Banda Turdo nesta sexta-feira na Livraria Saraiva

 

Fins de Tarde: TURBO

O Projeto Fins de Tarde é fruto de uma parceria entre o coletivo Megafônica e a Livraria Saraiva, onde sempre, na última sexta-feira do mês, uma banda é convidada a realizar um pocket show no espaço Benedito Nunes nos altos da livraria, apresentando versões acústicas de suas músicas, o que cria um clima bem agradavél pra iniciar as noites de sexta feira ao som de boa música, que é o foco, sempre.
O projeto tem menos de um ano, mas já recebeu grandes bandas, como Aeroplano, Vinil Laranja, The Baudelaires, La Orchestra Invisível, entre outras.
Com o crescimento do Fins de Tarde, outros ítens passam a ser adicionados ao evento, como mostra de vídeos, transmissão ao vivo via web para  quem ficar em casa, além da venda de CDs das bandas a se apresentarem, com o objetivo incansável de mostrar o som que vem da cidade das Mangueiras, nas suas mais variadas formas, sem poder deixar o acústico de fora.

E no mês de abril…
Turbo!
Saturem as válvulas e estourem os motores, pois de Belém vem o som quente, nervoso, barulhento e envenenado da banda Turbo. Imaginem um carro desgovernado soltando fumaça ao ponto de explodir de tanta velocidade, abastecido com Nirvana, Foo Fighters, Black Sabbath,Hellacopters e Weezer, além de ser calibrado por sons modernos nas rodas equipadas com calotas dos anos 70.

Agora imaginem o desafio de todo esse barulho ser compilado em violões e alguns centavos de bateria? Sim, isso é que veremos no dia 29 de abril, às 19hs no 2º piso do shopping Boulevard, Livraria Saraiva. E o melhor: sempre com entrada franca!

Serviço:
Projeto Fins de Tarde apresenta: TURBO
Local: Livraria Saraiva (Shopping Boulevard, 2º piso)
Data: 29.04 (sexta feira)
Hora: 19 hs
Entrada franca

Dead Fish em Belém e clássica entrevista com o vocalista Rodrigo Lima

Em 1996, o Dead Fish lançava o seu primeiro CD sob alcunha de ‘Sirva-se’. Na capa, um prato de aluminho vazio ilustrava o título do álbum. No play, quatorze faixas do mais puro hardcore melódico. O estilo, na época, começa a ganha força no Brasil. Até então, hardcore melódico não passava de uma cópia do que se fazia no exterior. O ‘CD do prato’ – como assim ficou conhecido o ‘Sirva-se’ – chamava a atenção não somente por apresen…tar letras em português, mas por começar a dá uma ‘cara’ ao melódico feito no Brasil. Porém, mesmo com a língua nativa, algumas coisas ainda não eram claras. A letra da faixa 9,‘Individualismo de massa’, mostrava-se ambígua: “Sou branco, sou preto, sou punk, sou benger, sou skate, eu sou rapper, sou tudo, sou underground”.

Foi preciso esperar vinte anos de carreira para a letra ter sentido. O Dead Fish, não só inaugurou o hardcore cantando em português, mas se tornou o principal representante do país no estilo mais rápido do Rock’n’Roll. Naturais de Vitória, Espírito Santo, os capixabas, em 2004 com o CD ‘Zero e Um’, cruzaram a difícil fronteira entre o independente e a grande mídia e conseguiram ser tudo: branco, preto, punk, headbenger, skate, rapper. Mas, ao contrário do que escreveram em 96, não se tornaram uma banda ‘individualista de massa’. As raízes do underground nunca foram esquecidas.

E esse foi segredo para a longevidade: souberam usufruir tudo de bom que o mainstrem podia oferecer e jogaram fora toda a parte ruim. O quase intocável mundo fechado do Hard core se rendeu a novas boas idéias. E ao longo da estrada, o preço de muitas escolhas pode ter sido tão ‘core’ quanto à tradução ao pé da letra do sufixo do estilo. Mas, se verso de uma das suas músicas diz que “há urgência em estar vivo é outra forma de pensar”, o que mais precisa ser respondido?

Até hoje, continuam fazendo um som rápido e viril sem abdicar da melódica nas letras mais inteligentes do underground nacional. Coisa que há vinte anos nenhum daqueles garotos, que só desejavam fazer um som e andar de skate, poderia imaginar que a brincadeira daria certo. E como deu.
Em 2009, lançaram ‘Contra Todos’, o sexto disco de estúdio. Nele o Dead Fish se apresenta em sua melhor forma. Com a saída de Hóspede, se tornaram um quarteto. Phellippe Fargnoli consegue tirar de letra o trabalho feito antes por duas guitarras. Alyand, no contrabaixo, e Marcão, bateria, dão forma a uma das cozinhas mais potente do hardcore brasileiro. Por último, Rodrigo Lima, nos vocais, segue verbalizando, como nunca, a avalanche sonora. Ouvir ‘Contra Todas’ é como ler um romance. Revigora todo o espírito jovem de quem ainda tem algo a dizer.

O prato da capa de 1996 continua de aluminho, mas agora não está mais vazio. Segue cheia de histórias, energias, turnês – inclusive uma na Europa – e respeito de todos que admiram quem faz hardcore de qualidade, seja melódico ou agressivo. Música para entreter, divertir e, acima de tudo, desabafar. E assim que, a vinte anos, o Dead Fish segue colocando em prática esse máxima. Ensinado como sobreviver no cenário independente sem abrir mão de suas escolhas.

Serviço: Aniversário de 15 anos da Davu-k Distribuidora com

DEAD FISH (ES) http://www.myspace.com/deadfishoficial
+ Sincera http://www.myspace.com/sincerarock
+ Escárnio http://www.myspace.com/escarniohc
Participação de Maurílio Fernandes (Switch Stance)

Local: Açai Biruta (Rua Siqueira Mendes, Próximo a Igreja da Sé, às margens da Baía do Guajará)
Hora: A partir das 18:00 hs
Data: 07/05/2011 (sábado)
Ingressos: R$ 20 (preço único antecipado)

Pontos de venda: Loja ForFun – Trav. São Pedro, 656 – Batista Campos, fone: (91)-3223-0042 (atrás do Shopping pátio Belém).

Clássica Entrevista com Rodrigo Lima: http://rockpara.blogspot.com/2010/02/entrevista-especial-rodrigo-lima.html


A banda de hardcore capixaba Dead Fish tem uma longa estrada no cenário brasileiro e também é uma das mais bem conceituadas. Para falar sobre os próximos passos da carreira musical e outros assuntos bastante pertinentes, o vocalista, Rodrigo Lima, concedeu uma entrevista especial para o Rock Pará.

Para você quais foram os momentos marcantes na carreira da banda?
Sempre que lançamos um trabalho novo é bem marcante. Me lembro muito do lançamento do Sonho Médio em 99 e do Zero em um em 2004. Um foi um passo a frente no que queríamos fazer definitivamente com a banda, e o segundo marcou nossa entrada na Deckdisc que foi um marco de mudança na administração interna da banda, musicalmente fez uma diferença também.

Com a saída do Nô, houve mudanças na nova sonoridade do Dead Fish? (Nota do Editor: o novo baterista é Marcão, que também toca no Ação Direta)
Ganhamos em tempo e rapidez. Vamos ver como sai o nosso próximo trabalho.


Vocês já tocaram duas vezes aqui em Belém. O que você poderia destacar dessa passagem por Belém? E o que vocês conhecem do Hardcore e do Rock Paraense?
É legal tocar aí, a cidade é bonitona as pessoas são mais calmas e simpáticas do que em outros lugares. Conheço pouco ou quase nada de hardocore daí, mais as coisas que Abunai lança – http://www.fotolog.com.br/abunai_recordss/ .

Mais sobre o Dead Fish, nos seguintes endereços: http://www.myspace.com/deadfishoficial e http://www.youtube.com/user/deadfishoficial

Você é um cara bastante politizado, isso fica bastante explícito nas letras. Qual é a sua análise sobre o cenário político brasileiro, já que estamos em ano eleitoral?
Se cairmos de novo nas mãos dos tucanos estamos fritos. O Governo Lula foi um governo bastante populista também, mas ele fez mais pra maioria do que todos os presidentes anteriores, até mais do que o Getúlio Vargas. Isso não quer dizer que eu ache tudo maravilhoso, longe disso. Ainda tem muita coisa pra ser feita nos próximos 100 anos, principalmente na área de educação/saúde e cultura. Não basta ser um país rico, temos que nos tornar civilizados. E ficar se embasando só em eleições também pode ser uma forma muito lenta de as coisas mudarem.

Final de Semana Histórico: Motorhead, Misfits e D.R.I.

Dedico esse texto ao grande amigo e irmão: Beto Fares e também a Regina Silva (Balanço do Rock)

“We are the Motorhead, We play Rock’n’Roll”… Para quem vai, ou já foi a algum show do Motorhead, espera ansiosamente para ouvir essa frase, vinda do Mestre Lemmy Killmister. Os mais de 10 mil fãs não ficaram desapontados e lotaram o Via Funchal.
Na sequência, Lemmy (baixo e vocal), Phill Campbell (guitarra) e Mickey Dee (bateria) já emendaram com “Iron Fist” e “Stay Clean”, uma colada na outra. A abertura foi feita pela banda Alarde, que foi vaiada toda a apresentação.

Mas, que sinceramente, fez o dever de casa direitinho. Agora, eu entendo porque falam que quando acaba um show do Motorhead, você sai surdo de vez, mas feliz da vida, com a alma lavada. É Rock’n’Roll tocado como deve ser, no último volume e sem frescura. Durante uma hora e meia, era possível ver pais, filhos, amigos, headbangers pirando com as cacetadas vindas do palco. Para fechar com chave de ouro, “Overkill”. Com os ouvidos, agora o lance era sair correndo e pegar o show dos Misfits, na Praça Júlio Prestes, que ocorreu na Virada Cultural.

Quando cheguei à Praça Júlio Prestes, parecia que a corda do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, tinha estourado a corda no início da Presidente Vargas (essa é só para quem é paraense ou mora em Belém e conhece o Círio).
Umas 50 mil pessoas esperavam pelos Misfits. Uma mistura de Punks, Carecas, Zumbis, crianças e o que mais pude estar lá; estava. Agora era pagar para ver o que iria sair disso tudo.
Mulheres grávidas desmaiando, crianças passando mal, punks e carecas se matando o tempo inteiro, a polícia retraída e com medo da confusão mais a presença absurda do Zé do Caixão, que sobrevoou pelo público e acabou tomando uma garrafada. Um cenário propício para o caos, e que foi orquestrado da melhor maneira pelos Misfits. Resultado: sangue para todos os lados e o Punk Rock rolando solto no palco.

Quando começou a tocar a música de abertura do clássico do terror “Halloween”, a sensação é que tinha estourado uma boiada, e Jerry Only e companhia tocaram o clássico tema do filme. Depois disso, presenciando cenas surreais no público e contando com a sorte, o esquema era se divertir a cada acorde.
Os Misfits entraram com uma vontade que emocionava, para quem esperava ver essa banda, desde os 15 anos de idade. No decorrer de uma hora e meia de show, quase surdo, era a hora de voltar e se preparar para o que ainda estava por vir.
Dormindo às 10 horas da manhã, e tendo que se estar pronto para ver outra banda importantíssima para quem cresceu ouvindo os LPs “Crossover” e “Thrash Zone”, dos Dirty Rotten Imbeciles (D.R.I.).

Mesmo assim cansado, às cinco horas da tarde, era hora de partir para o Carioca Club. Tudo começou com a banda Ação Direta, que mostrou porque é um dos orgulhos da cena Punk/Hardcore do ABC Paulista. Em meia hora, as cinco mil pessoas presentes já estavam aquecidas. Era preciso um show mais intenso para empolgar mais, e direto de Brasília, a banda Violator mostrou um show, que lembrava porque o Thrash Metal 80 é o melhor, e esse é um revival da década.
Segundo o baixista do D.R.I. Harald Oimoen, Violator é o Futuro do Thrash Metal, os cabeludos de Brasília não paravam um segundo no palco e não desapontaram o mais novo e importante padrinho. Uma apresentação sem botar defeito algum.
“D.R.I.”, “D.R.I.”… Era o que o público pedia. E todos foram atendidos, quando as cortinas se abriram e de cara fomos bombardeados com “Beneath the Wheel”. A famosa roda de pogo estava pronta.
Agora, tudo se explicava porque essa foi à banda que o criou o “Crossover”. Punks e Headbangers se divertindo juntos, sem brigas. Um belo quadro era pintado no Carioca Club. Petardos foram cantados, aliás, berrados em uníssono. Depois desse final de semana intenso, era a hora de tentar dormir. Porém, com um sorrisão na cara.

Fabulous Bandits HOJE em Belém

No dia 16 de abril, a Fabulous Bandits se apresentará pela primeira vez na Região Norte do país. A banda paranaense vai à Belém do Pará para um show super aguardado no R25 Lounge Bar.

Considerada no país uma das expoentes do hillbilly, a banda de Londrina (PR) chama a atenção da mídia especializada pela proposta diferenciada de compor trilhas sonoras típicas do velho oeste, mas com um diferencial: letras em português cantadas com o sotaque típico do interior do Paraná.
A turnê atual, patrocinada pela Jagermeister e com o apoio da Santo Angelo e Mega Byte, traz um repertório composto por músicas do primeiro cd “Red Foot Pride” (2009) e pelas 10 faixas do novo álbum “Chumbo Grosso”, com lançamento previsto para maio de 2011.

Show: Fabulous Bandits (Londrina-PR) e Fuzzy (Belém-PA)
Data: 16/04 (sábado)
Hora: 22h
Local: R25 Lounge Bar (Rua 28 de setembro, entre Quintino e Rui Barbosa)
Ingressos: R$10 mulher / R$15 homem
Parceiros: Ecleteca, MTV – canal 25 Belém, This is Radio Trash

 

 

CLIPE "O JOGO" NORMAN BATES

Estreou na quinta-feira passada (14/04/11) o clipe da música “O Jogo” da clássica banda paraense Norman Bates, no Programa Invasão da TV Cultura do Pará. Confiram Aqui e Agora esse PETARDO:

Programa Invasão – TV Cultura do Pará
Blog: http://www.blogdoinvasao.blogspot.com
E-mail: [email protected]
Facebook/Orkut: Programa Invasão
Twitter: http://www.twitter.com/programainvasao
Contato: (91) 4005-7715 / 4005-7764

Entrevista Especial: Camillo Royale apresenta o selo Rajada Records e novos empreendimentos

Camillo Royale é guitarrista e vocalista da seminal banda paraense Turbo. Agora ele está investindo num projeto que o lançamento do selo Rajada Records, onde o produto principal será no formato de fitas cassetes. Além disso, a banda Turbo lançará no dia 29 deste mês, na Livraria Saraiva, o novo single “Apaixonado, sem medo de ser cafona”. Saiba todos os detalhes, agora nessa entrevista especial com o próprio.

Como surgiu a ideia de montar o selo? e por que no formato fita cassete?

A idéia do selo surgiu com a necessidade de poder lançar o material do Turbo.O primeiro lançamento seria um vinil de 7″, mas devido a atrasos de mix/master e falta de grana ficou pra depois. A ideia da fita veio de uma conversa casual com um amigo que falou que ainda lançavam fitas na gringa. Fui atrás e vi que era possível e achei um formato interessante. Daí juntei forças com o João Lemos (Sincera) que assina a parte gráfica do selo Rajada Records e o nosso 1º lançamento será o “Rajada on The tape Vol.1”. Um k7 split com Sincera no lado A e Turbo no lado B.

Fala sobre esse novo single da banda: “Apaixonado sem medo de ser cafona”?

Essa faixa é o single desse mês e estará no k-7  junto com mais 3 inéditas que gravamos pra esse projeto. Essa música foi gravada e produzida por Ivan Jangoux. Acredito que essa música seja uma das mais pops que tenhamos feito até hoje, mas apesar de ser inédita pro público é uma música bem mais antiga das que estão no 1º disco. Ela tem um pacote pra download contendo capa do single, música e cifras. (Para baixar o single clique aqui)

Para você qual é a importância das redes sociais para a divulgação do trabalho musical dos músicos e bandas independentes no Brasil?

De enorme importância. Sem elas muita gente não estaria conhecendo melhor sobre o nosso trabalho e a respeito do selo. Até hoje é impressionante saber que alguém em Porto Rico, como aconteceu recentemente, ter escutado e gostado da nossa música.

Como você analisaria a cena atual do rock paraense?

Mais bandas diferentes e interessantes surgindo e cada vez mais profissionais. Gosto muito do que se produz por aqui e o selo daqui a algum tempo pretende lançar outros artistas locais.

E quais são os próximos passos da banda Turbo?

Esse semestre lançar o k-7, semestre que vem finalmente o compaco 7″ e seguir tocando aonde nos chamarem.

U2 – Turnê 360 GRAUS – O Maior Espetáculo Musical de Todos os Tempos – EU FUI

Uma das situações mais impressionantes durante a turnê “360 Graus” do U2 é a devoção dos fãs da banda no mundo inteiro. Em São Paulo, já era possível conferir a grande quantidade de pessoas acampadas, aos arredores do estádio do Morumbi, ainda no início da semana que antecipava o primeiro show do dia 09 de abril. Já no sábado, a fila se tornava em momento de pura emoção. Era uma mistura de alegria, ansiedade, ganância dos cambistas e a tentativa de organização. Foi registrado um público de mais de 90 mil pessoas, só na primeira noite.

Os cambistas começaram a vender os ingressos, no início da manhã de sábado, por valores entre 600 a 1.000 reais. E fãs desesperados, que ainda não tinham ingresso, não mediam esforços e compravam. A cada hora a adrenalina ia subindo (principalmente, desse escriba aqui).

Sinceramente, nunca fui tão fã do U2, mas já tinha ficado bastante emocionado com relatos de amigos que já tinham ido nos shows. E como na minha adolescência fui um obcecado por informações sobre a História do Rock’n’Roll, acabei conhecendo a importância de uma banda como U2.

Então, logo a partir das 19h30, comecei a pesquisar os valores que os cambistas estavam cobrando, e quando mais se aproximava do início da banda de abertura (MUSE) mais o preço começava a desvalorizar. E posso dizer, que comprei o meu ingresso um pouco preocupado se era falso ou não. E fiz um bom negócio. Entrei no estádio do Morumbi, na terceira música do MUSE, e estava bem localizado. Aliás, banda esta, que fez uma apresentação emocionante, no decorrer da chuva que castigava os músicos. Um bom começo para o que estava por vir.

A estrutura dessa nova turnê do U2 é algo impressionante, o palco é cercado por verdadeiras “garras gigantes”, parecendo “patas de caranguejo” (como bom nordestino que sou, reparei nesse detalhe). O anúncio, que tudo iria ser gigantesco naquele momento, foi dado quando o relógio (“What time is it in the world?”) começou a ser destruído e a música de “Trem das Onze” (Adoniran Barbosa) começou a tocar nas P.As. (caixas de som direcionadas para o público). O nervosismo era um sentimento único, e apareceram Bono Vox, Adam Clayton, Larry Mullen Jr. e The Edge. E já mandaram o hit “Even Better than the Real Thing”.

A estrutura de imagens e som do palco favorecia a qualquer pessoa, que pudesse estar mal localizada (atrás do palco), pois o um telão mostrava imagens dos músicos da banda se movimentando. Além disso, eles demonstraram uma total conscientização para quem estava atrás, e se apresentavam em todos os cantos. Eu pude assistir o show num lugar, que me deixou completamente impressionado e emocionado. Sobretudo, porque estar no momento como esse, sozinho e longe de todos aqueles de quem se AMA, é mais complicado ainda. Mas tudo bem.

A homenagem às crianças assassinadas no massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro do Realengo (RJ), foi especial, com os nomes de todas passando no telão, que tinha 360 graus. Depois de duas horas e meia de show, a banda mais importante do Rock Mundial (em todos os sentidos) saiu do palco ovacionada. Sinceramente, já fui para alguns shows e já tinha feito algumas seleções dos melhores que já tinha ido na vida (e, é claro que essa lista sempre muda). Mas esse espetáculo musical extrassensorial marcou a minha vida. Agora, eu entendo porque as pessoas, ao redor do mundo, saem emocionadas de um show do U2.

Entrevista Especial com o Fotógrafo mais Rocker do Pará: Mário Guerrero


Contato com Mário Guerrero: http://www.marioguerrero.fot.br/

 Mário Guerrero é um dos fotógrafos mais importantes da cena rocker do Pará. Com uma vasta experiência, ele registrou momentos históricos. Agora, ele está aqui no blog Rock Pará para contar um pouco dessa trajetória e também alguns detalhes marcantes desse caminho brilhante.

Quando começaste a se interessar pelo Universo das imagens e da fotografia?

Em 82, ganhei uma câmera de uma tia, uma câmera profissional, desmontei toda pra ver como funcionava nunca mais consegui montá-la. Depois entrei na UFRA (Universidade Federal Rural do Pará) e conheci um professor, que era fotógrafo amador (prof. Edilson Matos) um pesquisador. Então, comecei a usar o equipamento dele, detalhe tudo mecânico. Depois disso, comecei a estudar fotografia, ia pras bibliotecas da UFPA (Universidade Federal do Pará), Museu Goeldi, Embrapa,  onde tinham as melhores publicações. Estudar fotografia nessa época era complicado e caro, gastei muita grana com xerox, depois comprei minha primeira câmera, foi quando comecei também a fotografar o movimento de rock de Belém.

Quais foram os melhores momentos da tua carreira como fotógrafo da cena musical e do rock do Pará?

Cara, eu comecei a fotografar a cena com o pretexto de entrar de graça nos shows, estava começando a fotografar, então os resultados não eram bons, ou seja,  a maneira que eu aprendi a fotografar foi na velha técnica autodidata de “tentativa e erro”, uma técnica muita cara, pois eu gastava dinheiro com filmes e revelações. Teve uma das versões do projeto Preamar, no Centur, que na época era tão importante como o Hangar é hoje. Não lembro direito a data. Mas tocou o Álibi de Orfeu com a maravilhosa Gabriela depois o Insolência Pública. Quando tocou o Insolência Pública foi uma loucura, me arrepia até hoje quando falo disso. Foi emocionante.  Teve uma hora que o público subiu no palco e os músicos desceram, e eu parei de fotografar, e fui pogar também. Foi maravilhoso. Outro show marcante foi da banda DNA no teatro Waldemar Henrique.

O que você acha da cena atual do rock paraense?

A cena fica em uma oscilação de shows com o grande agravante de não termos espaço para as bandas tocarem, já aconteceu de bandas de fora não tocarem aqui por não ter onde fazer o show

Qual é a tua opinião sobre o trabalho dos fotógrafos daí de Belém, sobretudo, os que cobrem os shows de rock?

 Hoje, a fotografia está mais acessível, mais fácil de fotografar.  Veja bem, falo de apertar o botão com pouco custo. Então, tem muita gente que se acha fotógrafo, acha que é só colocar a máquina pendurada no pescoço, e pronto. Eu sou fotógrafo. Mas apesar disso, tem pessoal fotografando bem, estudando e isso é importante, estudar. Outra coisa que é fácil, hoje em dia, é estudar fotografia, quando comecei só estudava em bibliotecas da Universidade Federal e do Museu Goeldi

 Quais são os teus próximos projetos?

Estou com três projetos em andamento, um deles em Macapá, outro que aqui em Belém sobre a minha história e uma exposição do material que eu tenho  sobre os meus trabalhos realizados nas décadas de de 90 até o ano de 2000, que farei em parceria com a Pró Rock.

O que precisa acontecer para melhorar, sobretudo nos shows daqui de Belém?

As pessoas que produzem show precisam se preocupar não só com o som, mas também com a luz. Nós fotógrafos agradecemos