Bodas de Ouro: Um Capítulo Importante sobre o Rock Paraense foi escrito

Jayme Catarro – Delinquentes

Um belo domingo de sol marcava aquele dia que seria marcado como um novo capítulo do Rock Paraense. O dia 26 de setembro de 2010, no Memorial dos Povos,  ficará na memória para quem foi enlouquecer com o evento “Bodas de Ouro do Punk Rock Paraense – 25 anos de Delinquentes / 15 de Norman Bates e 10 de Rennegados”. O melhor é que tudo foi filmado para ser transformado em um DVD de extrema importância.

A realização foi da Pró Rock, com a patrocínio do SEBRAE-PA, através do projeto Pará Pró Música. Para registrar esse momento, o diretor Robson Fonseca, do programa Invasão, da TV Cultura, foi convocado e aceitou o desafio da empreitada em parceria com a Multi AB Produções e Jambu Filmes, além do suporte da Fundação de Telecomunicações do Pará (Funtelpa). As empresas MM Produções e APCE Music garantiram a melhor qualidade de áudio tanto ao vivo quando na gravação do DVD. Entre os apoiadores há ainda a Ná Music, MTV Belém, Fabrika Studio, Rádio Unama FM e os blogs Rock Pará e Música Paraense.

Rennegados

Impreterivelmente, às 18 horas, a ansiedade já corria nas veias dos profissionais envolvidos. E em um dos muros do Memorial dos Povos foi transmitida uma partes, do que vai fazer parte  do DVD da Trilogia Punk, no qual os músicos das bandas relataram sobre a trajetória de cada uma. Isso deixa o público ainda mais empolgado e pronto para suar muito a camisa, com os clássicos, que já estão inconsciente do público roqueiro de Belém.

Nicolau e Carlos – Norman Bates

A primeira banda que subiu no palco foi aquele composta por eles mesmos, os Rennegados. Nos primeiros acordes sangrados pela guitarra de John Bógea, o público entrou em fúria compulsiva; transmitindo toda essa energia para a banda. E esse efeito “bumerangue” tornou o show dos Rennegados cada vez mais intenso, principalmente quando eles tocaram “Iraque New Wave”, “Zona de Guerra”, entre outras músicas. E era um clássico, atrás do outro. O já citado John Bógea nas seis cordas, Jacob nas quatro inflexíveis cordas do baixo, Coxinha quebrando tudo na bateria e os berros alucinados de Betox ensurdeceram o público. Todos já estavam mais do que prontos, para o que ainda estava por vir.

John Bógea e Betox – Rennegados

O público, que já lotava o Memorial dos Povos, cantou em uníssono de uma forma arrepiante as primeiras notas de “Uká Uká”, já anunciando o que estava para acontecer, o ataque do Norman Bates. Assim como o psicopata “hitchcockiano”, Elielton “Nicolau” Amador (guitarra), Manuel “Planária” Malvar (baixo), Vagner Nugoli (bateria), Carlos Bremgartner (vocais) e Giovani Villacorta (guitarras e voz) conduziram a apresentação com uma precisão impressionante, que às vezes, ficava difícil de respirar devido o clima de tensão das músicas, temperadas por um forte jogo de luz. Parecia que estávamos dentro de um filme de suspense no decorrer da apresentação da banda Norman Bates. O público ficou enlouquecido e não queria mais deixar os músicos saírem do palco. Mostrando o quanto foram importantes esses 15 anos de existência.

A fúria dos Delinquentes

25 anos de banda, são 25 anos e ponto final; ou melhor ponto em seguida no caso dos Delinquentes. O público completamente pronto, aquecido e enfurecido para comemorar esse belo aniversário. Jayme Catarro (voz), Pedrinho (guitarra), Pablo Cavalcante (baixo) e Raphael “Drums” (bateria) queriam tornar o Memorial dos Povos num grande caldeirão punk, de tão quente (em todos os sentidos) que estava, e conseguiram.

Sem respirar direito, mas com muita vontade de explodir até a última gota de suor, ninguém arredou o pé, pulando, pogando, e berrando cada palavra anunciada por Jayme, que sem sombra de dúvidas, exagerando ou não, pode ser considerado como um dos grandes heróis do Rock Paraense. “Indiocídio”, “Matança de Animais”, e outros hinos punks foram berrados até todos ficarem, completamente sem voz. O final do show emocionou a todos, quando Jayme iniciou “Ferrovia Norte-Sul”. A tanto tempo que não era tocada por eles.

Parabéns as bandas, ao público, a Pró-Rock e a todos que fazem parte da História do Rock Paraense

Bodas de Ouro do Rock Paraense – 50 Anos de Muito Punk Rock – 25 anos Delinquentes / 15 Norman Bates e 10 Rennegados

TEXTO ORIGINALMENTE PUBLICADO NO LINK: http://www.ecleteca.com.br/beta/lernoticia.php?idnoticia=378

Para tirar o paletó e a botina do armário

25 anos de Delinquentes, 15 de Norman Bates e 10 de Rennegados: 50 anos de punk-rock ao tucupi

por Sidney Filho, colaborador da Ecleteca

edição: Amanda Aguiar

Algo de muito importante está prestes a acontecer no rock paraense. O próximo dia 26, um domingão, marca a comemoração do aniversário de três bandas essenciais para a historia do nosso punk-rock. ‘Bodas de Ouro – Trilogia Punk Paraense’, que acontece no Memorial dos Povos a partir das 18h, festeja os 25 anos de Delinquentes, 15 de Norman Bates e 10 deRennegados. O evento será transmitido pela Rádio Cultura FM (93,7) e pelo Portal Cultura. Os ingressos custam apenas R$ 5.

A festa será iniciada pelos Rennegados, banda formada por John Big Head Bógea (guitarra), Jacob Franco (guitarra), Betox (voz) e Júnior Bocão (bateria). Eles prometem tocar os clássicos da banda, entre eles ‘Iraque New Wave’, ‘Zona de Guerra’, ‘Jesus Junkie Christ’, entre tantos outros que estarão no repertório. A discografia da banda Rennegados conta com um EP (‘Iraque New Wave’, ‘Makako Rec’, 2005) e os CDs ‘Acumulando Raiva Desmedida’ (2006) e ‘Remanescentes do Terceiro Mundo’ (2003).

Logo depois será a vez da Norman Bates, com sua acidez nas letras e na sonoridade, que traz à tona aqueles sentimentos mais obscuros. Carlos Bremgartner (vocais), Giovani Villacorta (Guitarras e Voz), Nicolau Amador (guitarras) e Manuel Malvar (contrabaixo) e Wagner Nugoli (bateria) estão mais do que preparados para fazer mais um show com muita energia punk.

Durante esses 15 anos de existência, toda a experiência acumulada por cada um dos músicos da Norman Bates será refletida na catarse provocada pela massa sonora que vai impactar o público no Memorial dos Povos. A banda tem na discografia apenas duas demos e um disco profissional (‘Norman Bates, 2002 – Ná Music)  e um segundo disco até hoje incompleto. Canções novas e antigas como ‘Amor de Elefante’ e ‘Uká Uká’ devem estar no repertório.

A festa será finalizada pelos Delinquentes. Chegar aos 25 anos de existência, para uma banda de punk/hardcore, direto de Belém do Pará, corresponde a uma atitude de extrema ousadia e competência, tanto nas composições quanto nos shows. Daqui a mais 25 anos, bandas como a Delinquentes estarão nos registros históricos sob a chancela de “lenda” desse movimento.

O delírio provocado por qualquer apresentação do grupo merece respeito. Jayme Catarro (voz), Pablo Cavalcante (baixo), Pedrinho (guitarra) e Raphael “Drums” na bateria vão tocar os clássicos que alavancaram a história da banda e são capazes de transformar, junto com os Rennegados e a Norman Bates, essa festa em um momento histórico para o rock paraense.

A realização é da Pró Rock, com a patrocínio do SEBRAE-PA, através do projeto Pará Pró Música. Para registrar esse momento, o diretor Robson Fonseca, do programa Invasão, da TV Cultura, foi convocado e aceitou o desafio da empreitada em parceria com a Multi AB Produções e Jambu Filmes, além do suporte da Fundação de Telecomunicações do Pará (Funtelpa). As empresas MM ProduçõesAPCE Music garantem a melhor qualidade de áudio tanto ao vivo quando na gravação do DVD. Entre os apoiadores há ainda a Ná Music,MTV BelémFabrika Studio, Rádio Unama FM e blogs Rock ParáMúsica Paraense.

Serviço :

Bodas de Ouro – 50 Anos de punk-rock paraense, com as bandas Rennegados, Norman Bates e Delinquentes. Dia 26/09 (domingo), a partir das 19h, no Memorial dos Povos (av. Governador José Malcher, 257). Ingressos antecipados na Ná Figueredo, a R$ 5.

Pró Rock promove curso de produção musical

O produtor gaúcho Iuri Freiberguer (Tom Bloch, Valverdes, Cabaret, MQN etc) estará em Belém na próxima quinta-feira para ministrar o primeiro
módulo do curso de produção musical. Iuri dá aulas de edição, mixagem e técnicas de gravação no único curso universitário do gênero no Norte
e Nordeste, em Recife onde fixou residência no ano passado.

O curso faz parte do programa de formação comunitária da Associação Pro Rock e está sendo desenvolvido em parceria com o Sebrae-PA, em
parceria com o projeto Pará Pró Música. Após o primeiro módulo, que abordará planejamento, pré-produção e gravação ao vivo, Iuri retorna a
Belém em outubro para ministrar o segundo módulo, abrangendo técnicas de gravação  e produção em estúdio.

As ações de formação da Pro Rock são financiadas em parte com recursos do programa Mais Cultura do Minc/Secult-PA, através do edital de
pontos de cultura.

Poderão participar do evento associados da Pro Rock e membros do projeto Pará Pró Música que já tenham experiência em gravações musicais. Um cota reduzida de vagas é disponibilizada ao público externo mediante apreciação de currículo e pagamento de taxas.

No domingo, dia 26, Freiberguer acompanha a turma dele na gravação do DVD Bodas de Ouro, com as bandas Delinquentes, Norman Bates e Rennegados. “A idéia é trabalhar os dois primeiros dias com informações teóricas sobre planejamento e pré-produção e depois aproveitamos o evento para por as aulas em prática. Devemos trabalhar com o Norman Bates na pré-produção do show. Ter a parte prática é muito importante”, disse ele.

Os interessados em participar do curso devem enviar currículo de produção musical para o email: associaprorock@gmail.com até esta quarta-feira.

A parte teórica do curso será dada nas próximas quinta e sexta no auditório do IAP a partir das 10h. No sábado o curso terá a parte prática no estúdio APCE Music e no domingo a turma acompanha o show “Bodas de Ouro”.

Serviço:  Curso de Produção Musical com Iuri Freiberguer

Realização: Pró Rock e Projeto Pará Pró Música (Sebrae-PA)

Informações: 8116 2607

Email: associaprorock@gmail.com

Bodas de Ouro – 50 Anos de Punk Rock Paraense –

Bodas de Ouro

50 anos de Punk-Rock Paraense com:
DELINQUENTES (25 Anos)
NORMAN BATES (15 Anos)
RENNEGADOS (10 Anos)

Gravação do DVD da Trilogia Punk Paraense

26/09 (Domingo) / 19:00h / 5,00
MEMORIAL DOS POVOS
Transmissão ao vivo pela Rádio e Portal Cultura
Informações: Sidney Filho (8285 9071)
REALIZAÇÃO: PRÓ-ROCK
PATROCÍNIO: Sebrae – PA / Ministério da Cultura / Governo do Pará – Secult
APOIO: Funtelpa / Pará Pró-Música / Jambú Filmes / Multi AB Produções
Apce Music / MM Produções / MTV Belém / Ná Music / Fábrika Súdio

Rock'n'Roll como deve ser feito. Direto de São Paulo – Conheçam a banda Orgânica

http://tramavirtual.uol.com.br/artistas/organica

http://www.reverbnation.com/organicarock

http://www.myspace.com/organicarock

Vem direto de São Paulo, indiscutivelmente, uma das melhores bandas do rock independente nacional, Orgânica. Formada por Candyda no vocal, Bacalhau na bateria, Ortega na guitarra e Cyro no baixo; o som da banda é de uma força e de um vigor impressionantes. Quer entender o que estou querendo dizer, então se delicie com essa entrevista para o blog Rock Pará.

Como vocês começaram a se interessar pelo Universo do Rock’n’Roll?
Baca – Música sempre estveve presente na minha casa. Meus pais, fãs de Beatles e Roberto Carlos, foram que me injetaram R’n’R. Meu primeiro disco foi o “É Proibido Fumar”  do Roberto Carlos. Eu tinha de 5 pra 6 anos de idade.

Candy-Com uns 10 anos, onde minhã irmã me apresentou, Legião Urbana e The Cure.

Como foram as primeiras experiências com bandas?
Minha primeira banda foi com o Alf (Rumbora), Digão (Raimundos) a Silvia e se chamava Moskito Moskovita. Era tudo muito verde e ingênuo, mas bem honesto, verdadeiro. Eu gostei, tenho boas lembranças.

Candy-Importantes pra entender muita coisa

Você Bacalhau fez parte da Little Quail and The Mad Birds. Quais foram os melhores momentos dessa experiência?
Tivemos bons momentos em todas as fases da banda. A coisa só desandou quando neguinho começou a se levar a sério demais e se achar genial, daí a coisa desandou e deu no que deu.

Você também toca com um dos ícones do Rock Nacional, Roger Moreira, do Ultraje a Rigor. Como é fazer parte dessa referência da música nacional?

É um prazer enorme. O ultraje fez parte da minha formação musical, sempre fui muito fã. É uma banda R’n’R na mais pura essência da palavra. Lembro que antes de ser da banda, pensava que quando o Ultraje gravasse o acústico Mtv, seria disparado o melhor. De repente me vejo lá trabalhando, tocando bateria. Foi um privilégio. Gosto juito de fazer parte disso.

Como a banda Orgânica foi formada? Como cada músico entrou na banda?

Começou em 2005 comigo e com a Candy. Sempre tivemos uma afinidade musical muito grande e uma admiração mútua, daí pensamos em alguém pra guitarra e lembrei que anos antes o Ortega (Pavilhão 9) tinha falado na idéia de formar uma banda de rock com ele, daí pensei que seria o momento certo. o ORGÂNICA começou com esse trio, sem baixo. Foi quando o ORTEGA trouxe o Cyro pra banda. Depois de cinco anos o Ortega cansou de tocar e saiu da banda, foi quando entrou o Johnny, que está conosco a 7 meses.

Quais são os próximos passos da banda

Nos mudamos pra uma casa, os quatro da banda, montamos o escritório e estamos levantando o estúdio. Começamos a compor o nosso segundo disco e vamos nos infurnar no nosso estúdio pra terminá-lo. Estamos tbm no começo da produção do nosso segundo vídeo, da música À Vida (Get It On). Estamos empolgados, fazendo shows e produzindo. Estamos felizes com essa fase da banda.

Pra ver o clipe de “Perfeito” (single do disco Fé ou Revolta?!):
http://www.youtube.com/watch?v=Ga40lgd6-7A

Pra ouvir o disco já:

http://www.myspace.com/organicarock
www.reverbnation.com/organicarock

O Globo (Jamari França):
http://oglobo.globo.com/blogs/jamari/

Site do Porão:
http://blog.poraodorock.com.br/page/5/

N.R.D.R.
http://www.narotadorock.com/2009/09/cobertura-porao-do-rock-2009-dia-01.html

Bruno Nogueira
http://www.popup.mus.br/2009/07/23/comecando-grande/

Acesso Mtv:
Perfeito: http://www.youtube.com/watch?v=GvBx91f3K_4
O Silêncio da luz: http://www.youtube.com/watch?v=iAxXCk09AEM
Fé ou Revolta?!: http://www.youtube.com/watch?v=NrKB8ISq1cU

Showlivre:
Entrevista_Thunderbird: http://www.youtube.com/watch?v=CiupuzGdvh4

Programa Cadulaque:
http://www.youtube.com/watch?v=0r9FhaUfTxE

Jornal do Brasil – Terça-feira, 22 de Setembro de 2009
Fé ou revolta? ORGÂNICA A nova banda de Bacalhau (baterista do Ultraje A Rigor) soa mais ligada ao pós-punk e à new wave do que o nome de seu disco de estreia faz supor.
Em uma seleção de faixas em que até o romantismo ganha contornos idealistas, destacam-se os bons vocais da baiana Cândyda e canções como Perfeito, À vida (Get it on) e o aceno à faceta mais pop de Siouxsie & The Banshees de O silêncio da luz. O interessante encarte é todo feito em clima de história em quadrinhos, com uma tirinha para cada faixa. (Ricardo Schott)

"Souvenir" – Segundo CD da banda Suzana Flag – Uma Obra Prima


www.suzanaflag.com.br

Depois de tanta espera, quase três anos, agora os fãs da banda Suzana Flag já podem comemorar: O CD “Souvenir”  (Nfoi lançado e pode ser encontrado nas melhores lojas. Mas antes de qualquer devaneio crítico-literário, ou algo que o valha, vamos a alguns informações técnicas importantes: O projeto para a concretização do “Souvenir”  foi premiado com o edital do selo Pará Musical, da Secretaria de Estado de Cultura do Pará, com produção dos guitarristas Joel Melo e Nicolau Amador. O disco foi mixado pelo gaúcho Iuri Freiberger no estúdio Toca do Bandido (RJ), do saudoso produtor Tom Capone, e masterizado no Magic Master Studio por Ricardo Garcia.

Agora sim, vamos detalhar com mais subjetividade o CD. Ele, especificamente, já pode ser considerado como um marco da História do Rock e do Pop do Pará. Por que? Primeiramente, porque, é impossível não ficar viciado de tanto escutá-lo. Todos os instrumentos, a voz da Suzane e os detalhes eletrônicos estão todos nos seus devidos lugares; sem tirar nem pôr. Uma canção está, perfeitamente, ligada à outra.

Outro detalhe importante do “Souvenir” é a preocupação com a qualidade da capa e do encarte, elaborados pela empresa paraense Libra Design. As ilustrações das páginas para cada música se apresentam com total independência, mas ao mesmo tempo, dentro da temática do que seja “Souvenir”.

Todas essas informações justificam porque que ainda é legal ter o CD da banda em casa, sobretudo, nesse período de aclamação do download e das músicas no formato streaming. Por esse e outros motivos é fica muito difícil falar, ou escrever de cada música. O CD  “Souvenir” é completo; e a banda Suzana Flag agora tem o produto necessário para conquistar o Brasil.

Longa Vida à banda Suzana Flag

É HOJE: POCKET SHOW DA BANDA SUZANA FLAG

www.suzanaflag.com.br

Suzana Flag promove pocket show de Souvenir

Depois da apresentação a banda fara sessão de autógrafos para os fãs que estavam ansiosos pelo novo disco

A banda Suzana Flag realiza nesta sexta-feira, 10 de setembro, um pocket show na loja Ná Figueredo, Av. Gentil Bittencourt, 449, para promover o disco Souvenir, lançado no dia 2 durante a Feira do Livro. A apresentação será seguida de sessão de autógrafos e venda de CDs a preços promocionais. “Teremos CDs e camisetas a venda pela metade do preço para que a gente tenha a oportunidade de estar próximo do nosso público, pois durante a feira não tivemos a oportunidade promover sessão e autógrafos, dada a correria do show”, explicou Joel Melo, guitarrista da banda.

O disco Souvenir sai de forma independente com apoio da Secretaria de Estado de Cultura do Pará, através do edital do selo Pará Musical, e contém 12 músicas gravadas em Belém e mixadas no Rio de Janeiro pelo produtor gaúcho Iuri Freiberguer. Produzido por Nicolau Amador e Joel Melo o disco causou muita expectativa nos fãs da banda que agora vão ter a oportunidade de tê-lo em suas mãos.

“O encarte está muito bonito. Um trabalho primoroso do pessoal da Libra Design que reflete exatamente o que a gente queria para o CD, uma coletânea de histórias cantadas sobre o nosso relacionamento como os nossos amigos e parceiros nesses anos todos que a gente ficou em Belém depois de sair de Castanhal”, conta a vocalista Susanne May.

Cheio de detalhes e surpresas pelo encarte e pelo disco, Souvenir tem requintes de produção nunca vistos em discos de pop rock produzidos no Pará. A faixa “Dual”, por exemplo, tem um arranjo de cordas belíssimo, feito pelo músico Ricardo Aquino, regente da Amazônia Jazz Band. “A gente tinha pouco dinheiro, mas queria muito gravar as cordas nessa faixa. E o Ricardo topou fazer. Ouviu nossas sugestões com muita atenção e chamou músicos jovens e talentosos para gravar conosco. Adoramos o resultado”, diz Nicolau, um dos produtores do disco.

Os músicos que gravaram a faixa foram Marcus Guedes (1º violino), Ronaldo Sarmanho (2º Violino), Patrícia Moura (viola), Bruno Valente (1º cello) e Arthur Alves (2º cello). Na seção de vídeos do site da banda (www.suzanaflag.com.br) também produzido pela Libra Design e hospedado pelo portal Ecleteca, há o registro do momento em que o quinteto, regido por Ricardo Aquino, gravou a canção no APCE Estúdio em Belém.

O disco contou ainda com a colaboração de Bruno Aquino, contrabaixista que gravou a maior parte das 12 faixas do disco, e de Elder Effe, ex-integrante da banda que atualmente toca com a Ataque Fantasma. Elder gravou baixo em duas faixas. As fotos do encarte são de Ana Flor e os assistentes de produção foram Gláfira Lobo e Andrey Monteiro.  O disco teve apoio ainda de Ná Figueredo e Multi AB Produções.

O pocket e sessão de autógrafos tem entrada franca e acontece nesta sexta-feira a partir das 17h no espaço cultural Na Figueredo (Av. Gentil Bittencourt, 449). O evento tem apoio da Associação Comunitária Paraense de Rock – Pró Rock.

Informações: (91) 8116 2607 / 9614 1005

Programa Balanço do Rock Especial com convidados especiais para comemorar os 20 anos

Hoje o clássico programa da rádio paraense “Balanço do Rock” comemora 20 anos, com muita vitalidade, apresentado pela enciclopédia sonora, Beto Fares. E com convidados especiais e, ao mesmo tempo, são grandes nomes da Música Pop Rock Paraense: Aíla Magalhães, Felipe Cordeiro, Suzane e Joel Melo (Suzana Flag) e André Abujamra. Para quem ainda não conhece o programa, é bom se ligar e sintonizar a Rádio Cultura FM (93,7) a partir das 16h, ou pela internet (www.portalcultura.com.br ).

Beto Fares

Clássica entrevista cedida pelo Beto Fares para o blog Rock Pará e também para o site Senhor F, quando o programa iria completar, no ano passado, 19 anos. Links: http://rockpara.blogspot.com/2009/07/balanco-do-rock-programa-da-cultura-de.html , http://www.senhorf.com.br/agencia/main.jsp?codTexto=5694

Balanço do Rock, programa da Cultura de Belém, completa 19 anos (AGORA SÃO 20 ANOS)
* Sidney FilhoO programa de rádio “Balanço do Rock” é o mais tradicional em Belém, e apresentado pelo radialista Beto Fares. O programa também conta com a participação Regina Silva, Ulisses Moreira, Agostinho Soares e Felipe Gillet na produção. Saiba detalhes da história do programa e também do futuro dele nessa entrevista.

Senhor F – Como começou o teu interesse pelo rock’n’roll?

Beto Fares – Minha mãe tocava violino, meus tios tocavam violão, minhas tias cordas. Isso me levou pra música. Sou caçula de oito irmãos, pude ouvir quase todo tipo de música, da bossa nova aos Beatles. O rock veio com todas essas coisas, reforçado com a adolescência e a ascensão dos anos 1970 com suas mega-hiper-super bandas.

Senhor F – Conte a história do programa “Balanço do Rock”, que já se tornou referência nacional?

Beto Fares – Quem começou com o “Balanço” foi o Marcelo Ferreira junto com o Felipe Gillet, eles fizeram um projeto pra uma série de programas contando o rock em quatro etapas, o rock nos anos 1950, 60, 70 e 80. Isso foi na volta das férias escolares de julho 1990. Eles me convidaram pra ajudar a montar os roteiros. Fizemos a série mas a resposta da audiência era muito significativa, principalmente para um quadro que tinha musical livre, onde podias tocar rock sem estar preso a série. As quatro edições acabaram e eu fiquei responsável pelo programa. O número de pedidos no programa era muito expressivo, mas o que achei significativo foi o quanto os ouvintes pediam e queriam saber sobre o rock local. Em 1993, achei que deveríamos começar a produzir alguns tapes pra suprir essa demanda. Descobrimos que as bandas não sabiam nem como funcionava um estúdio de gravação direito e foi ai nosso maior investimento. Invertemos todas as prioridades do programa deixando a música pop da cidade ser nossa referência número um. Daí, tem toda a história da inversão de valores do rock nacional nos anos 1990, e inconscientemente, todos os produtores nacionais estavam migrando no mesmo sentido, creio que por isso o “Balanço do Rock” ficou sendo a referência daqui, pelo menos na época.

Senhor F – Quais foram os melhores momentos? E os momentos mais engraçados?

Beto Fares – Cara, o “Balanço do Rock” é tão cheio de grandes momentos que até é difícil falar disso: as bandas em estúdio é um momento de prazer incomensurável. Um caso foi à gravação do Retaliatory. Marcamos as sessões pro inicio da noite, hora que todos largávamos do trampo. Daí, chega o Lúcio Face Boll com a bateria dele sem as ferragens, não por maldade, porque ele não tinha mesmo. Todo mundo já estava até desistindo quando o Assis Figueredo, engenheiro de som, entrou na sala com um daqueles cinzeiros de madeira coletivo que ficam nos corredores das repartições públicas e disse: “Tá aqui, eu arranjei o banco pra bateria”. Ficou um silêncio momentâneo e todos caímos numa boa gargalhada. Cabos de vassouras resolveram nosso pequeno problema e a música “Voice From The Silence” virou um hino banger na época.

Senhor F – Quais os próximos passos do programa?

Beto Fares – Continuamos ligados fortemente as bandas da cidade, estamos fazendo gravações ao vivo pra amostragens dentro do programa no máximo de qualidade técnica possível pra que além de mostrarmos as bandas, que elas saiam com um bom ensaio gravado. Outra coisa que acho legal, fizemos uma seleção de bandas com sons bem diversos pra rever a obra da banda Delinqüentes, um tributo simples a um dos caras mais agregadores e carismático da música daqui de Belém, o Jaime Katarro. Esse projeto coincide com os 19 anos do programa, os 24 do Delinqüentes e o 2° disco dos meninos. Uma banda de 24 anos cheia de histórias e hits que merecem ser mostradas para essa primeira geração do novo milênio. Esperamos que tudo esteja pronto até o final de agosto. Já temos dois outros projetos que vamos manter guardados. Por hora é isso. O “Balanço do Rock” hoje é um programa de prestação de serviços a música pop local sem barreiras ou preconceitos.

Aíla Magalhães

Felipe Cordeiro

Suzane e Joel Melo

André Abujamra