoldo Rey, que também colaborava com uma revista chamada Somtrês, e que era dirigida pelo hoje famoso Maurício Kubrusly, que faz aquele quadro no Fantástico, o Me Leva Brasil. Através de contatos feitos pelo Leopoldo, também comecei a escrever para a Somtrês, onde colaborei por dois anos, de 1987 a 1989. E como a revista era publicada pela editora 3, de São Paulo, e que também publicava a semanal IstoÉ, também comecei a colaborar com a IstoÉ. De colaborador passei a repórter da editoria de cultura – onde fiquei por três anos – e aí decolei na profissão. Isso tudo sem ser formado em jornalismo! Acabei me graduando no curso de História e só depois fui fazer jornalismo, mas desencanei depois de seis semestres porque tudo o que eu estava vendo no curso eu já sabia na prática, trabalhando na redação da IstoÉ.

Longa resposta né? Ah, sim, melhores momentos: minhas entrevistas longas com Renato Russo na revista IstoÉ e Interview, e também para o caderno Folhateen, do jornal Folha De S. Paulo. Outra entrevista com os Titãs na revista Interview (onde também fiz ótimas entrevistas com o Skank, com Herbert Vianna, Lulu Santos e Lobão, sendo que com ele brigamos feio por causa do resultado final da entrevista nunca mais nos falamos por causa dessa entrevista, rsrs). Também tiveram as entrevistas internacionais, algumas ótimas com o Robert Smith (do Cure), o Black Francis (do Pixies), o baterista do Coldplay e os caras do Teenage Fanclub, que acabaram de tocar em São Paulo novamente. Ah, sim: mandei o John Lydon a puta que o pariu uma vez (quando ele veio ao Brasil pela primeira vez, em 1987, com o seu grupo Pil), e escutei Siouxsie Sioux confessando pro Kid Vinil (que estava do meu lado, entrevistando a perua gótica) que tinha “comido” o Robert Smith, ahahaha. Acho que esses foram momentos bem legais. Opa, mais um: o Robert Plant me dizendo, dentro de uma sala lotada de jornalistas, que eu tinha os olhos lindos, rsrss. Morri de vergonha, rsrsrs.

Qual é a tua opinião sobre o mercado independente nacional?

Outra resposta que daria um livro, rsrs. Acompanho a cena independente há uns quinze anos, pelo menos. Vi milhares de bandas e selos nascerem e desaparecerem. E minha grande descoberta jornalística foi o Vanguart, lá de Cuiabá, hoje um dos maiores nomes do novo rock brasileiro. É um mercado muito complexo e ativo, não resta dúvida. Mas há bandas demais e qualidade de menos, na minha opinião.

Porque hoje, com o advento da internet e a facilidade tecnológica, ficou muito fácil gravar um disco, né? Neguinho grava qualquer merda no seu quarto mesmo, com um computador e tal, posta na internet (no MySpace, YouTube etc) e já se sente um rockstar de primeira grandeza. E tudo isso é uma grande ilusão, né? Venho de um tempo em que não havia essas facilidades todas e a banda tinha que ralar muuuuito pra conseguir algo. Eu não sei de outros jornalistas, mas falo por mim: é um saco você receber trocentos emails com links todos os dias, e também mensagens no teu Facebook e Twitter, de cara pedindo pra você ouvir a banda dele. De vez em quando você é surpreendido com algo realmente bom (como fui surpreendido, dia desses, ao ouvir um trio chamado Single Parents, daqui de São Paulo).

Mas na maioria dos casos são bandas muito ruins e que ainda precisam de muito ensaio antes de se aventurar a mostrar seus trabalho em público. E infelizmente a molecada não tem esse insight, esse discernimento: eles acham que são foda e querem enfiar qualquer droga na sua goela, via internet. Eu, sinceramente, não tenho essa paciência toda. Porque se eu for ouvir todo dia tudo o que me mandam, eu não faço mais nada na vida. Bom, isso em relação às bandas. Em relação ao mercado em si, parece que ele está se sustentando bem hoje em dia, por conta própria e tal. Há espaço para shows e boa vontade até da grande mídia (como a de revistas como a Rolling Stone, na qual colaboro, e a Billboard) em abrir espaço para novos taolentos. Mas tem algo que me incomoda profundamente em alguns setores da atual cena independente nacional: ela fica mamando nas tetas do poder público e usar a música para fazer política, quando deveria ser o contrário: usar a política para fazer música, ou arte em geral. Isso acaba gerando conflito de interesses, surgimento de panelas e todos aqueles vícios que a cena independente sempre amaldiçoou no mainstram musical.

O que você destacaria da cena musical independente do Pará? E fale sobre a tua vinda para cá

Porra, eu acho realmente impressionante a cena musical daí, especificamente de Belém já que não conheço a de outras cidades do Estado. A diversidade de estilos dos grupos, a qualidade musical que todos eles possuem, é realmente algo que impressiona. Tem o metal do Madame Saatan, o reggae engajado do Juca Culatra, a psicodelia poética da La Orchestra Invisível, o power pop quase perfeito da Suzana Flag, o indie guitar apaixonante dos queridos Baudelaires, o emocore do Sincera…  Sou capaz de afirmar que todos esses nomes fazem um trabalho muuuuuito melhor do que aquele que vejo hoje em dia nas bandas do rock independente de São Paulo e de todo o Sudeste, com algumas honrosas exceções. E enfim, estou indo praí pra conhecer finalmente a cidade, né? Passei muitas vezes por Belém, a caminho de Macapá (onde fui cobrir algumas vezes o festival QuebraMar, e onde acabei namorando uma garota por quase dois anos, o que me fazia ir muitas vezes de São Paulo pra lá), mas nunca saí do aeroporto de vocês, rsrs. Então como me convidaram para cobrir um festival em Boa Vista no dia 11 de junho, resolvi esticar a viagem até aí. Conseguimos fechar uma festa do meu blog, o Zap’n’roll (hoje um dos mais acessados do Brasil na área de rock alternativo e cultura pop), no Café com Arte, e estaremos aí dia 17 de junho, pra discotecar na pista do Café, enquanto os Baudelaires tocam ao vivo. Aliás, pra mim, a banda do Andro Pinheiro é hoje um dos melhores grupos em atividade no Brasil.

Quais são os teus próximos projetos?

Ficar milionário com o jornalismo rock, ahahahaha. É brincs. Pretendo continuar fazendo o que gosto, sempre e melhor: o blog, cobrir festivais, descobrir bandas e continuar com minha atividade profissional também na grande mídia, como a revista Rolling Stone e o portal Terra.

HOJE ÀS 11 HORAS: Banda Álibi de Orfeu em nova fase no programa Conexão Cultura

http://www.portalcultura.com.br/?site=11&pag=conteudo&mtxt=22771&cabeca=%C1libe%20de%20Orfeu%20em%20nova%20fase

http://www.alibideorfeu.com/

A banda foi uma das expoentes do movimentado cenário do rock paraense do final dos anos 80 e início dos anos 90. Rui Paiva (bateria e percussão), Sidney KC (contrabaixo e backvocal), Paulinho Gui (guitarra e backvocal), Elaine Valente (guitarra), apresentam a nova vocalista Gabriella Florenzano, que é paraense, formada em canto erudito e entra no lugar deixado pela cantora Gláfira Lobo.

Conexão Cultura Ao Vivo acontece na sexta-feira (27), às 11h, com transmissão pela Rádio, TV e Portal Cultura. Apresentação de Betty Dopazo, produção de Regina Lima e direção de Beto Fares.

Entrevista Especial com o produtor musical mais Rock'n'Roll de Belém: Ivan Jangoux

Ivan Jangoux (http://listn.to/IvanJangouxProducoes) é um grandes produtores da música paraense. Ele já foi guitarrista de várias bandas renomadas do rock paraense, entre elas a Stigma. Saiba o que pensa esse músico de alta estirpe nessa entrevista exclusiva e especial.

Como foram as tuas primeiras experiências como músico? E também quais foram os melhores momentos?

Antes de ser produtor, fui guitarrista do Nekrofilya antes de gravarem o CD deles, depois fui guitarrista do Stigma durante 8 anos e depois, do Meffista. Todos meus melhores momentos foram no Stigma: viajamos bastante, gravamos nosso CD fora, conhecemos muita gente. É difícil apontar alguns poucos momentos, pois foi pelo Stigma que eu e minha esposa nos conhecemos e nos aproximamos, foi lá que aprendi muita coisa que sei de música e produção e foi lá que dediquei boa parte do fim da minha adolescência e início da vida adulta. Mas um momento que nunca vou esquecer é quando o público puxou a saia da minha esposa em Barcarena, tentando agarrar ela no fim da última música do show. Tive que agir de forma meio violenta com o grupinho, dando uma voadora, e depois ainda recebi um pedido de desculpas das pessoas que fizeram isso. Tem também o açaí que ganhamos de graça num restaurante quando fomos a SP gravar o CD, por sermos paraenses. E tem o lançamento da nossa primeira demo: compramos 200 sacos de pipocas pantera e demos um pra cada pessoa que entrou lá no Espaço Cultura Ná Figueiredo pra assistir ao nosso show. Os 200 sacos se acabaram e ficou gente do lado de fora pedindo. Os ensaios nas tardes de domingo. O pós-show com a galera do Turbo e Crashdown no Batistão…

Como começaste a trabalhar como produtor musical? E o que levou para esse caminho?

Ainda durante a existência do Stigma, comecei a fazer umas pequenas gravações da banda. Alguns amigos gostaram, e comecei a oferecer meus serviços à poucas pessoas. Gravei a música ‘Closer’ do Step2, que fez um bom sucesso no meio, e isso me inspirou a ir estudando e conhecendo mais sobre produção e gravação. Quando gravamos nossa primeira demo, a mix ficou uma porcaria, então comecei a mexer pra tirar um som melhor, e ficou! Fui gravando uma banda ali, outra aqui, o negócio foi ficando mais sério e quando vi já estava trabalhando nisso de verdade.

O que e quais bandas você poderia destacar do rock paraense?

Pra ser 100% sincero, fazia um tempo que eu estava distante do rock paraense. Depois que o Stigma acabou, minha primeira filha nasceu, e com filho tudo muda. O último show que vi, foi do Dharma Burns a uns 2 anos!  Então eu conheço mais o pessoal que vem gravar comigo, e dou sorte de geralmente gravar bandas que acabo achando o som legal. Voltando a pergunta: eu gosto da nova fase do Turbo, gosto dos shows do Sincera que vejo pelo Youtube,  gostava do Ataque Fantasma (que nem sei se ainda existe), ouvi a demo do A Red Nightmare e achei uma das bandas de metal mais organizadas e estruturadas daqui que já ouvi. O Aeroplano no novo CD  também está bem, o próprio Dharma Burns é uma banda que acho muito boa (e estou produzindo o novo CD atualmente). E tem o Johny Rockstar que tá com um CDzão pronto há dois anos e parece que finalmente o produtor da banda, Bernie Walbenny, vem pegar pra mandar prensar.

Como tu avalias o mercado da produção musical no Brasil?

Complicado. Ando conversando com alguns colegas de fora, como o Jera Cravo e o Fábio Baumann da Canil Pro Áudio, e todo mundo está meio que na mesma. Os produtores e técnicos são  o último ponto da cadeia, então profissionalmente falando, somos os que mais penam. O artista reclama que não tem dinheiro, e mesmo quando tem, já chega com a gente chorando pra baixar preço, isso e aquilo. Agora, como um técnico ou produtor se mantém? Um software como o Cubase 6 ou o Pro Tools 9 está na faixa de $400, uma interface de áudio boazinha não sai por menos de R$2000, sem contar microfones, outros softwares, tratamento acústico, despesas com contas, instrumentos do estúdio, e a nossa própria família. É difícil conseguir proporcionar um trabalho de qualidade sem um certo custo. E isso é ainda mais dificultado pela galera que não investe nos seus equipamentos, usa somente software pirata, não investe em si como profissional e cobra um preço lá em baixo. Ai o cara que investe, estuda, se esforça tem que derrubar seu preço pra conseguir o cliente. E ainda tem mais uma coisa: com a internet e a facilidade de se baixar software pirata, ‘todo mundo’ virou produtor agora. O cara baixa o Logic ou o Nuendo de algum site de torrents, uns plugins da Waves, usa o preset pronto que vem no programa e acha que já é produtor, esquecendo que tem muitas técnicas por trás disso. Ai você me diz ‘Ah, mas o músico sabe que isso não tem qualidade…’. Pode até saber, mas digamos que 60%e não tá nem ai. Com produto de baixa qualidade, por mais barato (ou de graça) que seja, você não ajuda as bandas e ainda quebra o mercado de uma galera que rala muito. E ai eu incluo o pessoal que grava ‘de graça’ a partir de recursos obtidos através de leis de incentivo, pois isso não desonera ninguém de gravar e produzir com qualidade, senão vira jogo político: quem tem mais força política consegue participar do mercado, e não quem tem qualidade. E não é por ai.

Uma prova disso tudo que acabei de falar é que vários estúdios histórias nos EUA e na Europa estão fechando as portas. Não é no Brasil, nem em Belém, mas se lá que tem um mercado estabilizado, as bandas tem muito mais facilidade pra conseguir recursos e sempre existiu um mercado de verdade, está acontecendo isso, o que se pode esperar do Brasil? Isso me preocupa bastante e toda a galera da área deveria parar para refletir nisso.

Falando em política, é bom ressaltar que nós não temos sindicato, não termos normas, não temos quem lute pela gente. Ora, sem querer desmerecer as prostitutas, se até elas tem um sindicato, porque nós técnicos e produtores não temos? Em vez de ser um meio desunido, que um vive pra tentar passar rasteira nos outros, era mais jogo tentar ganhar alguns direitos. Um mínimo por hora, reconhecimento da profissão pelo INSS (se você tenta se inscrever como empreendedor individual, não existe a profissão ‘técnico de áudio’ ou ‘produtor musical’), essas coisas. Produtores e técnicos tem que ter voz não só pra falar mal da concorrência, mas também pra criticar e lutar por um mercado mais justo! Uma vez fui testemunha de uma ação no Ministério do Trabalho e ouvi a juíza dizer que ‘gravar CD não garante direito nenhum como empregado’. Ou seja, quem é técnico ta basicamente a mercê do acaso. Ai também que eu acho que as associações também poderiam entrar: nós fazemos parte do mercado, e nos ajudando, as bandas são ajudadas – é um jogo de reciprocidade. Porque não chamar os donos de estúdio pra formar parcerias e descontos com a galera do rock?  NINGUÉM iria sair perdendo.

Quais são os teus próximos projetos?

Bem, estou produzindo o CD da minha esposa, Iza Haber, que vem sendo um grande desafio pra mim, pois são estilos e texturas que não tenho costume de ouvir e trabalhar, mas que está ficando muito bom. Em breve também estarei começando junto ao Turbo a pré-produção do CD deles, estou conversando com o Sincera, estou conversando com o Andro do Baudelaires, fui convidado pra uma banda…Mas o maior dos projetos é conseguir se estabilizar financeiramente nessa profissão. Terminei minha faculdade em Ciência da Computação no ano passado, que tinha parado em 2005 por conta da música, esperando conseguir um sustento mais estável. No entanto, ninguém quer um cara chegando aos 30 sem experiência. Então, por enquanto vou ralando, torcendo pra pegar mais bandas de rock, pois são elas que são as mais apaixonadas e se importam mais com seus trabalhos – além de dificilmente darem calote ou causarem outros tipos de problema, o que não é raro fora do rock. Mas o futuro, e os próximos projetos, dependem de muita coisa.

ENSAIO ABERTO COM STEREOSCOPE

A banda Stereoscope é a atração do próximo Ensaio Aberto. A banda substitui a Turbo, que não pode participar desta edição e transferiu sua participação no projeto para o mês que vem. A banda vai contar com a participação de Larissa Xavier, vocalista da banda La Orchestra Invisível, que vai cantar uma música inédita com a banda. A canção se chama “Um dia depois” e deve estar no próximo trabalho da banda.

“Nós a estamos gravando (a canção) com a participação da Larissa. Ainda é cedo para dizer quando vai ser lançada mais vais estar presente no próximo trabalho da banda, certamente”, explica o baixista e compositor Ricardo Maradei.

Além da canção inédita, o repertório do Ensaio Aberto vai revisitar o trabaho dos três discos da banda: Radio 2000 (2003), O grande passeio do Stereoscope (2006) e Conjunto de Rock (2010). “Vamos fazer um show com canções dos três disco. É a primeira vez que tocamos no projeto com guitarras plugadas. A primeira vez foi em formato acústico”, informa Maradei.

Além da banda belenense, apresenta-se no Ensaio Aberto a banda Paralelo Onze, do município de Primavera, região Nordeste do Estado. O som indie rock desta banda soma-se mais elementos de Música Popular Brasileira. O grupo já lançou um single no ano passado chamado “Revele”, e lançarão amanhã na Noite Som do Norte o EP “Parapelo Onze”.

O Ensaio Aberto é uma produção do selo Na Musica e Na Figueredo, com apoio de realização da Associação Comunitária Paraense de Rock. Em seu 12 anos de existência o projeto já trouxe shows com as bandas Suzana Flag, Chá de Baganas, A Red Nightmare e All Still Burns. Na outra semana será a vez de Álibi de Orfeu e uma banda completamente nova que se intitula provisoriamente de Blackout 56.

Serviço:
Ensaio Aberto com Stereoscope e Paralelo Onze
Sábado, dia 21 de maio, às 17h
Local: Espaço Cultural Na Figueredo – Av. Gentil Bittencourt, 449.
Informações: 3222 6413 – E-mail: associaprorock@gmail.com

Wacken Open Air – Metal Battle – Belém Edition – 2011

 Pela primeira vez em Belém, ocorrerá a etapa paraense do Wacken Metal Battle, evento já consagrado por selecionar bandas de vários países para tocar no maior festival de Heavy Metal do mundo, o Wacken Open Air, que ocorre todos os anos na cidade alemã de Wacken.

No sexto ano de realização nacional, Belém entra na competição pela vaga para representação brasileira no festival.

Cinco bandas foram selecionadas pela equipe da Revista… Roadie Crew e irão disputar o direito de representar o Pará na final nacional, que este ano, ocorrerá durante a programação do festival Roça ‘n Roll, em Varginha (MG), no dia 25 de Junho.

As bandas que participarão da seletiva no dia 22 de Maio de 2011 no Studio Pub são:

All Still Burns
A Red Nightmare
HellRide
Necroskinner
Warpath

A banda vencedora será selecionada pela mesa de jurados, que será composta de quatro jurados locais e presidida pela editor da Revista Roadie Crew, Airton Diniz.

Então lembrem-se: 22 de Maio de 2011, 18:00 EM PONTO, vá torcer pela sua banda favorita!

E vá prestigiar esse momento histórico no Heavy Metal paraense a ocorrer no Studio Pub!

Stay Heavy! \m/

Ingressos: R$10 antecipados nas lojas Ná Figueredo e Distro Rock Store

No dia do evento os ingressos custarão R$15
Realização: RED Produções, Pro Rock, MúsicaParaense.Org

Apoio Cultural: Ná Figueredo, Roadie Crew, Fábrika Studio, Mirirti EcoPousada, MM Produções, Fundação Cultural Tancredo Neves e Governo do Estado do Pará.

Informações:

(91)8702-8350 – Lucas
wackenbelem@gmail.com