Entrevista Especial: Juninho, baixista da banda Ratos de Porão

Juninho, atual baixista da banda Ratos de Porão, e de mais três bandas, é um dos músicos mais influentes da cena do hardcore nacional. Saiba mais sobre a trajetória dele nessa Entrevista Especial.

Quais foram as tuas primeiras experiências no mundo da música? E, sobretudo, do Hardcore?

 Quando era mais jovem, com 14 anos, comecei a tocar violão, escutando Black Sabbath, Iron Maiden, etc.
daí tinham uns caras ali da minha rua que escutavam já alguma coisa de hardcore, como Bad Religion, Misfits, e então percebi que gostava de som mais acelerado, e daí começou a minha busca por bandas naquele estilo, então vieram Napalm Death, DRI, No Violence, Corrosion of Conformity, e daí começou o link com o hardcore, comecei a ir a shows em São Paulo, conhecendo assim as bandas da época, fui ficando amigo do pessoal, colava em todos os rolês e me envolvi totalmente na parada. Desde essa época, eu nunca me afastei do hardcore, considero que dentro dele aprendi nas coisas boas, minhas referências e escolhas para viver, posição política, etc. Não existe como você se apegar somente à música, pois o hardcore envolve muito mais do que musicalidade, é muita postura, respeito, e quem sabe absorver e entender isso bem, consegue ter uma vida em equilíbrio. E isso é o que eu sempre busco na minha vida.
 
Você toca atualmente, em quantas bandas? E como você consegue dividir o seu tempo?
Hoje em dia eu tenho 4 bandas na ativa, são elas o Ratos de Porão, Discarga, Eu Serei a Hiena e O Inimigo. Eu vou administrando ensaios, shows, época pra estar compondo e vou dando um jeito de ir levando todas elas com bantante energia. Até que dá pra levar numa boa, nenhuma delas toca tipo todos os finais de semana, então rola de manter todas num nível legal.

 Como você entrou na banda Ratos de Porão? E como está sendo esta experiência?

Eu entrei na equipe do RDP como roadie de guitarra e baixo no começo de 2003. Fiquei alguns meses trabalhando com eles, na época o
baixista era o Fralda, daí se passaram uns meses e ele quis sair da banda. A idéia do caras era voltar o Jabá pra banda, mas fizeram uns testes, ele tava meio enferrujado, então os caras vieram falar comigo, e eu topei na hora! óbvio… Banda que eu amo desde criança e tive essa oportunidade de estar ao lado dos caras tocando, compondo, foi um prazer imenso. A experiência é muito boa até hoje, não é uma coisa que me acostumo, pois conforme os anos estão se passando a banda está ficando mais ´clássica´, os discos dos anos 80 já tem mais de 20 anos, a coisa está ficando mais emocionte com o tempo! Fora as inúmeras viagens que já fiz por todo Brasil, América do Sul, Europa, se for entrar em detalhes e não daria tempo e espaço aqui nesse entrevista, estou muito feliz com tudo isso que está acontecendo na minha vida.
 
O que você conhece sobre as bandas de Belém?
O meu maior contato com o Belém é o pessoal do Derci Gonçalvez, principalmente o Kaká, ajudei eles a virem aqui, tocaram na verdurada, depois fizemos shows com o Discarga, sempre é um prazer tocar com eles! Agora estamos tentando armar algo pro Discarga tocar por aê, mas sempre temos problemas com datas e até agora já marcamos e desmarcamos alguma vezes, vamos ver o que rola, alguma hora irá dar certo!
 
Quais são os teus próximos projetos musicais?
No momento estou ensaiando para tocar com uma banda americana que vem pro Brasil em fevereiro de 2011, chamasse McRad, skate punk a lá Bad Brains de alta qualidade, então estou me concentrando nisso. Logo após os shows com o McRad entraremos na reta final dos ensaios com O Inimigo, pois em abril iremos gravar um disco novo. Será gravado aqui no Brasil no estúdio Rocha, e depois ele será mixado nos EUA pelo Stephen, guitarrista do Descendents. Estamos muito empolgados para concluir esse projeto, o disco ficará muito legal. Na sequência da gravação do Inimigo estamos indo pra Europa com o RDP, faremos uns 10 shows passando por vários países do leste europeu, Itália também… e por fim 2 festivais grandes em Portugal e Espanha. É ótima a sensação de entrar o ano novo e já ter vários projetos no ar, será um ótimo ano!
 
Você além de músico, é vegetariano (Vegan). Como e quando você começou a ser vegetariano? E quais foram os benefícios para a tua saúde?
Conhecendo as bandas de hardcore e as pessoas nele envolvido, é muito comum encontrar o assunto do vegetarianismo e veganismo.
Eu me interessei desde cedo, lendo muitos zines, artigos que defendiam a vida dos animais e mostravam o quando aquilo era desnecessário e cruel. E assim eu parei de comer todo tipo de carne e derivados de origem animal, isso foi entre 1994 e 1995. Na minha saúde, eu só encontrei vantagens sendo vegano, o corpo funciona melhor, os alimentos são mais leves, você acaba comendo menos
gorduras, menos doces. Eu nem me preocupo tanto assim com a saúde, vou vegano por respeito à vida dos animais em primeiro lugar, pois meu argumento mais simples, que sempre digo é: “não precisamos matar ou explorar os animais para se alimentar, para se vestir, entreter, para nada! hoje em dia isso é completamente desnecessário”. Pensando dessa forma e colocando na prática, você acaba enxergando que isso é a maior verdade, e a pessoa acaba se entendendo com a nova forma de se alimentar e aquilo vira a coisa mais fácil e tranquila na vida dela. 

Entrevista Especial: Rogério "Big Bross" Brito – Direto de Salvador

Rogério “Big Bross” Brito é um dos grandes nomes da cena independente de Salvador. Ele possui no currículo extenso de produções de vários eventos renomados, tanto na Bahia quanto no resto Brasil. E agora ele está com um novo projeto “Quina Cultural”. Nessa entrevista, mais do que Especial, ele conta detalhes de tudo isso e também o quanto conhece da música independente do Pará. “Escutei muito Stress sou fã, Cravo carbon, Norman Bates, Madame Saatan, Deliquentes, La Pupunã, e o genial e muito tocado em minha infancia Pinduca”.

Conheça Mais: Coletivo Quina Cultural

Juntar pessoas com afinidades, para produzir algo em comum, é uma ideia que vem sendo praticada por diversos grupos em todo o país. Essa forma de trabalhar além de facilitar todas as fases da cadeia produtiva ainda amplia a possibilidade de trabalhos quando se soma experiências individuais de seus participantes que incorporam a proposta do coletivo, suas experiências e idéias individuais em prol de um objetivo comum.
Quina Cultural – Theo Filho, Cássia Cardoso e Rogério Brito
O coletivo Quina Cultural surgiu da necessidade de três experientes produtores, Cássia Cardoso, Rogério Brito e Theo Filho, de fomentar cultura para fortalecer o cenário da musica independente local e do país através de projetos e festivais que promovam intercâmbio entre Salvador, cidades do interior e diversos estados do País.
ENTREVISTA

 

Quais foram os motivos que te levaram para o mundo da música?

Minha casa tinha muita música tinha sempre um vinil tocando ou uma rádio ligada, ouvia tudo de trio Irakitan a Beatles, de Abba a Zappa.. O rock veio por influencia do 1º Rock in Rio.

Você é um produtor bastante influente na cena da Bahia, nordestina, e sobretudo, brasileira. Como foram os teus primeiros trabalhos dentrodesse cenário musical?

 Comecei a fazer shows de heavy metal no comecinho dos anos 90. Já trazia muita banda de outros estados nessa época.. The Mist (MG), P.U.S.  BSB) etc… Em 93, comecei a trabalhar no extinto festival garage rock aqui em Salvador-BA, o festival durou 10 anos, era todo sábado e domingo de julho, 4 bandas por noite cerca de 40 no festival todo, passaram pelo garage, Os Cabelo Duro, DFC, Racionais MCs, Charlie Brown JR. (no comecinho), Nação Zumbi, Jason, Planet Hemp e movimentava muito a cena local..ainda em 93 comecei a trabahar no selo bazar musical, que lanço o vinil da banda death metal Slavery e uma coletanes bazar musical ssa-1 com Kama Sutra, Úteros em Fúria, Mutter Marie (1ºbanda de Ronei Jorge (Nota do Editor: da banda Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta) e Meio Homen. E ainda nos anos 90 trabalhei junto com Messias (brincando de deus) nas primeiras edições do festival Boombahia.

Como você analisa o mercado fonográfico brasileiro atualmente?

Se tratando da criatividade acho que tá muito mais livre, muito mais criativo, muito mais liberdade de criar, acho que a crise no mercado fonográfico ajudou em muito nisso, acho que o fato da falta de esperança de uma  gravadora contratar, fez com que ele passase a trabalhar do jeito que quer, não do jeito que as gravadoras queriam.. Apertaram o botão do foda-se, taí o fenômeno explosivo das bandas instrumentais no Brasil.

Fale sobre a Quina Cultural?  Histórico? Projetos?

 O Quina Cultural é um coletivo que eu, Cássia Cardoso e Theo Filho, 03 produtores locais fundamos após perceber que fazíamos a mesma coisa so que cada um por si, resolvemos juntar forças e fomos chamando várias pessoas inicialmente só do meio musical, hoje estamos começando a atuar em outras áreas. A Quina já realizou, 3 edições do festival bigbands, uma do festival de Vanguarda e duas o festival Hoje é Dia Esquina, diversas Noites Fora do Eixo, a Quina hoje também com o selo bigbross records que fundei a 10 anos www.myspace.com/bigbrossrecords  hoje fazemos parte como Ponto Fora do Eixo Bahia.

O que você conhece e poderia relatar sobre a cultura independente do Pará?

Escutei muito Stress sou fã, Cravo Carbon, Norman Bates, Madame Saatan, Deliquentes, La Pupunã, e o genial e muito tocado em minha infância Pinduca.

Durango95 VS Vandersexxx, um duelo rocker. Round 1º

 

Homens e mulheres jovens, bonitas e farristas, e no estilo pop art, “Death Proof” – À prova de morte – é o filme de Tarantino que inspira o encontro entre “Durango95 vs Vandersexxx”, na qual os coletivos de rock’n’roll de Belém se encontram para trazer ao público o melhor da música rocker.

A festa terá duas edições, dia 18 e 25 de janeiro, ás 20h no Studiopub. A proposta é agitar as terças feiras das férias com o melhor do rock a preço promocional de 7 reais, em um frenético duelo musical entre os coletivos, que na verdade não disputam para ver quem se sai melhor, mas é uma forma de se diferenciar na cena underground da cidade das mangueiras. 

Quatro dj’s tocando rock punk, pós punk, indie, alternativo, dos anos 70, 80 e 90. Reunindo várias gerações no mesmo lugar e com horário marcado. Marcos e Vinicius pela Vandersexxx , Daniel Leite e Marcelo Papel pela Durango95. Duelo marcado, e quem ganha é o público que vai apreciar música boa. A cena underground de Belém como sempre, surpreende.

 Serviço:

 Durango95 VS Vandersexxx, um duelo rocker. Round 1º

Dia 18 e 25 de janeiro

Início: 20 Hs

Local: Studiopub – Rua Presidente Pernambuco 277, Batista Campos Ingressos:  R$ 7.