Laís Eiras, uma mineira quase paraense, lança novo livro: "90's Maníaca"

A mineira, com alma paraense, Laís Eiras acaba de lançar a continuação das aventuras pelo mundo da cultura pop, dessa vez agora pela década de 90. A jornalista mineira conta nessa entrevista detalhes do livro novo e também da forte relação com Belém do Pará. Saiba do estou falando.

Conte detalhes sobre esse novo livro?
Então, vc sabe que eu odeio anos 90 né? Nesse livro, a Luísa volta a viajar no tempo. Dessa vez ela leva a amiga Graziela junto. No começo ela fica bem brava com essa história de voltar para os anos 90 pq, assim como eu (coincidência, né?) a Luísa também não curte muito os 90. Chegando aos 90, Luísa percebe que algumas atitudes dela em 1985 (80Maníaca) haviam mudado a história de algumas pessoas (para pior), entre elas o Rick Mauro e a Soraya.
E como o princípio básico da viagem no tempo é não alterar absolutamente nada (aquele “não mexe em nada, menino!” que as mães dizem), Luísa resolve “consertar” tudo o que está errado, tudo o que não condiz com a realidade que ela conhecia. Sobre as referências, a nascimento da MTV Brasil, do manguebit e nosso “saudoso” presidente jet-ski fazem parte do cenário da segunda viagem da Luísa.

No primeiro livro (“80’s Maníaca”), você entrevistou vários músicos que foram importantes para a década de 80. E nesse livro, você usou o mesmo método, cite alguns artistas que você entrevistou para essa continuação?
Sim! Silvio Essinger (autor do Almanaque dos anos 90), Moisés Neto (autor de uma biografia do Chico Science), o cantor e compositor Wado, Carlos Rogério (estudioso do roquenrou), Ronaldo Gino (da banda Virna Lisi); esses são alguns. Todos tem alguma relação com o cenário pop dos anos 90 e deram importantes contribuições na contextualização do livro. Apesar do livro se passar na década de 90, não podemos nos esquecer de que a Luísa é uma “80maníaca” na década errada. Então, mantive o saudosismo oitentista em vários personagens e, não podia me esquecer de incluir alguns oitentistas nos depoimentos. O livro começa com um depoimento (de chorar, sério) do Dantas, um grande amigo e contamos também com a opinião do DJ Ivan Davis, velho conhecido dos paraenses.

Como foi a repercussão de crítica e de público do primeiro livro?
Foi muito boa! Além de ter sido comentado em muitos sites e blogs bacanas, o livro ficou entre os 10 melhores do Concurso Clube dos Autores de Literatura Contemporânea e foi figurante em um  filme chamado “Dia Dois de Junho Eu Acordei Careca!”(a foto dessa “figuração” tem no meu orkut, pode pegar de lá) http://twitpic.com/2ghaj8

Esse livro ele ser lançado fisicamente, ou só virtualmente?
Fisicamente, como o primeiro.

Haverá uma continuação? Quais são os teus próximos projetos?
Sim! 80 Maníaca II – o revival sai no ano que vem! É o fim da “trilogia de três partes” da Luísa. Para o lançamento desse terceiro e último livro (não aguento mais a Luísa, tô pensando seriamente em matá-la no final) estamos planejando algumas surpresinhas bem legais. Uma delas vai contar com a participação da banda Tancredos, daqui de BH. Não posso falar mais nada porque tudo o que eu disser aqui poderá ser usado contra a minha pessoa no tribunal.

Você tem uma relação muito forte com Belém. Pretendes lançar o livro por aqui?
SIIIIM! Estou com um plano para novembro com uma galera “oitenteira”
daí. Torço loucamente pra dar certo!

Contatos de Laís Eiras: lais.eiras@gmail.com
Sites:
http://oitentamaniaca.ash.com
http://noventamaniaca.ash.com

FESTIVAL MEGAFÔNICA

 
FESTIVAL MEGAFÔNICA TRAZ A BELÉM
A VANGUARDA DA CENA INDEPENDENTE NACIONAL
Ingressos para os shows começam a ser vendidos nesta segunda, 16 de agosto
 
No final de agosto, Belém se tornará a capital da cultura independente nacional durante a realização do 1° Festival Megafônica de Artes Integradas (dias 27 e 28) e do 1º Congresso Regional Fora do Eixo Norte (dias 27 a 29). Paralelamente ao Festival, acontecem a Mostra Audivisual Fora do Eixo (25 de agosto) e uma tarde de pocket shows no Espaço Aberto Ná Figueredo (26 de agosto). Os eventos serão realizados pelo Coletivo Megafônica e irão reunir na capital paraense alguns dos principais nomes da cena independente do país, com destaque para a banda Black Drawing Chalks, cujo CD Life is a Big Holiday for Us foi apontado pela revista Rolling Stone Brasil como o melhor disco brasileiro de 2009, e que estará se apresentando pela primeira vez em Belém.
 
O Festival Megafônica terá duas noites de shows. Na sexta, 27 de agosto, tocam no Espaço Cultural Cidade Velha: Felipe Cordeiro (Belém), Projeto Secreto Macacos (Belém), Paralelo XI (Primavera – PA), Tereza (Rio de Janeiro), Juca Culatra (Belém), Mini Box Lunar (Amapá), Johnny Rockstar (Belém) e Proyecto Gómez (Argentina); além das presenças do Casarão Floresta Sonora e DJs Pogobol. Integrantes de várias bandas bandas do Coletivo Megafônica participarão do show de Juca Culatra. No sábado, 28, acontecem no Açaí Biruta os shows de 16-Bits (Novo Repartimento – PA), Destruidores de Tóquio (Capanema – PA), Beatle George (Amapá), Veludo Branco (Roraima), Turbo (Belém), Brown-Há (Distrito Federal), Delinquentes (Belém) e Black Drawing Chalks (Goiás); além da discotecagem dos DJs Se Rasgum, Pogobol e Durango’95. Os ingressos antecipados começam a ser vendidos nesta segunda, 16 de agosto, nas lojas Ná Figueredo, a R$ 10,00; na hora dos shows, custarão R$ 15,00.
 
Na quarta, dia 25, o Cinema Olympia sedia a Mostra Audivisual Fora do Eixo, que terá a exibição de curtas, documentários e clipes realizados pelos Coletivos Fora do Eixo da região Norte, além de uma palestra sobre Vivências e Experiências Audiovisuais do Norte com a cineasta paraense Priscilla Brasil.
 
Na tarde de pocket shows no Espaço Ná Figueredo, quinta, 26 de agosto, irão se apresentar as bandas S.I.m, La Orchestra Invisível, Dharma Burns e Cryptatrio, que integram o Coletivo Megafônica.
 
O Congresso Regional Fora do Eixo Norte acontece entre os dias 27 e 29 no SEBRAE e terá debates e workshops sobre os novos paradigmas do cenário musical no Brasil e as alternativas de viabilidade do cenário frente à questão; o evento é uma das etapas preparatórias do 3º Congresso Nacional Fora do Eixo, previsto para outubro.
 
Formado há dois anos em Belém pela união de bandas, produtores e jornalistas que trabalham para estimular a cadeia produtiva da cultura sob a perspectiva da cooperação, o Megafônica é desde 2009 o Ponto Fora do Eixo no Pará. O Circuito Fora do Eixo surgiu em 2005 através de uma parceria entre produtores culturais das cidades de Cuiabá (MT), Rio Branco (AC), Uberlândia (MG) e Londrina (PR), que queriam estimular a circulação de bandas sem vínculo com grandes gravadoras, o intercâmbio de tecnologias de produção e o escoamento de produtos da cena independente, na qual se encontra a parcela mais criativa da produção musical brasileira atual. O Fora do Eixo está presente hoje em 25 dos 27 Estados brasileiros, e sua articulação permite fazer eventos do porte do Grito Rock América do Sul 2010, realizado nos meses de janeiro e fevereiro em 74 cidades do Brasil, Argentina, Uruguai e Bolívia, e que vem sendo considerado o maior evento cultural cooperativado do mundo.
 
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