Edição Especial: Som do Norte comemora, em Belém, 11 meses do blog no ar

NOITE SOM DO NORTE SÁBADO, 3/7, COMEMORA 11 MESES DO BLOG
Programação abre na sexta com workshop Jornalismo Cultural

No dia 3 de agosto de 2009, entrava no ar o blog Som do Norte (www.somdonorte.com.br), dedicado à divulgação da produção musical dos estados do Norte do Brasil, numa iniciativa do jornalista gaúcho Fabio Gomes. Para comemorar os 11 meses do blog,dois eventos serão realizados em Belém neste final de semana: o workshop Jornalismo Cultural 2.0, na sexta, e a Noite Som do Norte, no sábado.

O Workshop Jornalismo Cultural 2.0 integrou a programação do recente Conexão Vivo Belém, em junho, e volta a ser realizado na capital paraense no dia 2 de julho, sexta, a partir das 16h, no Espaço Cultural Ná Figueredo, na Gentil Bitencourt. No workshop, aberto ao público em geral, Fabio Gomes conta a motivação para criar o blog e detalha como tem sido fazer no Sul um veículo que comenta a cena musical nortista.

Entrevista com Fábio Gomes – Originalmente publicada no link: http://ver-o-pop.ecleteca.com.br/2009/12/11/blog-som-do-norte-www-somdonorte-blogspot-com-direto-do-sul-do-pais-um-blog-dedicado-a-musica-nortista/


Fábio Gomes – Jornalista do Sul apaixonado pelo Som do Norte é o responsável pelo blog Som do Norte (www.somdonorte.blogspot.com), atualmente, é uma das grandes referências nacionais sobre o que está acontedendo de mais interessante na música, dos mais variados estilos, no Norte do Brasil.

Como surgiu o teu interesse pela música paraense? O que você poderia destacar?

Em meu trabalho como jornalista cultural (edito há sete anos o site www.brasileirinho.mus.br), procuro sempre estar aberto para os sons de várias partes do Brasil. Mas só fui me dar conta de que nessas várias partes não estava presente o Norte ao ser convidado pra cobrir o Festival Varadouro, em Rio Branco, em setembro de 2008. Pouco depois, ao começar a trabalhar como assessor de imprensa de alguns artistas de Belém, comecei a ter mais contato com a cena daí, conhecendo outros artistas e me inteirando de características muito peculiares da cena local. Por exemplo, é incomum fora do eixo Rio-São Paulo o artista fazer várias apresentações por mês ou mesmo por semana na própria cidade, em bar e em teatro, durante o ano todo! Isto cria um mercado fantástico. Em Porto Alegre, só pra efeitos de comparação, é raro que o artista local toque na cidade mais que duas ou três vezes por ano, sem falar que show em teatro só se faz pra lançar CD.

Outra coisa incrível na cena de Belém é que vocês têm artistas de muita qualidade em qualquer estilo musical. Eu não gostaria de citar nomes, porque estamos em pleno “processo eleitoral”: atualmente, o Som do Norte realiza a enquete Música do Ano, na qual nossos leitores irão apontar, dentre as canções compostas e gravadas por nortistas, qual delas marcou 2009. Num total de 41 músicas, 16 são de artistas paraenses – a relação completa está em http://somdonorte.blogspot.com, e será mantida na capa do blog até o final da enquete, no próximo dia 30. Mas, enfim, não fugindo totalmente da pergunta: dos nomes paraenses que concorrem, três foram indicados pelos leitores – Arthur Nogueira (“Sei Lá”), Joelma Kláudia (“Um”) e Madame Saatan (“Rio Vermelho”) -, os demais foram pré-selecionados por mim.

Para você, por que a música paraense não consegue um destaque maior na grande mídia e se torna mais popular?

Entendo que você pergunta sobre a música paraense porque é o seu Estado, mas a situação é a mesma se pensarmos na música amazonense, ou sul-mato-grossense ou gaúcha: toda a produção musical feita em qualquer parte do Brasil que não corresponda aos “padrões de mercado” não encontra espaço na grande mídia – quanto mais autoral, densa e distante de estereótipos, mais difícil será sua difusão para as grandes massas. Aí vai de cada artista se posicionar: ao decidir se manter coerente com uma proposta musical que destoe do que a grande mídia veicula, deve estar consciente de que vai ter que trilhar um caminho alternativo a ela. Já houve um tempo em que o Brasil todo cantava música do Pará: ali por1989-90, a indústria fonográfica elegeu a lambada o “ritmo do momento”. Isto colocou nas paradas de sucesso tanto grupos autênticos de lambada, com anos de trajetória, quanto dezenas de adesistas, que gravaram lambada almejando o sucesso fácil – e sem demora os adesistas passaram a ter mais espaço que os autênticos.

O resultado é que em pouco tempo o público ficou saturado, o mercado elegou nova “moda”, descartando os artistas que até a véspera impunha ao país como “grandes nomes”, e a lambada sumiu do mapa. Me corrija se eu estiver errado, mas até onde sei, nem no Pará hoje você encontra grupos, ao menos urbanos, dedicados à lambada. Basta comparar com a situação do carimbó, que não passou por esse processo de superexposição: há muitos grupos de carimbó, e até um campanha para torná-lo patrimônio imaterial brasileiro.


Como surgiu a ideia de criar o blog Som do Norte? E quais foram as repercussões?

O blog Som do Norte é fruto direto do que comentei nas duas respostas anteriores. Aos poucos fui me dando conta de que estava conhecendo todo dia trabalhos musicais de muita qualidade, mas sem a menor possibilidade de ganhar espaço na grande mídia – e nada indica que esse quadro irá mudar. Comecei então a veicular músicas de artistas de Belém no site Brasileirinho, mas aí uma coisa me preocupava. Como o site é focado em choro, samba e MPB, eu não tinha valorizar artistas paraenses de outros estilos, e muito menos como aproveitar devidamente um presente maravilhoso que ganhei do Sistema Público de Comunicação do Acre: centenas de gravações de artistas acreanos, a maioria de rock. Volta e meia também recebia CDs de artistas de Rondônia, enviados por amigos de Porto Velho; ano passado entrei em contato com o grupo Eware, formado por índios Tykuna do Amazonas, que numa entrevista ao site G1 falaram que queriam colocar o som deles na internet mas não sabiam como fazer… enfim, quando vi tinha em mãos um material culturalmente muito rico, por sua variedade e qualidade, e me senti no agradável dever de lhe dar visibilidade. Para isso, eu tinha dois caminhos: ou publicava tudo no Brasileirinho, descaracterizando a proposta original do site, ou criava um espaço novo, unicamente para difundir a produção musical nortista. Óbvio que a segunda opção era muito melhor, e aí coloquei no ar o Som do Norte.

A repercussão tem sido maravilhosa. O Som do Norte já foi citado em vários jornais do Norte – inclusive com grande destaque em A Crítica (Manaus) e no Jornal do Tocantins (Palmas) – e de outras regiões, como O Estado de Minas (Belo Horizonte), a revista Época (São Paulo), os sites Música, Teatro e Cia. (Maceió) e Visto Livre (Rio de Janeiro). A enquete da Música do Ano repercutiu de imediato, sendo citada na newsletter do Ná Figueredo no mesmo dia em que foi anunciada no blog. As bandas têm mobilizado os fãs no Twitter, pedindo que votem, e o resultado é que em menos de 48 horas já recebemos mais de 1200 votos. E quase toda semana algum texto nosso é citado ou reproduzido em sites e blogs de jornalistas e bandas do Norte.

Quais são os teus próximos projetos?

O primeiro é, com certeza, consolidar o Som do Norte como uma referência sobre música independente nortista. A primeira ação prevista para 2010 é em janeiro, tão logo seja anunciado oficialmente o resultado da Música do Ano, fazer entrevistas especiais com compositor, intérprete, banda, enfim, os responsáveis diretos pela criação da canção preferida pelos nossos leitores, e divulgar isso amplamente, em nível nacional. Uma meta constante é buscar tornar o blog melhor a cada dia, e aumentar o grau de interatividade com o público.

Ano que vem é também o Centenário de nascimento de Noel Rosa; desde março de 2008, divulgo no Brasileirinho a parte da obra dele que passou ao domínio público. No momento, estudo parcerias visando organizar uma grande homenagem a Noel, mas não posso adiantar nada por enquanto.

Fora isso, mais que projeto, tenho um desejo: poder ir com maior frequência ao Norte, acompanhando diretamente shows, festivais, toda a movimentação musical daí. Por mais que a internet encurte virtualmente as distâncias, sempre será preferível a observação direta do fato noticiado.

Entrevista (e Edição) Especial: Vídeos SENSACIONAIS da dupla Stereologica

Contatos com a banda Stereologica: http://www.myspace.com/stereologica e/ou http://twitter.com/stereologica

A dupla e banda carioca Stereologica, além da música, está produzindo uma das séries de vídeos mais da internet nacional. Com muito bom humor, Mari e Roberto ensinam como preparar biscoitos gostosos, como também falam sobre as tendências da moda e comportamento no canal dentro do videolog.

Como vocês tiveram a ideia de iniciar a produção dos vídeos no videolog? E como foi e, agora, como está a receptividade dos internautas?

Engraçado que acabamos de responder uma pergunta parecida no formspring.me/stereologica . O videolog surgiu da nossa vontade de publicar um conteúdo diferente periodicamente na rede, e também de compartilhar interesses que temos além da música (e os bastidores do nosso trabalho com a banda) com as pessoas que acompanham a gente através das redes sociais. Nós pensávamos que seria uma ferramenta principalmente para manter o interesse do pessoal que já conhecia a gente e eventualmente conquistar um ou outro usuário que passasse desavisado pelos vídeos. Foi mais o menos o que aconteceu no começo com o primeiro episódio, que colocamos no Youtube e divulgamos no Twitter. Daí, o pessoal do videolog.tv nos “rastreou” através de busca no Twitter, pois usávamos a hashtag #videolog na divulgação dos vídeos. E essa é tipo a “hashtag oficial” deles, coisa que não sabíamos – na verdade, nós nem conhecíamos o site ainda. Acabou que os caras viram os vídeos, gostaram e nos convidaram a postar no site, e foi lá que bombou pra valer. Enquanto no Youtube tivemos 180 visualizações, no videolog.tv tivemos 600 em uma semana, pro primeiro vídeo. No segundo, foram 100 no Youtube e 1000 no Videolog. E extrapolou muito as expectativas que tínhamos, muita gente conheceu a banda por lá, a quantidade de visualizações que tivemos nos rendeu destaque na página principal do site, o que trouxe ainda mais visualizações… foi um ciclo virtuoso. E tá dando muito certo, tanto que ficamos três semanas sem postar por um problema técnico, e em três dias o último episódio já bateu todos os nossos recordes, teve mais de 1500 visualizações.

Os vídeos têm um lado muito engraçado, que surge com muita naturalidade. Vocês devem se divertir bastante no processo de produção e gravação, né? E já houve alguma vez, que vocês não conseguiram se controlar?

Como assim alguma vez que não conseguimos nos controlar? Nós NUNCA nos controlamos, ficamos os dois bobos às vezes rindo sozinhos com a câmera e fazendo piada. É muito divertido de gravar, mas na hora da edição dá mais trabalho, porque temos que cortar muita coisa senão não cabe no vídeo. De repente sai natural porque nós realmente somos assim no dia-a-dia, entre a gente.

Quais são as perspectivas tanto dos vídeos quanto para a banda Stereologica?

Esse ano nossa meta é tocar bastante fora, começamos o ano com uma turnê no Sul no Grito Rock, passando por Porto Alegre e Santa Maria, e ainda rolou um show extra em Novo Hamburgo. Fizemos muitos amigos entre o pessoal de outras bandas por lá, com a galera do Macondo Coletivo, de Santa Maria… Foi muito bacana, estamos loucos pra voltar. Acho que mais pro final do ano deve rolar. Também estamos nos organizando pra voltar ao Chile, onde tocamos no fim de 2009, os primeiros shows da banda em dupla, nossa grande prova de fogo. Queremos nos inserir no circuito de festivais independentes. Além do Grito Rock, tocamos agora em maio no Festival Fora do Eixo, foi nosso primeiro show no Circo Voador, que é sempre um momento importante pra uma banda. Agora estamos com um projeto pra dar uma movimentada na cena independente na Região dos Lagos, aqui no Rio. Isso deve rolar pra agosto. E estamos nos organizando pra fechar uma agenda bacana no segundo semestre, já estamos pensando até no começo do ano que vem. Banda independente tem que ser assim, pedra que rola. Senão, cria limo.

Quanto aos vídeos, tem o Videologica, que agora voltamos a manter semanalmente sem falta, esperamos que continue divertindo o pessoal que assiste, e que cada vez mais pessoas venham assistir e participar com a gente. Nós sempre falamos sobre os comentários do vídeo anterior, isso tem deixado os vídeos mais divertidos. Além do Videologica, nós temos algum material de shows que queremos editar e jogar na rede também, aos poucos. E estamos com dois clipes prontinhos, apenas esperando algumas resoluções burocráticas de registro pra podermos lançar, mas esses devem ir primeiro pra TV. Aliás, se alguém entende de registro de vídeos na ANCINE, mande um e-mail para contato@stereologica.com – estamos precisando muito de ajuda!

Vocês recomendariam tanto a produção de vídeos independentes quanto a participação ativa das bandas nas redes sociais?

A participação nas redes sociais pra qualquer artista hoje, principalmente aqueles que estão começando, é fundamental. Quem não participa tá dando mole, tem muita gente interessada por novidade espalhada nos twitters e facebooks da vida. É só uma questão de saber chamar a atenção dessa galera. No nosso caso, temos o Videologica, que está cumprindo muito bem essa função, mas a gente tem consciência de que não pode depender só disso. É só uma parcela de todo o trabalho que temos com a banda, não podemos esquecer que o nosso produto mesmo é a música. Cada banda ou artista deve encontrar a sua própria maneira de dialogar com seu público ou com o público-alvo. A Stereologica funciona com o videolog, mas outras bandas podem funcionar melhor trabalhando de outras formas. O bacana da época em que estamos é que não tem regra pra fazer a coisa funcionar, e isso incentiva as pessoas a desenvolverem sua criatividade, e a partir dela, seu próprio método.

Muito Rock'n'Roll com a banda Álibi de Orfeu

Rock, rock e mais rock, claro que com a base do som black,  traduzem a nova fase do ÁLIBI DE ORFEU. Formado por Rui Paiva (bateria e percussão), Sidney KC (contrabaixo e backvocal), Gláfira Lobo (vocais) e Paulinho Gui (guitarra e backvocal) a banda solidifica seu trabalho dentro do cenário musical do Pará e começa a atingir um público fora das fronteiras do Estado.

A banda foi uma das expoentes do movimentado cenário do rock paraense do final dos anos 80 e início dos anos 90. Gravou um disco homônimo em vinil que teve duas tiragens esgotadas. Foi a primeira banda da época a ter uma música entre as primeiras colocadas da extinta BELÉM FM e fez grande sucesso, inclusive, no interior do Estado. Chegaram a participar de shows antológicos nos 10 anos do CIRCO VOADOR no Rio de Janeiro ao lado de CÁSSIA ELLER e depois com o IRA!, CIDADE NEGRA, CAPITAL INICIAL e BARÃO VERMELHO em grandes festivais no Pará.

Depois de uma parada providencial na segunda metade dos anos 90,  em 2003, gravaram o CD demo “Quem disse que a vida era fácil?”, lançado pela Na Records que teve várias tiragens esgotadas e a música que dá nome ao CD ficou em primeiro lugar em programas de rádio em Belém e pela internet como na Rádio Mundo Rock. Com a popularidade em alta, a banda se deslocou para São Paulo e Ceará para participar de grandes eventos musicais como a Bienal da UNE e a Feira de Música Independente de Fortaleza. Além disso, na internet, a banda ficou em segundo lugar no TOP 10 do site carioca Canções e em segundo no VOTO POPULAR demonstrando a boa receptividade do trabalho da banda.

O músico e produtor musical EDGARD SCANDURRA do grupo de rock IRA! apostou novamente na banda e veio produzir o terceiro trabalho autoral. No novo CD, Scandurra toca, canta e produz juntamente com o ÁLIBI DE ORFEU o CD “Só Veneno”. Segundo ele em entrevista para o jornal O Liberal – Cartaz: “O ÁLIBI DE ORFEU está mais rock que o primeiro trabalho lançado em 1992. Os músicos são muito bons e possuem composições que podem perfeitamente fazer parte da programação das rádios. Vai dar o que falar.”


Nos grandes eventos de rock da cidade a banda atesta sua popularidade quando a galera canta e vibra com as músicas autorais. Foi assim no Cidade Folia com a Pitty e Detonautas, no Fest Rock II e III, no Festival Cultura de Verão e no Memorial do Rock I. O público que acompanha a banda em diversos lugares faz a diferença. Hoje o público está mais diversificado e exigente com a banda.

O ÁLIBI DE ORFEU apresenta seu segundo trabalho e promete muito, pois foi feito como os fãs da banda pediram e cobraram o tempo todo. Só que dessa vez a banda tem mais uma surpresa: Roberto Frejat do Barão Vermelho fez um solo arrasador na música que dá nome ao novo trabalho.

Assessoria de Imprensa

CONTATOS:

Produção:

alibideorfeu@gmail.com

alibideorfeu@folha.com.br

www.alibideorfeu.com

Uma coisa é certa: ninguém pode dizer que não possui um pouco de veneno correndo na veia. Quem for santo que atire a primeira pedra!

Nem é tão engraçado ver alguns casais que só faltam ir às vias de fato durante suas brigas. Alguns até partem para o tapa, descambam para baixarias, vão para delegacias de polícia, aparecem em páginas policiais, tudo em nome de um “amor” que teima existir e não consegue acabar. Será?

E um tempo depois: “Tudo bem, a gente fica junto mais uma vez, mas vai ser desse jeito…”. “Eu te amo, mas não consigo mudar”. “Eu não presto, mas eu te amo”. Nessa hora é que fica fácil ver o veneno, o doce veneno da salvação (mas que salvação?) que escorre quase invisível. E a vida continua…

E esses venenos vão escorrendo, escorrendo e até que chegaram ao laboratório de pesquisa musical denominado ÁLIBI DE ORFEU. Entre tubos de ensaio e processadores, etiquetas de identificação reluzentes, separaram os diversos tipos de veneno: “SAIA E BATA A PORTA”; “SÓ VENENO”; “CONFISSÕES”; “TÔ DEIXANDO VOCÊ”…

Foi muito trabalho que durou quase três anos para ser separado nos tubos de ensaio após intensa pesquisa entre os bares da vida e pelos palcos de diversas regiões. Muita gente queria deixar um pouco de veneno para a pesquisa e ninguém entendia o porquê dessa necessidade de mostrar algo tão íntimo. Tinha uma explicação – o veneno é universal. Atinge todas as classes e pessoas. Não livra ninguém de seu alto poder de corrosão do caráter!

Eles resolveram publicar essa experiência. O ÁLIBI DE ORFEU apresenta para o grande público o resultado dessa pesquisa denominado apenas de “SÓ VENENO”. Obra composta em 12 capítulos esclarecedores da essência do inexplicável poder venenoso da luta eterna entre o bem e o mal.

Os cientistas: Gláfira Lobo (vocais), Sérgio Barbosa (guitarras, violões e backvocals), Sidney KC (contrabaixo e backvocals) e Rui Paiva (Bateria, percussão e backvocals). Até o momento tentam encontrar uma formula para se livrarem do alto teor de veneno

Coordenação da experiência: Edgard Scandurra (violão e backvocals) que produziu a obra ao lado da banda e participou da experiência “NOSSA TORRE DE BABEL”. Edgard teve que ficar de quarentena no laboratório em Belém por precaução para não contaminar o grupo IRA! e nem o BENZINA.

Inspeção pragmática rock and roll: Roberto Frejat (guitarra) que participou da experiência “SÓ VENENO” na execução de um solo rock and roll. Frejat descobriu um antídoto contra um dos venenos e foi salvo pela equipe de cientistas de prontidão graças à deglutição de pescada amarela com jambú ao molho do tucupi.

O som: Rock. Pesado. Técnico. Melódico. Experiência.

Influências: Todos os rocks, do metal ao hard rock, black music, feitos com a alma e com o coração, sem preconceitos.

Movimento Curupira Antenado apresenta no dia 25: Pata de Elefante (RS) em Belém

Qualidade e quantidade,…mudanças importantes, o novo cenário da música brasileira e o imenso volume de excelentes bandas e artistas, aparecendo em todo o País.

O Programa CONEXÃO RS-PA, nesta fase leva o público a experimentar boa música instrumental brasileira mundial. E foi-se o tempo que as bandas instrumentais serviam apenas para se ouvir em casa; a essa mudança ligamos, também, a Pata de Elefante (RS), direto de Porto Alegre. Intercâmbio sócio-cultural entre o povo da floresta e o povo dos pampas, Programa CONEXÃO RS-PA.

Cooperação sonora paraense: banda Floresta Sonora e Dj Homero da Cuíca. A produção cultural é do Movimento Curupira Antenado junto com Studio Pub.
A idéia e ação é que Belém seja rota de importante convergência cultural brasileira; expansão e cooperação sócio-cultural; boas parcerias com os Estados e povos irmãos.

Gabriel Guedes e Daniel Mossmann se revezam entre guitarra e baixo, imprimindo a dupla sonoridade característica do grupo, sustentada pela bateria de Gustavo Telles; a banda Pata de Elefante (RS) surgiu em janeiro de 2002. O trio se diferencia por fazer rock instrumental com ênfase nas melodias, canções instrumentais que chegam forte ao público acostumado a ouvir música com vocal.

Em 2009, a Pata de Elefante ganhou o Vídeo Music Brasil (MTV), Melhor Banda Instrumental, e marcou presença na caixa que foi recém- lançada pelo Rumos Música, do Itaú Cultural. Agora lançaram seu terceiro disco, chamado “Na cidade”, http://albumvirtual.trama.uol.com.br/lancamentos.

Para equilibrar, ou não, mas sempre em boa estética e conteúdo, interagir com o experimentalismo sonoro das bases da música paraense, a música instrumental das bandas:

Floresta Sonora, que gravou o CD de estréia em meio a viagens ao encontro da natureza, uma espécie de escambo de frequências entre salas de estúdios e ambientes naturais (Léo Chermont – guitarra; MG Calibre – baixo; e Arthur Kunz -Bateria).

Serviço: Movimento Curupira Antenado (http://www.movcurupiraantenado.blogspot.com) e Studio Pub apresentam: Progama Cultural CONEXÃO RS-PA – Show de lançamento do CD, “Na Cidade”; banda gaúcha Pata de Elefante, no Studio Pub (Trav. Presidente Pernambuco 277), 25, 22h, shows das bandas paraenses: Floresta Sonora (25/06/2010) e Projeto Secreto Macacos (25/06/2010); e Dj Homero da Cuíca. Ingressos R$ 20,00 até 25/06 00h, depois R$ 25,00; Lojas Na Figueredo, D. Dica (no Feliz Luzitânia- Cidade Velha) e A Portinha (Cidade Velha).

Entrevista Especial: Ana Flor – Fotógrafa com muita atitude e delicadeza

A fotógrafa paraense Ana Flor, atualmente, é referência tanto no Estado quanto no Brasil. O que prima no trabalho dela, em todas as vertentes, é a atitude e a delicadeza. Entenda o que estou querendo dizer nessa entrevista especial e exclusiva.

Contatos: (091) 8224 3577 ; http://www.flickr.com/_anaflorhttp://twitter.com/_Anaflor

Como e quando começou o teu interesse pelo universo da fotografia?

Quando eu tinha 10 anos rolou uma feira cultural no Colégio do Carmo, onde eu estudava, com Tema “Bairros de Belém e suas histórias”. Com 10 anos de idade ninguém quer perder muito tempo com coisas de escola (mas não é o correto hein crianças!), a maioria da molecada do meu grupo morava na Cremação, então pensamos “vamos falar sobre o forno Crematório!”. Pronto, fechamos o Tema. Marcamos uma visita ao bairro com o nosso professor de história do Pará, então ele disse “Olha, façam uma coleta e contratem um fotógrafo para registrar a visita”. Pedimos ajuda aos nossos pais, é claro, e convidamos o Seu Antônio, o fotógrafo das missas, batizados e festas juninas do Carmo. Grande Seu Antônio, mas ele meteu a mão, cobrou 15 reais de cada um. Então conseguimos a grana pra coleta, mas nessa época o Tamagotchi era a sensação do momento e também super caro. Resumo da obra, a metade dos integrantes do grupo torrou a grana comprando um Tamagotchi pirata na porta do colégio. Quando chegou o dia que antecedia a visita ninguém tinha um tostão! Desmarcamos com o Seu Antônio, que ficou super chateado, pois perdeu 120 reais.

Como na época eu era super influenciável, acabei ficando com a missão de arrumar uma máquina e fotografar. Eu nem dormi direito, nessa época ainda não existia máquina digital, nem celular com câmera. A única experiência que eu tive foi com uma máquina descartável que vinha de brinde com o abadá do Pará Folia, e foi decepcionante, porque abri a máquina, queimou o filme, apanhei e minha mãe não fotografou o Marco Monteiro. Consegui a máquina com a minha Tia, eu sempre fui meio baixa e magra, então com 10 anos aquela máquina era do tamanho do mundo pra mim.

Enfim, eis que chega o dia. Meu pai comprou o filme, 36 poses em PB, porque o dono da loja disse que era mais “artístico”. Então tá, fomos, oito pirralhos entre 8 e 10 anos super empolgados. Hoje um moleque de 10 anos pega uma máquina digital e faz 300 fotos para colocar no Orkut, na época às crianças tinham outros interesses; eu era uma menina que queria uma casa da Barbie e um Bob e estava com uma máquina analógica na mão sem saber o que fazer.

Quando descemos do ônibus o professor quase se mata, as crianças viraram bichos! E eu, gelada, não sabia por onde começar. Então dei o primeiro “clique”… Depois disso percebi que a fotografia não iria mais me largar. Resultado final da experiência: De um filme de 36 poses, 20 queimaram, 10 ficaram montadas umas por cima das outras e 6 funcionaram. Dessas 6 uma chamou a atenção de todos, tanto que virou estampa da camisa da Feira Cultural.

No ano seguinte, com 11 anos, fiz um trabalho cujo tema era “Artistas Paraenses”. Eu já estava encantada pela fotografia, então resolvi falar sobre o Luiz Braga. Ele foi super gentil, o entrevistei, ele cedeu imagens pra eu expor na sala e apareceu no colégio no dia da apresentação. Quase tenho um troço de tanta emoção. E no final de tudo me presenteou com uma das imagens. Desde então venho fotografando, com todas as dificuldades que se tem em qualquer profissão, mas morta de feliz. Fui selecionada dois anos consecutivos para a mostra de Artes Visuais da Galeria Graça Landeira / Unama, participei de dois varais fotográficos no Ver-o-Rio, fui Still do documentário premiadíssimo “Mãos de Outubro”, fiz fotos de divulgação de várias, entre elas Norman Bates, La Pupunã, Suzana Flag, Clepsidra… E por aí vai, Avante e Além.

Quem são as tuas principais influências?

A fotografia é o centro do meu trabalho, mas além de fotografar comecei a discotecar, componho músicas e tenho um trabalho com o teatro, então minhas influencias vêm de vários campos. Mas como todas as artes acabam intercalando-se de alguma maneira, as músicas influencia minhas fotos, que influenciam minha atuação e assim vai.

Mas listando algumas influencias fotográficas fica mais ou menos assim:

O PB das imagens do Miguel Chikaoka e o Colorido das do Luiz Braga. Cartier Bresson por me mostrar que o acaso não acontece sempre, e quando acontece é só uma vez. Boris Kossoy por me lembrar que fotografias escondem significados perdidos e representações secretas que um dia despertará emoções. Duani Michael por embaralhar minha cabeça com seus pensamentos malucos e verdadeiros sobre a “realidade fotográfica” com coisas do tipo: “Eu quero saber o que é que se pode sentir para além do que as coisas parecem”.

Fora isso várias coisas me influenciam. Boas conversas, ótimas companhias, música de qualidade. Coisas negativas também, presto muita atenção no que não tenho que fazer e no que não tenho que me tornar.

A tua exposição sobre o Rock Paraense foi impressionante (na Feira do Empreendedor do SEBRAE). O que você poderia destacar dessa coleção de fotos? E como é a tua relação com o Rock’n’Roll, sobretudo com o Rock Paraense?

Ô meu amigo, obrigada. Cresci em um ambiente bem eclético. Minha mãe ouvia de João Bosco à Fruta Quente, passando pelo Wanderley Andrade e terminando na Timbalada.

Quando fui morar com meu pai pirei completamente (ainda bem). Ele foi pro Woodstock, morou no Rio na época do Tropicalismo e na Praça da República quando virou hippie. Então minha “personalidade musical” começou a ser moldada, comecei a adorar música Brasileira. Mas ainda gosto de algumas coisas que eu escutava nos sábados de limpeza de casa com a minha mãe.

O Rock me intimou com 17 anos. Comecei a ouvir o básico: The Beatles, Metálica, Led Zeppelin…

Depois fui me aprofundando, gostei tanto que fui aumentado os gêneros: rockabilly, new wave, grunge, punk.

Quando comecei a trabalhar na Pro Rock comecei a conhecer melhor as bandas de Rock Paraense. Bandas como Jolly Joker, Delinqüentes, Norman Bates, Madama Saatan, e assim vai, nesse mesmo nível de qualidade.

Então meu olhar sobre as performances frenéticas dos músicos foi se aperfeiçoando.

Adorei a idéia de expor na Feira do Empreendedor, foi um ótimo canal pra divulgação e a receptividade do público foi ótima.

Essa exposição foi um compacto de todas as mostras do Bafafá Pro Rock, mostras que me deixaram mais perto das bandas da cena independente de Belém.

Bom, o que posso destacar dessa Exposição é a foto do Mestre Laurentino, adoro,  foto pra posteridade.

Quais são os teus próximos projetos?

Continuar fotografando tudo e todos, pesquisar novas coisas pra qualificar minha discotecagem, passar um tempo em Recife pra ampliar ainda mais minhas ideias, tem um convite pra fazer um exposição no Rio com um casal de amigos, fazer novos espetáculos teatrais, voltar a dar aulas de acrobacia, casar, ter meus herdeiros visionários… Na verdade tenho tantos projetos que acho que devo reencarnar mais uns 50 anos.

Álibi de Orfeu ganhando espaços no Brasil

http://www.alibideorfeu.com/

A banda paraense Álibi de Orfeu é uma das mais importantes tanto no Estado quanto no resto do País. A constatação disso é que o CD “Só Veneno” (Ná Music) foi produzido pelo inquestionável talento nacional Edgar Scandurra.

Mas a atual conquista da banda foi o artigo que foi publicado no importante site Music News: http://www.musicnews.art.br/News.aspx?ID=30280 . Esse fato vem marcando e tornando a história da banda bem mais forte. Esse sim é um dos Orgulhos do Pará.


Hoje é dia do Projeto Invasão Caipira, em Pirabas (PA) – Entrevista com os Destruidores de Tóquio de Capanema (PA)

Hoje é dia de mais uma edição do Projeto Invasão Caipira, dessa vez no município paraense de Pirabas (São João de Pirabas é uma cidade e um município do estado do Pará, Brasil. Localiza-se na microrregião de Salgado, mesorregião do Nordeste Paraense. O município tem 17 861 habitantes (2003) e 709 km². Foi criado em 1989. Fonte Wikipédia – http://pt.wikipedia.org/wiki/São_João_de_Pirabas).

O evento foi idealizado pelos músicos da banda Destruidores de Tóquio, de Capanema (Capanema é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 01º11’45” sul e a uma longitude 47º10’51” oeste, estando a uma altitude de 24 metros. Sua população estimada em 2009 era de 64.429 habitantes. Neste município o/a ocupante do cargo de prefeito/a tem no cerimonial uma faixa prefeital – Fonte Wikipédia – http://pt.wikipedia.org/wiki/Capanema_(Pará)).

Saiba mais nessa entrevista com o baixista e vocalista da banda Alex Lima. Além dele, a banda é formada por Nazo Glins (guitarra) e Messias Lima (bateria). Mais sobre a banda:  http://www.myspace.com/destruidoresdetoquio

Destruidores de Tóquio em ação

http://www.youtube.com/user/musicaparaensetv#p/u/8/0UXWQv903lE

Como cada integrante começou a gostar de Rock’n’Roll? E quais foram as primeiras influências musicais?

– Nazo Glins, guitarrista e vocalista não gostam muito de Rock, com exceção de Rock rural (Avesangria, Sá e Gruarabira…), na verdade ele gosta de Bregas antigos, e artistas malditos da nossa MPB, eu gosto de algumas bandas dos anos 80’s (The Smiths, Talking Heads, Teenage Fanclub…), mais The Kins, the animals, Richard Hell & the Voidoids, Velvet Underground, The Who…, Messias Gosta de Odair José, Erasmo Carlos – 1971 , Cake, super grass. Autoramas, Iggy Pop, The Kinks, The Who …

Como foram as primeiras experiências como músicos? E quais os fatos marcantes nesse início da carreira de cada um?

– Nazo Glins, veio de bandas que já rodava pelo interior desde o início dos anos 90’s, eu (Alex Lima) o acompanhei em duas dessas últimas bandas, a Primeira experiência do Messias como músico foi nos Destruidores de Tóquio. O que mais marcou nosso início de carreira foram as longas turnês por municípios bem pequenos do nosso Estado, e a nossa ida a Belém, onde aparecemos com uma proposta completamente nova de se fazer rock no Estado o que causou muita estranheza na cena, sei que hoje em dia já tem muita banda fazendo o que fazíamos no começo, facilitando assim um maior entendimento com o público.

Alex Lima pirando no palco

Como surgiu a banda Destruidores de Tóquio? E o que vocês poderiam destacar em toda a trajetória da banda?

– Na verdade nós já inventamos tantas histórias a respeito da origem da banda que acabamos esquecendo como nós realmente começamos, acabamos de encontrar algumas fitas de VHS velhas com antigas apresentações da banda talvez a gente descubra agora. O que podemos destacar em nossa trajetória, primeiro o lançamento do nosso disco “O Avesso e O Avesso”, que deu uma guinada nas nossas vidas, e o fato de sempre estarmos nos movimentando ou em turnê pelo interior ou em outro Estado, inventando festivais e projetos, tudo na base do “faça você mesmo”.

Vocês já se apresentaram fora do Pará. Como foram essas experiências?

– Das vezes em que tocamos fora, pudemos destacar a turnê do ano passado onde viajávamos pelo interior de São Paulo e Rio de Janeiro de carro, levando todo o equipamento, apesar de algumas estruturas capengas e do público que nem sempre comparece (mesmo tocando com grandes nomes da cena independente), é uma grande experiência que nenhuma banda pode deixar de ter, sem essas viagens ainda seríamos a bandinha caipira, brigando por um espaço na Capital, depois de tudo isso, é que veio cair a ficha, Belém não é o único espaço bacana do estado pra uma banda se apresentar, se conseguimos fazer turnês anuais com recursos próprios, podemos também criar uma cena alternativa no interior.

Como surgiu a idéia de fazer o festival Invasão Caipira?

– A idéia do Projeto surgiu devido a falta de público para as bandas do interior, e a falta de (boas) bandas para o público do Interior.

Camilo Royale, guitarrista e vocalista da banda de Belém do Pará Turbo, em uma das edições da Invasão Caipira

O que vocês podem destacar em relação as bandas do interior do Estado? E também sobre o público dos municípios já visitados?

– As bandas do interior sofrem bastante, com a falta de espaço na Capital, falta de estrutura no interior, falta de divulgação e qualquer tipo de destaque, pois já sentimos tudo isso na pele, já o público sofre bastante, com a falta de bandas da Capital tocando no interior, com a falta de shows de bandas do interior no interior, com a falta de informação sobre a cena Rock do Estado e principalmente com a falta de grandes eventos no interior, o Projeto portanto tem como principal objetivo diminuir essas distâncias.

Quais são os próximos projetos da banda e também do festival?

Esse ano além de começarmos as gravações do nosso próximo disco vamos tocar no Rio de Janeiro em duas datas na Áudio Rebel no segundo semestre, pretendemos também ir a  Brasília e São Paulo, mas estamos em fase de negociação. Quanto ao Projeto Invasão Caipira, a próxima edição vai ser o especial “Macumba”, vamos levar as bandas para tocar dentro do terreiro da dona Ana, com participação especial das entidades.

Entrevista Especial: Otto Ramos (Mini Box Lunar)

Foto por Alexandre Brito

A banda macapaense Mini Box Lunar é uma das grandes representantes do que está sendo de mais interessante, musicalmente, tanto no Norte quanto no resto do País.

Otto Ramos (Orgão, Synths, Theremin e Sanfona) contou nessa entrevista, na qual foi durante a passagem dele no Conexão vivo realizado em Belém, nos dias 11 a 13 deste mês, detalhes sobre a banda como também sobre a importância do Circuito Fora do Eixo. Além dele a Mini Box Lunar é formada por: Heluana Quintas (Vocal e Meia Lua), Jenifer “JJ” (Vocal e Castanholas), Saddy Menescal (Baixo e Violão Folk), Alexandre Avelar (Guitarra e Backing Vocal) e Ppeu Ramos (Bateria).

Mais sobre a banda:  http://www.myspace.com/miniboxlunar

Como a banda surgiu? Quais foram os momentos mais marcantes da história da Mini Box Lunar? E quais são os próximos projetos da Mini Box Lunar?
A banda surgiu em 2008 na cidade de Macapá, vinda de duas duplas de compositores (Otto e Helu, Sady e Jj) trocamos figurinhas, chamamos o Alexandre pra compor junto, e logo em seguida o Taiguara. Formamos uma banda com 100% membros do Coletivo Palafita. Com 3 meses, fizemos um DVD Demo, enviamos para o Serasgum e passamos, fomos contemplados pela curadoria do Serasgum 2008 e tudo muda depois disso. Passamos a inscrever mais a banda nos festivais do CFE e fomos recebendo convites com mais frequência. Esse é um primeiro momento importante pra banda. O Segundo seria o Grito Rock Cuiabá, onde as oportunidades realamente se multiplicaram, pois trata-se de uma cena muito interessante e estratégica, muita gente viu a banda, curtiu e depois já estariamos unindo essa aceitação com as articulações via Edital FDE (edital de circulação). O terceiro grande momento, é duplo, pois em SP tocamos com três grandes nomes da Musica Popular Brasileira, Jorge Mautner, Nelson Jacobina (em novembro de 2009) e Jards Macalé (abril de 2010), sendo um momento importante também para a rede toda, até hoje a gente não acredita que dividimos o palco com esses mestres!

O que e quais bandas você pode destacar da cena do Amapá?
Destaco o avanço que tivemos durante esses quatro anos de Circuito Fora do Eixo no estado, avanço este que não preza só a circulação, execução do Quebramar e Grito Rock, mas de replicar um novo modelo de gestão de carreira e de comportamento, livre e disciplinado.

Você também é um dos fundadores do Coletivo Palafita, Núcleo do Circuito Fora do Eixo no Amapá. Quais foram os principais benefícios para a cena independente do Estado, após as primeiras atividades do Coletivo Palafita?

Com certeza foi a possibilidade de viver como músico independente no Amapá, sem precisar mudar para São Paulo, e do compromisso que o artista local hoje tem com a cena amapaense.

Aqui em Belém, nós temos um coletivo representante do Circuito Fora do Eixo, que é a Megafônica (www.megafonica.blogspot.com). Como ocorre esse intercâmbio entre os dois coletivos?
O Megafônica é um dos coletivos da nacional que mais faz entregas importantes para a rede. Está baseado também nos princípios da Economia Solidaria/Criativa, e no compartilhamento de tecnologias sociais desenvolvidas no FDE e que tem seu papel muito bem definido na cena paraense, amazônida e nacional. Nós do Coletivo Palafita temos um link permanente com o Megafônica, viabilizando a circulação nesse micro-circuito PA-AP tornando-se o coletivo de maior suporte para a Regional Norte, tem bandas boas, e um Nucleo Duravel com coordenações nacionais, ou seja, pra nós é inteligente caminhar ao lado do Megafônica.

Quais são as próximos projetos do Coletivo Palafita?

Estamos no Conexão Vivo fazendo uma cobertura que mais tarde estará no nosso blog ( www.miniboxlunar.blogspot.com ), além das inúmeras reuniões que temos por aqui (Belém). No retorno a gente já chega na execução de uma prévia do Festival Quebramar no dia 16, três dias depois, estaremos no Itaú Rumos Amapá, evento este que tem uma parceria com o coletivo.

Edição e Entrevista Especiais: Projeto P.U.T.A. (Passei Uma Tarde Assim)

Fotos por Ana Massagardi

Direto de São José do Rio Preto (SP) O Projeto P.U.T.A. (Passei Uma Tarde Assim) faz um som mesclando Rock com batidas eletrônicas, além de letras questionadoras e reveladoras, a banda é uma das grandes representantes da cena independente nacional. Conheça mais: www.tramavirtual.com.br/putawww.myspace.com/somdeputawww.youtube.com/user/videodeputawww.letradeputa.blogspot.comwww.twitter.com/projetoputawww.facebook.com/projetoputa

Contatos: Jeff Santanielo: (17) 8801-5670 e jeffsantaniello@msn.com

Quais e como foram as primeiras experiências musicais de cada integrante da banda?

Jeff Santanielo: Eu sempre fui fanático por música mas nunca tive disciplina para aprender a tocar um instrumento. Arranho algumas notas no violão e só. Quando eu terminei a faculdade e estava com bastante tempo de sobra, comecei a fuçar nos softwares de produção musical e aí surgiram minhas primeiras composições de melodia e letra. Então, junto com a amiga e MC Lola Leonardi, criei o Bonde das Filomena (http://tramavirtual.uol.com.br/artistas/bdf_-_bonde_das_filomena), duo de neo-funk que posso considerar o embrião do PUTA.

Luis Fernando: Comecei tocando instrumentos de percussão em uma escola de onde sempre saem grandes músicos: a Igreja. Aos 17 anos ganhei minha primeira e única bateria. Autodidata, toquei em duas bandas: durante a faculdade em uma banda brega, e anterior ao PUTA em uma banda de pop rock, a Sr. Wilson. Hoje levo minha irreverência e delirios ao PUTA.

Danilo Branzan: Sempre ligado em música desde criança, (bem) influenciado pelos meus pais ouvia desde Gerge Harrison até Cindy Lauper, passando por coisas que mal me recordo o nome. Sempre fissurado pelo som da guitarra e suas vertentes, comecei a aprender o instrumento um pouco antes de entrar na universidade com aulas e teorias, abandonei por força maior para estudar fora, mas me virava sozinho. Depois da faculdade, voltei a estudar guitarra. Toquei em duas bandas: uma de metal melódico em 2006 e a última foi em uma banda pop rock (a mesma citada pelo Luis Fernando). Entrei para o PUTA depois de uma breve participação em umas das faixas do EP “Manual Prático para bailes de formatura e festas de firmas”, trazendo, como o próprio Jeff disse “…outra cara, outra leitura pra musica…”.

“Passei Uma Tarde Assim” (PUTA). Como surgiu de transformar esse nome numa sigla? E como surgiu a ideia do significado?

Jeff: Nesse caso, a sigla veio antes do nome. Eu estava passando por uma fase “cusão” e precisava extravasar isso de alguma forma. Procurei um nome forte e a idéia de PUTA veio de um texto que escrevi nessa época, chamado “A Puta Poeta” ( http://letradeputa.blogspot.com/2010/01/puta-poeta.html). Então registrei o domínio nas redes sociais e de compartilhamento. O “Passei Uma Tarde Assim”, nós criamos para poder ser anunciado na Hebbe e no Faustão (rá!).

Quais são as principais influências nas músicas do PUTA?

Jeff: Na hora de fazer as letras nos guiamos pelo instinto adquirido ouvindo música pop, de sertanejo raiz à funk carioca, sem nenhum preconceito mesmo. Claro que há muita coisa boa e muita coisa ruim. E também há muita coisa ruim que adoramos e muita coisa boa que detestamos. Na estrutura sonora, as influências do PUTA são a disco music, a new wave, o pós-punk e, claro, a new rave (só que nossas roupas são mais elegantes). O que é muito bacana é que nós todos temos experiências artísticas em outras áreas: o Luís é ator e iluminador profissional, eu sou artista gráfico e o Danilo é sex symbol. Tudo isso influencia no resultado final do som.

Como está a sendo receptividade, tanto do público quanto da crítica, em relação ao trabalho da banda?

Jeff: O público está nos surpreendendo. Só temos três músicas disponíveis e muito pouco tempo de trabalho (a banda, com a formação atual, tem menos de dois meses). Todo feedback que recebemos até o momento foi positivo. Quanto à crítica, prefirimos que eles fiquem tentando decifrar os anagramas do Marcelo Camelo ou acompanhando a puberdade da Mallu Magalhães. Os críticos foram os responsáveis pelo rise and fall de uma série de bandas foda que surgiram na metade dessa década. Os colocaram no topo, inflaram os egos e isso fez com que os artistas se implodissem. Antes de tudo, somos amigos de verdade e não queremos isso para nossa banda. Já estamos muito felizes de termos ganho o selo de “banda recomendada” no Trama Virtual e ponto. Consideramos e respeitamos os bloggers como os principais pensadores da música na atualidade, porque manifestam sua opinião pessoal e não algo que deve ser adotado como “verdade absoluta”.

O que vocês acham do Rock e da música paraense de um modo geral?

Jeff: Não podemos dizer que conhecemos à fundo o cenário musical do Pará, mas achamos que a galera do Norte e do Nordeste está anos luz à frente do Sul e Sudeste em termos de criatividade musical. Enquanto o Cone Sul fica tentando se vestir de Londres, vocês estão sempre se recriando, se reformulando e fazendo coisas incríveis, brasileiras e que não deixam de ser universais. Só para citar um exemplo, a última revolução em termos de distribuição e produção musical neste país foi feita por uma banda do Pará, a Calypso. Claro que o apelo popular das músicas deles ajudou muito, mas a estratégia de divulgação foi algo genial. Enquanto em São Paulo, o My Space Brasil e a MTV periodicamente nos enfiam uma série de bandas requentadas goela abaixo e nos forçam a acreditar que foram ou são “fenômenos” da internet. Meu cú. Se você anuncia na TV que a banda x é um fenômeno, é mais que óbvio que o site da banda vai ter zilhões de acessos na internet.

O que poderemos esperar, daqui pra frente, do PUTA?

Jeff: Pretendemos lançar o nosso primeiro EP, o “Manual Prático para Bailes de Formatura e Festas de Firma” até o final de julho. Já temos músicas para um segundo EP, que deve sair até o fim do ano. Temos trabalhado em parceria com o grupo de teatro e dança Cia. dos Pés em algumas trilhas ( ‘Casca de Nós’ – disponível no nosso My Space – é a música tema do espetáculo homônimo). Consideramos o puteiro um coletivo de criação que conta com participações especialíssimas. Todo dia tem uma puta nova na casa. Fora isso, pretendo lançar minha sextape com o Justin Bieber. Estou apenas aguardando a resolução de algumas pendências legais.