PROJETO SECRETO MACACOS


Imaginem uma banda que foge de vários parâmetros determinados por estilos e contextualizações musicais? Esse é o Projeto Secreto Macacos.

Formado há três anos com a intenção de fazer um som diferente de tudo que os integrantes já tinham feito, dentro desse pressuposto o guitarrista Jacob procurou músicos e pessoas com bastante afinidade musical.

Essa história foi iniciada por ele mesmo, Jacob Franco na guitarra, que também toca na banda Rennegados; Fabricio Gabi na outra guitarra (garagem 32); Junhão presente na bateria (garagem 32); e Clécio percussão, que fez parte da extinta Dubcoreattack.

A partir de então foram recrutados Bruno Habib nos teclados e pianos e sintetizadores (músico free lancer) Mario Neto no baixo, Gustavo- DJ (Blacksfera), Gaspar MC (vocal) além de outras participações especiais. Dentro dessa perspectiva já foram compostas oito músicas, que estão sendo ensaiadas.

O processo de composição está sendo conduzido da melhor maneira possível, pois a preocupação da banda é na qualidade musical aliada ao experimentalismo que a mesma se propõe. A primeira apresentação foi na Festa de apresentação da MTV Belém.

Esteja pronto para invasão musical no seu cérebro do Projeto Secreto Macacos.

contatos:
e-mail: [email protected]
fone: 91- 81103890
fotolog: http://www.fotolog.com.br/projeto_macacos1
orkut: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=2203164665124539324

myspace: http://www.myspace.com/projetosecretomacacos
( PROJETO SECRETO MACACOS).

PRÓXIMAS APRESENTAÇÕES:

06/03 – Ensaio Aberto – Espaço Cultural Ná Figueredo

16/03 – Gravação do Programa “Timbres” – Igreja de São José Liberto (Pólo Joalheiro)

Stereologica: Gás novo no Rock Independente Nacional


Vem direto da cidade de Niterói (RJ), uma das bandas mais interessantes do Rock Independente Nacional. Com fortes influências e muito bem dosadas de toques eletrônicos, a Stereologica está conquistando o Brasil e está cheia de gás. Entenda o que estou querendo dizer, nessa entrevista com Mari. B (guitarra e voz) e Roberto Moura (guitarra e voz).

Ficou curioso? Então acesse: www.myspace.com/stereologica ou www.ponk.cl/stereologica

Quais são as principais referências musicais da banda?
Como nós fazemos toda a programação, arranjos e produção das músicas até agora, pesquisamos bastante pra conseguir unir as referências que temos de rock – que passa tanto por Smashing Pumpkins, Pixies e afins, quanto por coisas mais antigas e menos óbvias à primeira audição, como Led Zeppelin, Black Sabbath, Pink Floyd – com os elementos eletrônicos. Nessa, acabamos ouvindo muita música de língua não-inglesa, que acreditamos serem as principais referências que temos agora, como Wir sind Helden e Fotos, que são alemãs, e o Polysics, que é uma banda japonesa muito bacana.

O que vocês já produziram de material próprio?
Nós começamos a banda gravando uma demo caseira para recrutar novos membros, mas nosso primeiro lançamento oficial foi o EP que lançamos em julho do ano passado através do netlabel chileno PONK ( http://www.ponk.cl/ ), que o distribui gratuitamente para download no http://www.ponk.cl/stereologica . Desse EP, fizemos um clipe para a música “A Valsa e o Caos” em stop motion, dirigido, editado e produzido por nós mesmos (Roberto e Mari), isso tudo quando o Hugo ainda estava na banda. Depois que ele saiu, fomos através do selo fazer uma mini-tour no Chile, onde gravamos um clipe pra “Insula”, que também está no EP, mas a versão do clipe foi reeditada e remixada por lá. Esse clipe está pra ser lançado muito em breve, já está prontinho, só estamos resolvendo algumas questões burocráticas de registro, porque esse vamos enviar pra TV. Além desse, temos mais um clipe surpresa pra ser lançado mais pro meio do ano, que também já está pronto. E estamos já começando a pensar na gravação do nosso primeiro álbum cheio.

Como a banda utiliza internet para divulgar as músicas?
Procuramos utilizar de forma sincronizada todas as redes sociais, tanto as de uso geral como twitter, facebook, orkut, youtube, etc. como as redes mais específicas para divulgação de música, como myspace e reverbnation. O objetivo é atrair ouvintes de forma criativa e ao mesmo tempo pessoal. Trabalhamos também muito com pesquisa, estamos sempre lendo sobre o que está rolando atualmente, o que tem sido comentado em sites e na imprensa musical. Esse é um trabalho que tem que ser contínuo, e é difícil no começo abranger tudo, principalmente por sermos só duas pessoas cuidando de tudo na banda. Nós tivemos uma boa divulgação nas redes sociais, nosso myspace teve uma boa média de visitas ano passado, e através de uma campanha no twitter e facebook tivemos mais de 1000 downloads do EP em uma semana. Agora já temos uma base legal nesses lugares e só precisamos fazer a manutenção, que é mais simples. Agora começamos a mandar material pra blogs e sites. É trabalho de formiguinha, mas compensa e tem trazido um resultado legal.

Quais são as perspectivas para esse ano?
Esse ano queremos fazer muitos shows, fechamos um formato bacana e queremos rodar o máximo possível com ele pra divulgar esse material que produzimos. Estamos começando o ano indo pro Rio Grande do Sul pro Grito Rock, vamos tocar em Porto Alegre e Santa Maria. Estamos nos programando pra viajar bastante esse ano. Nesse primeiro semestre, temos certos já o lançamento dos dois clipes, vão ser o foco da divulgação, além do EP que ainda queremos difundir mais.

Como vocês analisam a cena independente do Brasil?
A cena musical independente no geral vive um momento único no mundo. Muitos artistas grandes optando por deixar as gravadoras, muitos artistas novos entrando em gravadoras grandes e não atingindo nem de longe o êxito que o Móveis Coloniais de Acaju consegue, por exemplo. Especificamente aqui no Brasil, achamos que em termos de circulação nunca rolou uma integração tão grande, e consequentemente, tanta facilidade pras bandas organizarem turnês em diferentes cidades e estados. O Ponte Plural, coletivo de bandas de Niterói do qual fazemos parte, integrou recentemente o Circuito Fora do Eixo. Tivemos contato com outros coletivos do Brasil inteiro no Goiânia Noise e na Feira Música Brasil, que pudemos conhecer como representantes da Rede Rio Música, até então um projeto do SEBRAE/RJ. No Rio era praticamente impossível se ter noção do nível de organização ao qual o CFE chegou, pois o mercado funciona de uma forma totalmente diferente por aqui. E é uma coisa que dá um novo gás pra gente, é através desses contatos e dessa integração que vamos tocar no Grito Rock lá no Sul, e muitas portas estão se abrindo. Estamos atualmente em um período de transição de um antigo modelo da indústria musical para um novo modelo que ninguém ainda sabe ao certo como vai se desenvolver. Essa realidade da ABRAFIN e do CFE, apesar de ser resultado de um trabalho que já vem de muitos anos, ainda é um modelo historicamente muito novo, e acreditamos que a tendência seja tomar um vulto muito maior do que já vem tomando. É um modelo que vem sendo elogiado lá fora, e recentemente vem ganhando cada vez mais visibilidade e de certa forma, uma legitimidade da imprensa nacional. Logicamente, a cena independente não se resume a isso, existem diversas realidades nas diferentes regiões do Brasil. Mas dentro do nosso nicho, acreditamos que seja e
sse o modelo que irá se estabelecer como referência nos próximos anos.

Entrevista Clássica: Ronnie Von

Um dos meus melhores momentos profissionais foi a entrevista com o Ronnie Von, na casa dele, que foi publicada originalmente no site Academia da Palavra (26 de novembro de 2008).

Quem não se lembra do pequeno Príncipe Ronnie Von? Pois é, ele concedeu uma entrevista exclusiva, contando vários detalhes da sua trajetória musical e televisiva (“Todo Seu”, TV Gazeta). Como também, da sua eterna paixão para o “Fab Four” Beatles. Delicia-se.

Sua carreira não só compreende a música, mas publicidade, ramo imobiliário, e entretenimento. No caso específico, programa de televisão com entrevistas. O que te agrada mais fazer?
Televisão e ponto final. Eu como empresário, eu queria ser arquiteto, e o meu irmão me vingou, pois nós temos uma empresa no ramo no Rio de Janeiro. Na verdade, eu sempre quis ter uma agência de propaganda. E em relação, eu até digo que fui infectado por uma bactéria chamada “TV Cocos”. Sem a TV, eu fico pela metade.

Qual foi a personalidade famosa ou não que você gostou mais de entrevistar? E por que?
Na verdade, foram várias personalidades, que não vem nenhuma agora de cabeça. Mas eu posso informar, que recentemente, eu entrevistei dois poetas, que eu acabei ficando impressionado com eles, e cada um com uma personalidade diferente. Um deles foi o Frejat, que eu não sabia muitos assuntos para perguntar para ele, mas gostei muito dele. E o outro foi o Paulo Bonfim, que achei fabuloso.

Com a relação a música, por que tanto tempo sem gravar? Opção sua ou regras de mercado?
Opção minha, até porque eu sou um inconformado com a atual situação do mercado fonográfico. Eu, sinceramente, não queria depender da música para o resto da minha vida; mas não posso negar que consegui muita coisa através dela. Então, algumas situações me deixam inconformados em relação a esse mercado, um deles é o “jabá”, principalmente porque eu não consigo aceitar que determinadas pessoas determinem o que a população deve escutar. E a outra pirataria.
Na época do vinil, havia uma dificuldade muito grande em montar uma fábrica, e, sobretudo, não havia a facilidade para a pirataria. Atualmente, quando você compra um CD, você está comprando a matriz de uma obra artística.
Então, ficou tudo muito mais fácil. Diante de tudo isso, fui me insurgindo com as gravadoras, e passei a me apaixonar pela televisão.
Além de tudo isso, eu detesto viajar. Eu parei de me apresentar em 1997, com 53 anos de idade, não agüentava mais viajar, tinha uma vasta agenda com shows marcados em diversos países da Europa, como também na América Latina. Porém, viaja profissionalmente, e acabava não conhecendo nada.
Na verdade, para eu voltar para música, tenho que fazer algo que me dê prazer.

Quando você apareceu no cenário musical, surgiram também outros grandes astros como você, tais como: Elis Regina, Wilson Simonal, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, etc. Foi um “boom” de talentos. Você acha que isso ainda hoje é possível?
Hoje não, aliás, pode ser, mas é mais difícil. O momento psicológico é outro, diferente do que vivemos na década de 1960. Naquela época, a vida se embalava com música. E no meu programa eu abro espaço para os artistas que foram esquecidos pela mídia, e também para aqueles que ainda não tiveram qualquer tipo de oportunidade. A filosofia é completamente diferente, do que pode ser assistido de um modo geral. Por exemplo, é muito difícil você encontrar um programa que dê um bom espaço para artistas como: Ed Motta, Emerson Nogueira, Nana e Dory Caimmi, Seu Jorge, entre outros. Porque eu levanto a bandeira da música. E se realmente os tais formadores de opinião, realmente, formassem opiniões; estaríamos muito bem na foto.
Eu tenho essa liberdade no meu programa, e eu estou na TV Gazeta porque eu tenho um conforto emocional, e não a cobrança do ibope fácil.
A televisão é uma catalisadora familiar, e para mim é isso o que importa, ou seja, ter a família reunida.

O programa “Todo Seu” é voltado totalmente à família, diríamos assim. Você acha que esta é a cara do programa ou ele tem outra cara?
Na verdade, a cara dele é essa. Sendo carioca, eu vim para São Paulo e acabei me “paulistando”. Aqui a família se reúne para comer uma pizza no final de semana, de vários sabores. E é isso, que eu pretendo, permitir que a família esteja reunida e possa assistir um programa com vários quadros. Por exemplo, já contamos com a participação da banda de Hard Rock alemã Blind Guardian, e no mesmo programa tivemos a participação do maestro da Orquestra de Câmara de São Paulo.

Você concorda com a frase de Joãozinho Trinta, que diz: “Que o povo gosta de luxo e quem gosta de miséria é intelectual!”.
Seguramente, aliás o Joãozinho falou isso na minha frente. A veiculação da beleza é muito legal. A vida se balança entre dois elementos: o claro e o escuro. E eu quero levar o lado claro da vida para as pessoas, o bom, o belo são essas particularidades que devem ser conhecidas.

Em todos esses anos de televisão, você teve muitas decepções? E alegrias?
Tive. Como em qualquer atividade profissional, você vai sempre ter as duas coisas. A televisão é decepcionante quando é desumanizadora. Imagina bem: um assunto médico importante pode deixar de ser tratado em um programa, pela falta de ibope. E isso acontece o tempo todo, até pedimos para que tirassem do meu programa a contagem do ibope de minuto a minuto.

Para você foi mais interessante fazer o programa “O Pequeno Mundo de Ronnie Von”, que era marcado pela magia e ingenuidade, sem muitos recursos. Ou hoje em dia, com toda a
tecnologia, ligado ao “corre corre”, onde se exige lucro versus tempo de mídia versus patrocinadores?
“O Pequeno Mundo de Ronnie Von” era pura ingenuidade e poesia; além de ser muito simplista. Era muito mais gostoso de fazer. Existia a exigência com a audiência, mas de forma avassaladora como ocorre hoje em dia.

Você adora os Beatles. Seria a banda mais importante do planeta? E você prefere Beatles ou Rolling Stones?
Eu conheço uma banda chamada Beatles, outra chamada Beatles, Beatles e…Beatles. Na verdade, a disparidade criativa dos Beatles é muito grande em relação a qualquer banda. Mas também gosto de Led Zepellin, Deep Purple, Queen etc. Mas os Beatles foram incomparáveis.

Algumas pessoas ainda afirmam que você fez parte da Jovem Guarda; mas você apenas esteve atuando de forma paralela. Comente sobre os seus discos considerados psicodélicos?
Isso é muito interessante, porque até hoje a juventude pesquisa sobre essa minha fase. O meu filho me mostra comunidades no Orkut, como: “Eu amo Ronnie Von” entre outras com a mesma temática. E eu me sinto um menino com tudo isso, seria como uma devolução da minha juventude.

Projeto Pará Pró Música


Nesta sexta-feira (19), às 14h30, no auditório do Sebrae (PA) – rua Municipalidade, 1461 – haverá um grande encontro entre os músicos, produtores culturais, ou profissionais ligados à cadeia produtiva da música no Estado.

O objetivo é confirmar a execução de um dos projetos mais importantes já pensados para a profissionalização da categoria, o Pará Pró Música. Todos estão convocados para esse momento histórico. (Sidney “Sidão” Filho)

¨A música constitui, ao mesmo tempo, a manifestação imediata do instinto humano e a instância própria para o seu apaziguamento¨.
Theodor W. Adorno


Música Pará, Música Para (por Elielton “Nicolau” Amador)

O consultor do Sebrae-PA Bruno Franco usa as palavras do famoso teórico da chamada escola de Frankfurt, que ajudou a decifrar os enigmas da cultura de massas, para contextualizar a música paraense. O diagnóstico setorial do projeto Pará Pro Música é um documento de 90 páginas que foi apresentado ao público na semana passada em uma reunião no auditório do SEBRAE. Fruto de estudos e entrevistas com quase 80 artistas e produtores da Região Metropolitana de Belém ele traz uma grande novidade para quem vive e estuda esse mercado há anos: a sistematização de dados e informações indispensáveis ao empreendedor. Algo imprescindível para seu desenvolvimento como mercado.
Através desse estudo é possível ter noção de como funciona o mercado fonográfico nacional e como se insere nele o singular mercado paraense, hoje objeto de estudiosos do mundo inteiro, graças, principalmente, ao fenômeno regional de massas chamado tecnobrega.
Além de questionários objetivos foram feitas entrevistas qualitativas com os principais agentes que atuam no mercado da RMB hoje: representantes da MPP (Cesar Escócio da ACLIMA), do rock (Rui Paiva, da Pro Rock), do brega clássico (Fernando Belém), da música de raiz (Marcio Jardim, da Associação de Percussionistas do Pará/Amapá), além de produtores e empresários do Coletivo Megafônica, MM Produções, Dançum Se Rasgum e NA Music, entre outros.
O documento faz parte agora do escopo do projeto Pará Pro Música, que vai ser lançado oficialmente na próxima sexta-feira, 19, depois deste Carnaval chuvoso, às 14h30 no auditório do Sebrae-PA na Av. Municipalidade, bairro do Telegrafo.
O projeto Pará Pro Música pode dispor de até meio milhão de reais durante três anos e traz entre as ações previstas a criação de uma feira de música de Belém (do Pará?), cursos de produção musical em nível tecnológico, formação e fortalecimento de rede de negócios, incentivo a mostras e festivais através de ações de promoção, participação em feiras nacionais e internacionais, além da qualificação empreendedora que cabe bem ao Sebrae.
O projeto pode significar uma pequena (enorme) revolução no mercado musical paraense, ainda mais quando for linkado às ações de apoiadores e colaboradores como a Secretaria de Estado de Cultura e outros órgãos, inclusive da iniciativa privada. Tal projeto, no entanto, impõe um desafio à classe artística e aos empreendedores do setor: organização e participação. Desafio que requer boa vontade de passar por cima de rusgas e ressentimentos que este mercado fomenta a todo momento. Será que, por tão pouco, vamos perder mais uma vez o bonde da História?! Se a música é o que Adorno diz que é, acredito que há uma chance de superar isso.

Nada Label: Selo americano proporciona novos caminhos para a música independente nacional


Chega ao mercado musical o selo http://www.nadalabel.com/ , site especializado em música com objetivo de oferecer ao artista, um espaço para divulgar e vender suas músicas. A empresa Nada Label é global, sediada nos Estados Unidos, chega ao mercado em quatro diferentes línguas (Inglês, Português, Espanhol e Chinês), proporcionando aos artistas expansão total de suas músicas e estilos. Você pode ter acesso ao que existe de mais interessante e também ao que está sendo produzido de mais novo, apenas acessando o portal http://www.nadalabel.com/ .

Queremos que a Nada Label se torne referência musical para músicos e artistas independentes. No site os músicos terão um espaço próprio e personalizado para carregar suas músicas, vídeos e fotos. Poderão criar biografias e interagir com seus fãs. Além da oportunidade de gerar receita, com intuito de ajudar na evolução de sua carreira artística, pois cada música será vendida, e cada músico poderá receber um cachê de incentivo de seus fãs através de cartão de crédito, ou do paypal.

A Nada Label também oferece ao produtor musical ou ao organizador de eventos, uma ótima oportunidade de conhecer novos talentos. E para os fãs, a chance de ouvir e prestigiar suas bandas favoritas. Isto é, informação de primeira qualidade, sendo o tempo inteiro renovada.

Navegando pelo site, você ficará sabendo de tudo que acontecerá no cenário musical mundial. Traremos agenda de eventos, enquetes, entrevistas, comentários e textos de músicos com dicas e curiosidades, além de novas funções no site. Tudo para criar um ambiente agradável, interativo e promissor.

Os interessados podem se cadastrar gratuitamente, como usuário ou como artista. Nosso trabalho é música e música independente da maneira como ela é sentida e produzida.

Agora é só ouvir e experimentar!

http://www.nadalabel.com/

Contatos: [email protected]

DELINQUENTES HOJE NO GRITO ROCK TAGUATINGA – DF

A clássica banda de Hardcore paraense Delinquentes é uma das grandes atrações do Grito Rock, HOJE, em Taguatinga (DF). Além dos Delinquentes, a noite ainda será privilegiada pelas bandas Terror Revolucionário (DF), Satélite Sonoro (DF), Valdez (DF) e Zefirina Bomba (PB).

Entrevista Especial: Rodrigo Lima, vocalista da banda Dead Fish


A banda de hardcore capixaba Dead Fish tem uma longa estrada no cenário brasileiro e também é uma das mais bem conceituadas. Para falar sobre os próximos passos da carreira musical e outros assuntos bastante pertinentes, o vocalista, Rodrigo Lima, concedeu uma entrevista especial para o Rock Pará.

Mais sobre o Dead Fish, nos seguintes endereços: http://www.myspace.com/deadfishoficial e http://www.youtube.com/user/deadfishoficial


Para você quais foram os momentos marcantes na carreira da banda?
Sempre que lançamos um trabalho novo é bem marcante. Me lembro muito do lançamento do Sonho Médio em 99 e do Zero em um em 2004. Um foi um passo a frente no que queríamos fazer definitivamente com a banda, e o segundo marcou nossa entrada na Deckdisc que foi um marco de mudança na administração interna da banda, musicalmente fez uma diferença também.

Com a saída do Nô, houve mudanças na nova sonoridade do Dead Fish? (Nota do Editor: o novo baterista é Marcão, que também toca no Ação Direta)
Ganhamos em tempo e rapidez. Vamos ver como sai o nosso próximo trabalho.


Vocês já tocaram duas vezes aqui em Belém. O que você poderia destacar dessa passagem por Belém? E o que vocês conhecem do Hardcore e do Rock Paraense?
É legal tocar aí, a cidade é bonitona as pessoas são mais calmas e simpáticas do que em outros lugares. Conheço pouco ou quase nada de hardocore daí, mais as coisas que Abunai lança – http://www.fotolog.com.br/abunai_recordss/ .

Você é um cara bastante politizado, isso fica bastante explícito nas letras. Qual é a sua análise sobre o cenário político brasileiro, já que estamos em ano eleitoral?
Se cairmos de novo nas mãos dos tucanos estamos fritos. O Governo Lula foi um governo bastante populista também, mas ele fez mais pra maioria do que todos os presidentes anteriores, até mais do que o Getúlio Vargas. Isso não quer dizer que eu ache tudo maravilhoso, longe disso. Ainda tem muita coisa pra ser feita nos próximos 100 anos, principalmente na área de educação/saúde e cultura. Não basta ser um país rico, temos que nos tornar civilizados. E ficar se embasando só em eleições também pode ser uma forma muito lenta de as coisas mudarem.

Quais são os planos do Dead Fish para 2010?
Queremos gravar um ep com algumas músicas que já estamos compondo e sair em tour pela América do Sul e Europa, vamos vendo…

Entrevista Especial: Marcelo Kahwage – Vocalista das bandas Dharma Burns, The Baudelaires e La Orchestra Invísivel

Marcelo Kahwage
O talento do compositor Marcelo Kahwage é algo impressionante. No final da década de 1990, mas precisamente em 1998, ele era o vocalista da lendária Caustic, que lotava as casas de shows da cidade das mangueiras. Depois de um hiato temporário considerável, ele reapareceu no início do ano passado, com as bandas Dharma Burns e The Baudelaires; e agora com a sua mais nova criação, La Orchestra Invísivel. Saiba o que estou dizendo, nessa entrevista especial para o Rock Pará. Detalhe, outra entrevista com Marcelo Kahwage pode ser conferida no blog do amigo e brodaço Elielton “Nicolau” Amador: http://www.qualquerbossa.blogspot.com/ .

Conheça mais:
http://www.myspace.com/dharmaburns
http://www.myspace.com/baudelairesband
http://www.myspace.com/laorchestrainvisivel

The Dharma Burns

Primeiramente, me conte sobre a tua experiência na banda Caustic?

O Caustic foi minha primeira escola, uma super banda paraense e tava muito de acordo com que escutávamos na época, grunge e metal alternativo (Deftones e Helmet). Conheci grandes parceiros musicais, e foi uma banda que influenciou muita gente aqui. Me sinto orgulhoso
dela.

Depois do Caustic, você andou meio sumido da cena paraense. E voltou com três bandas autorais (Dharma Burns, The Baudelaires e La Orquestra Invísivel). Como ocorreu todo esse processo do hiato e também de voltar com três bandas, com particularidades diferentes?
Nesse meio tempo tive uma banda que foi muito importante pra mim, o Bonustrack, tocávamos covers, e começamos a fazer músicas. Mas por motivos diversos não pudemos continuar, conheci um parceiro musical que mudou meu conceito sobre música e meu jeito de tocar, que foi o grande guitarrista Janary Gentil. Esse impacto me fez desenvolver por completo, desde lá conheci varios outros amigos na musica como Andro Baudelaire (Nota do Editor: Andro Baudelaire – vocalista das bandas Vinil Laranja e The Baudelaires) e agora Larissa Xavier que vai ser, na minha opinião , a revelação do rock paraense esse ano.

The Baudelaires


Como você divide o cérebro nas composições para as três bandas (The Dharma Burns, The Baudelaires e La Orchestra Invisível)?
É só separar os estilos das três bandas: o Dharma é indie e post rock, o Baudelaires powerpop, o LOI 60’s e mutantes. Às vezes componho pensando: essa vai ser pra tal banda, às vezes não, componho e depois eu vejo em que banda encaixo. Você acredita que eu ainda faço música que não se encaixa em nenhuma das três bandas?

Quais são os teus projetos para o futuro para cada banda?
O Dharma recebe muitos elogios, pricipalmente fora do Pará, e fomos selecionados em em três edições do festival Grito Rock, sendo que em Brasília disputamos com mais de 200 bandas e no Acre nem nos escrevemos, e fomos chamados. Tenho muitas ideias pro Dharma daqui pra frente, o Baudelaires a galera se impressiona nos shows, cara. O pessoal do Gandharva ficou muito impressionado com a apresentação, assim como o Hélio Flanders do vanguart, que prometeu aparecer lá em Cuiabá e dar um olho na gente. La Orchestra está tendo uma receptividade muito rápida, e foi elogiado pelos músicos Jack Nilson e pelo Maurício, do Stereoscope. O Diogo Soares (vocalista), da banda Los Porongas elogiou as músicas do LOI. Eu, a Larissa, o Bob e o Carlitos estamos trabalhando exaustivamente na banda.

La Orchestra Invísivel
Como está sendo participar do Coletivo Megafônica? (coletivo paraense do Circuito Fora do Eixo – http://www.megafonica.blogspot.com/ )
Uma esperiência nova, e gratificante nunca pensei em banda desse jeito, trampando, ajudando nos shows, escrevendo no blog. Tinha uma visão muito fechada tipo: “Eu vou só fazer minhas músicas e pronto”. Mas mudei essa visão depois que me deparei com a magnitude da revolução que o Fora do Eixo criou na música independente, é um visão que no começo, foi como um soco no cérebro, mas que depois eu assimilei. Parabéns pra Megafônica por estar se integrando gradativamente no movimento.

Como você analisa a cena independente no Pará e no Brasil?
Em Belém, acho que as coisas vão melhorar muito. Mais shows, as bandas, com certeza, vão se apresentar mais esse ano, esse negócio de “panelinha” já está sendo devidamente superado. Num contexto mais Brasil, a coisa está pipocando, as bandas Macaco Bong e Móveis Coloniais de Acaju estão para mostrar isso, um último recado pra galera do Rock em Belém: Simplicidade nos arranjos, principalmente na bateria, e mais cuidado nas melodias vocais, isso vai fazer mudar o rock daqui. Algumas bandas já têm uma ideia disso (como o Stereoscope e o Ataque Fantasma) tem que expandir essa ideia. Mesmo que alguns pensem em subverter a música, isso é uma visão válida e muito interessante. Mas eu penso em alcançar com a música, o divino da melodia, uma “Sinfonia Adolescente Pra Deus”.