TODAS AS INFORMAÇÕES SOBRE O ADIAMENTO DA PARTICIPAÇÃO DO MESTRE LAURENTINO DA GAITA NO DOMINGÃO DO FAUSTÃO

CRÉDITO DA FOTO: Bruno Miranda

“INFORMAÇÕES FORNECIDAS PELO JORNALISTA CACO ISHAK”
* CONFIRA NO FINAL DO TEXTO O VIDEOCLIPE DA MÚSICA “LOIRINHA AMERICANA”

“Prezados,

É com imenso pesar que acabamos de receber uma ligação da produção do programa Domingão do Faustão, informando que, por decisão do próprio apresentador, o quadro “Figuraça”, com a participação de Mestre Laurentino, foi adiada para o dia 02 de agosto.

Agradecemos toda a divulgação feita até o momento, mas é nosso dever alertá-los para tão desagradável e inesperado fato antes que as matérias do fim-de-semana fossem rodadas nas redações.Pedimos desculpas por todo o trabalho feito pelas equipes de jornalismo que se deslocaram de suas redações e nos deram toda a atenção.

Contamos com a compreensão de todos, na certeza de que lamentamos juntos por esse contratempo. Infelizmente, estávamos todos contando com a apresentação, dada como certa até então pela produção do programa, e nada podemos fazer quanto a isso.

Em breve, assim que tivermos a justificativa por escrito do programa em mãos, enviaremos uma nota oficial de esclarecimento.As apresentações no Sesc Santana, em São Paulo, como ponta-pé inicial da turnê “Formigando pelo Brasil”, no entanto, estão mantidas.Novamente, agradeço pela divulgação e pelo apoio. E desculpas pelo acontecido.

Atenciosamente,

Coletivo Rádio Cipó”

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“Conforme prometido ontem, segue abaixo uma justificativa escrita da produção do Domingão do Faustão, esclarecendo as razões de terem adiado a apresentaçã de Mestre Laurentino e do Coletivo Rádio Cipó para o mês de agosto.Agradecemos, novamente, por todo espaço dispensado nos veículos de comunicação locais.

Abraços e obrigado,

Coletivo Rádio Cipó”

“Boa Noite ,
Gostaria de comunicar , que devido a grande importância do Mestre Laurentino e ao pouco tempo que teríamos para a apresentação dele no programa nesse domingo , a direção do programa resolveu transferi-lo para o dia dois de agosto.
Espero a compreensão de todos !
Obrigada


Milisa Souza – Domingão do Faustão”

LA PUPUÑA E O CHUPA-CHUPA

A banda paraense La Pupuña, atualmente responsável por um dos shows mais legais da cidade, está preparando o sucessor do primeiro CD “All right, Penoso” (Ná music). O disco será, dessa vez, conceitual e baseado em dos casos mais polêmicos de ataques, isso mesmo que vocês acabaram de ler, ataques de OVNIs no Brasil, que ficou conhecida como “Operação Prato”, em Colares (PA) no final da década de 1970.

Mas os populares da cidade chamaram as ocorrências de “Chupa-chupa”, porque as pessoas atacadas apareciam com marcas no pescoço, como se tivesse sido chupado o sangue delas. Para falar sobre o assunto, contactei o guitarrista, vocalista e percusionista Luís Félix. Além dele, a banda é formada por Adriano Sousa (bateria), Diego Muralha (guitarra), Diego Pires (baixo), Kleber PSB (percussão), Rodolfo Santana (teclado), André Coruja (produção), Marcel Arêde (produção) e Luiz Martins (técnica).
Como surgiu a idéia de realizar um disco conceitual, em relação ao caso conhecido como “Operação Prato”?
Nós sempre pensamos em fazer um disco conceitual, sempre tentamos fazer com que a guitarrada contasse algo. Foi a partir de uma música que eu fiz sobre Colares, que me surgiu a idéia de fazer um disco sobre a “Operação Prato”. Falei com a galera da banda e todos curtiram e toparam encarar essa história !

Vocês chegaram a realizar pesquisas sobre o assunto? O que acharam de mais interessante?

A gente achou muita coisa sobre essa história, coisas realmente surpreendentes! Na net tem quase tudo sobre isso. No site da revista UFO (http://www.ufo.com.br/index.php?arquivo=notComp.php&id=3135) tem muita coisa! O que achamos mais interessante é como o povo assumiu e incluiu esse acontecido na cultura popular de Colares

O repertório da banda La Pupuña, quase todas as músicas são instrumentais. Conte um pouco do conteúdo das letras? E os títulos das músicas?

Temos algumas músicas cantadas neste CD, mais que o primeiro! As letras falam do que aconteceu em vários pontos de vista, de quem acredita, de quem acha tudo uma mentira, de quem brinca com tudo! temos muitas letras sem título, ainda não estamos preocupados com isso!

Tem alguma previsão de lançamento?

Ainda não temos nem previsão de mixagem a masterização. Mas temos que fazer isso este ano. Isso seria muito bom.

Por último, como foi a receptvidade dos americanos no festival South by Southwest, no Texas?

Foi à melhor possível! Eles gostam de dançar e de ouvir música igualzinho o nosso povo. Lá em Austin tem muitos mexicanos e isso ajuda porque eles têm o swing no pé também.

CONTATOS


COMUNIDADE: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=1356565

PERFIL: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=432096726387771148

FOTOLOG: http://www.fotolog.com/lapupuna

MYSPACE: http://www.myspace.com/lapupuna

ORKUT- Camisas da nossa grife: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=4143181083324183616

VENDA DE CDs E CAMISAS: (91) 3222-1585

EMAIL: [email protected]

CONTATO PARA SHOWS: (91) 8118-6326 – Marcel; (91) 8187-8180 – Coruja.

ENTREVISTAS: (91) 8106-6030 – Félix; (91) 8181-0116 – Adriano.

NO DIA MUNDIAL DO ROCK: JAYME KATARRO…DELINQUENTES SEMPRE !!!

Jayme durante as gravações do clipe “Vagamundo”
Jayme José Ferreira Pontes Neto, ou melhor, Jayme Katarro, vocalista de uma das maiores bandas de Hardcore do mundo, Delinquentes. Hoje, que é considerado o Dia Mundial do Rock, vamos homenagear um dos ícones do Rock Paraense, que está atuando nessa História há mais de 20 anos. Nessa entrevista, ele fala da nova formação da banda, entre outras cositas más. Mas antes assista o atual videoclipe da banda “Vagamundo”, direção de Roger Paes, edição Robson Fonseca. Atualmente a banda Delinquentes é formada por: Jayme Katarro (voz), Raphael (bateria), Pedrinho (guitarra) e Pablo (baixo).

ENTREVISTA

Conte todas as novidades sobre a banda Delinquentes para esse ano?

Bom, as novidades começaram ainda neste final de semestre. Uma delas foi à mudança na formação. Saiu o Sandrão, que tava com a gente há uns três ou quatro anos (além de ter tocado no passado conosco) e entrou o Pablo, que vem de bandas como Valssa, Aerolito e Metallica cover. Ou seja, o cara respira som pesado. Outra novidade que já vingou foi o nosso novo clipe, da música Vagamundo, produzido pela Funtelpa. O clipe foi gravado numa manhã de sábado, num dos sinais mais movimentados de Belém e graças à originalidade do diretor (Roger Paes) e da edição (que ficou a cargo de Robson Fonseca), posso dizer que agradou em geral. Para o 2º semestre vem o 2º CD, que finalmente foi pra fábrica e depois tem a Se Rasgum e outros shows legais, como o lançamento que queremos fazer do nosso CD.

Como analisa a cena independente hoje e no passado no Brasil?

Com a internet tudo melhorou. Não se precisa mais ficar mandando pelo correio com as já saudosas demo-tapes pro resto do país para poder divulgar seu som. Lembro de quando eu varava a noite escrevendo cartas, só respondendo pros parceiros de outros estados e divulgando a banda. Hoje também tem os festivais, cada vez mais integrados e de certa forma unificados, cada um a seu estilo, logicamente. Mas é importante frisar que a banda tem que suar. Pensar que com as facilidades de hoje em dia as coisas vão cair do céu é não dar chance ao seu próprio trabalho.

O que está faltando para uma profissionalização da cena independente no Brasil e no Pará?

Mais espaços para se tocar. Qualidade nós temos e isso já foi provado. Só não enverga jornalista que tem raiva da gente e continua batendo na mesma tecla, ou seja, meter o pau no que é nosso. As poucas bandas que conseguem sair daqui são super elogiadas lá fora, mesmo com todo o mercado concorrente. E se são poucas bandas que saem, é devido à falta de grana para isso ou mesmo falta de tempo, devido os outros compromissos pessoais dos seus integrantes.

A banda está com um baixista novo, como é ter esse gás novo atuando?

Muito bom. Mais ainda porque o Pablo, além de tocar bem e curtir praticamente a mesma linha da banda, já era um grande fã nosso. É mais fácil assim, pois o cara veste a camisa mesmo, e a coisa vai mais além do que uma mera empolgação, que rola geralmente quando o cara entra numa banda nova.

Como a banda usa a internet para divulgar o trabalho dos Delinquentes?
Só não uso mais por falta de tempo. Mas o que posso eu uso. Myspace, fotolog, orkut, youtube. Estamos querendo fazer nosso site também agora. Acho que tem que se usar o máximo que puder. Além disso, faço um informativo da banda que distribuo pelos e-mails. Esse infromativo, que é uma espécie de diário e agenda da banda, já faço há tempos, desde quando a internet tava começando a pegar força (nem havia orkut nessa época, só fotolog). Fiquei um tempo parado e prometi que só retornaria a mandar novamente quando o cd novo tivesse pra sair.

CONTATOS

ORKUT: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=24526474

MYSPACE: http://myspace.com/delinquenteshc

BELROCK: http://www.belrock.com.br/delinquentes

MÚSICA PARAENSE: http://musicaparaense.blogspot.com/search/label/Delinquentes

FOTOLOG: http://www.fotolog.com/delinquentes

YOUTUBE: http://www.youtube.com/user/DelinquentesHC

EMAIL: [email protected]

BANDA PLUG VENTURA – POP ROCK DE QUALIDADE

A banda paraense Plug Ventura estreou em grande estilo, em 2008, durante a edição local do lançamento do Portal Fora do Eixo. Conheça mais sobre a banda nessa entrevista, com o vocalista e guitarrista Lucas Padilha. Além dele, a Plug é ainda conta com Dangle Freitas (baixo), Fabricio Cruz (guitarra) e Marcos Bremgartner (bateria).

Quais são as perspectivas da banda para esse ano?

Até o fim do ano gente pretende fazer bastantes shows e divulgar a banda ao máximo, seja aqui em Belém ou em outras cidades e para isso estamos articulando esses shows com outras bandas. Ainda não temos nenhuma previsão de lançamento de um CD, mas queremos gravar mais algumas faixas em estúdio pra divulgar a banda.

Como vocês usam a internet para divulgar o trabalho da Plug Ventura?

A gente aproveita ao máximo das ferramentas que a internet dispõe: myspace, orkut, twitter, fotolog, youtube e ainda existem outras que a gente não usa, porque aí não sobraria tempo pra ensaiar. É muito importante pras bandas independentes usar a rede, mas além disso é preciso saber se comunicar por ela, porque não basta você jogar as coisas lá e não divulgar, não convidar, não estabelecer um contato com as pessoas que estão ligadas à você. Também não dá prá atualizar, por exemplo, o seu fotolog hoje e fazer uma nova atualização só no mês que vem senão as pessoas esquecem que um dia foram teus fãs.

Quais foram as principais conquistas da banda até agora?

Cara, eu poderia dizer que a nossa maior conquista foi ter aparecido no programa do Henrique Portugal (do Skank). Nossas músicas foram parar lá e tocaram nas rádios de São Paulo, Rio, BH e Goiânia. Mas eu ainda acho que o melhor que aconteceu pra banda foi NÃO tocar no Fest Music!
Rolou toda aquela história de ganhar a votação e no fim a gente acabou não levando. Na hora foi uma puta dor de cabeça, mas depois a gente tirou um certo proveito disso. A banda ficou mais conhecida, as músicas também e, bem ou mal, acabaram dando uma força na nossa divulgação.

Como vocês analisam a cena da música independente aqui e no resto do Brasil?

Cara, eu acho que aqui – sem querer ser chato ou criar intriga – a gente AINDA não tem uma cena consolidada. Existem boas bandas, umas mais experientes e outras menos; um festival importante; gente que divulga e gente que curte o trabalho dessas bandas.
Eu não sei o que acontece que a gente empaca no meio do caminho! Acho que tem um pouco de comodismo das bandas, sei lá. Eu só sei que chega às vésperas de festival e tem um bando de neguinho querendo tocar e fica mordido porque a banda dele não foi selecionada! Mas porra, o cara não deus as caras o ano inteiro…
Eu também entendo que lugar pra tocar aqui em Belém tá foda. Ou a banda lota a casa ou então tem que dividir espaço com os covers. Agora esses são problemas que acontecem em todos os lugares, o que a gente ainda não conseguiu foi superar esses obstáculos!
Mas o que não dá é pra ficar de braços cruzados esperando o sucesso chegar do nada. Tem que tocar, movimentar, causar alvoroço, chamar a atenção mesmo.
A gente já mora tão longe do centro de tudo que se o pessoal não se mexer e tocar bem alto, ninguém vai ouvir a gente.

CONHEÇA A BANDA PLUG VENTURA:

Contatos: + 55 91 8127 8915

ESPAÇO CUBO E O CUBO CARD: A CULTURA INDEPENDENTE EM CUIABÁ

Muito já se falou, mas muito pouco se sabe sobre como funciona o Espaço Cubo e o Cubo Card, duas características principais da movimentação independente de Cuiabá. Nessa entrevista, Lenissa Lenza, responsável pela Administração Financeira do Cubo Card, contou detalhes dessa História. Mais informações: http://www.espacocubo.blogger.com.br/

Conte a história do Espaço Cubo, para quem ainda não conhece?

O Espaço Cubo é uma organização coletiva cultural, auto denominada Instituto Cultural, que trabalha uma rede de ações laboratoriais estruturantes da cadeia produtiva cultural, partindo do segmento da música. Temos projetos que contemplam áreas da comunicação, audiovisual, música, educação, economia solidária, artes visuais, teatro, literatura etc.O início da formação do Cubo se deu justamente pela necessidade de termos um grupo coeso trabalhando em prol da cultura alternativa local, autoral e independente.

Num cenário dominado por covers e ações culturais isoladas, enxergamos a necessidade de ter esse ponto de partida atuando de uma maneira nova em Cuiabá (MT). Juntamos três parceiros do movimento estudantil, dois músicos e técnicos de áudio da cidade e montamos o cubo em 2002.

A partir daí, criamos discussões com as bandas locais, grupos de rap, escritores de blog, estudantes e etc em forma de reuniões diárias no cubo, definindo idéias e encaminhando a execução delas. O Festival Calango é um desses projetos, além do projeto 12 atos, imprensa de zine, Grito Rock e etc. Concebendo e executando projetos diversos e envolvendo todos os agentes potenciais da cadeia cultural nas iniciativas, chegamos a uma estrutura bacana de organização coletiva, contendo frentes gestoras (projetos e núcleos geradores e conceituadores dos trabalhos do instituto) e serviços de produção (células de execução das atividades propostas pelas frentes gestoras).

Dentro da estrutura de organização, destaco o planejamento como a célula que media as frentes gestoras e o sistema de crédito cubo card como mediador dos setores produtivos.

Trabalhando de maneira sincrônica, obtivemos resultados organizados, qualificados reunindo direto e indiretamente, uma grande diversidade de agentes culturais, o que possibilitou a ampliação do nosso conceito pelo país.

Quais foram os momentos marcantes de todo o desenvolvimento do Espaço Cubo para a cultura de Cuiabá e nacional?

Em 2002, a criação da AMMT (antiga VOLUME), grupo político de músicos geridos pelo Espaço Cubo, que inclusive moveu abaixo assinado contra a ordem dos músicos e participava em peso dos fóruns políticos culturais locais, garantiu uma notória visibilidade da nossa organização coletiva. Ainda em 2002 o projeto de evento garagem “Domingo no Cubo” atraiu jovens estudantes e artistas de todos os cantos da cidade.

Em 2003, o Festival Calango já se configurou como um Festival dentro do conceito ideal: dois palcos, 22 bandas independentes, intercâmbio com produtores independentes nacionais (Monstro e Porão) e etc. Além de ser o primeiro Festival de música independente de Cuiabá. Isso já causou um impacto localmente e o Cubo começou a ser reconhecido. No mesmo ano, o projeto Imprensa de Zine, executado nas escolas públicas da cidade, ganhou o prêmio UNIMED Receita e Cidadania, mais uma chancela pro Espaço Cubo localmente.

O projeto 12 ATOS ganhou notória visibilidade local em 2003, com eventos autorais permanentes na cidade, contando com bandas nacionais independentes de peso (como Autoramas, Dance of Days e Forgotten). Em 2003 criamos o Grito Rock com shows de bandas locais e do centro oeste, nos dias do carnaval. Um período que deu muito certo: o maior número de público para os nossos eventos até então, depois do Festival Calango. Criamos o primeiro programa de rádio da Imprensa de Zine nas escolas e as escolas se tornavam rotas de circulação das bandas autorais locais. Os jornais oficiais locais já chancelavam nossas ações e as pessoas foram se aproximando, especialmente as instância públicas municipais e estaduais. Ainda em 2003 criamos a I SEMUS – Semana da música.

Em 2004, criamos a Próxima Cena (frente de audiovisual independente), o Sistema de Crédito Cubo Card, produzimos o “Domingo no Campus” e a rádio livre na SBPC realizados na UFMT (em parceria com o panamby) e lançamos a primeira banda local pra rodar nos Festivais independentes – Deffor (Bananada 2004). Em 2004 lançamos a agência cubo de bandas com Deefor, Strauss, Tipumnada, Kayamaré e Donalua no seu casting.

Em 2005, a chancela nacional veio definitivamente com o Festival Calango na rota nacional: 48 bandas (entre as maiores do país), inúmeros produtores nacionais, jornalistas de todo país, além de criar o conceito de artes integradas, propiciando o fomento do cenário independente em outros segmentos culturais. Foi em 2005 também, o ano que fundamos junto a outros produtores, o Circuito Fora do Eixo – rede de coletivos independentes do Brasil e a ABRAFIN – Associação brasileira de Festivais Independentes. Em 2005, o Espaço Cubo desponta para o cenário nacional. Ainda em 2005 lançamos a I Coletânea Cerrado, com diversas bandas locais e o I Programa de rádio e de tv Fora do Eixo.

Em 2006, o sistema de crédito cubo card que havia se iniciado timidamente em 2004, é lançado pro cenário nacional, via Festival Calango. Ainda em 2006 criamos a I SEDA – Semana do audiovisual com a finalização de 04 curtas amadores. Em 2006 Produzimos o primeiro curta-metragem PRESENTE e o primeiro videoclipe profissional da banda Vanguart, além da primeira CUBO TUR Vanguart para Festivais independentes. Ainda em 2006 lançamos o projeto Calango Skate Park promovendo o lançamento de 04 demos das bandas locais e o projeto Jovens Arteiros.

Em 2007, Criamos a Casa Fora do Eixo, casa de shows que movimentou o cenário local permanentemente, sendo a única casa que não tocava cover e fomentou novos coletivos o cenário local como PADAM (griff alternativa), PULLOFF (produtora de eventos), Quantick (Dj´s), PANAMBY (coletivo universitário) e etc. O Grito Rock, nesse ano, se tornou nacional, agindo como um evento integrado em 50 cidades brasileiras e entra pro calendário oficial do município, tendo o apoio da secretaria municipal de cultura. Participamos do Conselho Municipal de cultura aprovando o sistema híbrido do Fundo de investimentos, o conselho tripartite e a atuando na construção do Primeiro Edital Cidade Arte. O videoclipe do Vanguart, produzido em 2006, concorre ao VMB e vence o Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá, na categoria videoclipe pelo júri técnico. Além disso, ele entra na programação da MTV nacional. Ainda em 2007, produzimos o I Festival Fora do Eixo, em São Paulo, ocupando sete casas de shows com bandas independentes de todo o país. Aplicamos oficinas de “Fomento a Coletivos”, em quatro municípios de Minas, entre eles o coletivo Retomada e na cidade de Rio Branco (ACRE) com o Coletivo Catraia. Nos tornamos ‘fellows’ da ASHOKA (organização mundial de empreendedores sociais) e circulamos por quase todos os Festivais
e diversos eventos nacionais sobre a música e a cultura. Produzimos através da SEDA o primeiro videoclipe do Macaco Bong e logo veio o segundo “Noise Jams” selecionado por vários festivais do país e entrando na programação oficial da MTV. Também lançamos o Primeiro Festival Volume, realizado no formato Casa de shows. Em 2007 o filme “A cruzada” produzido na SEDA e realizado pela Próxima Cena, vence o Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá, na categoria melhor vídeo pelo júri popular. Ainda em 2007 desenvolvemos o CUBO TEC, sendo um banco “hubby” descentralizado de todas as tecnologias produzidas pelo espaço cubo.

Em 2008, assumimos a gestão do MISC – Museu da Imagem e do Som de Cuiabá e implantamos o primeiro conselho gestor coletivo (junto a sociedade civil) de um órgão público cultural. Também lançamos junto à prefeitura e secretaria municipal de Cuiabá, a Governança integrada, reunindo gestores dos equipamentos públicos e coletivos culturais locais pra debater a política pública cultural de Cuiabá. Lançamos o I Prêmio Hell City da música independente. Criamos um modelo de Centro de mídia independente, sincronizando todos os veículos de comunicação alternativos de cada coletivo, possibilitando ainda a criação do MIC – Mídias integradas e independentes dos coletivos cuiabanos. No mesmo ano produzimos o Portal Fora do Eixo, reunindo comunicadores de todos os coletivos nacionais. Ainda em 2008 o Grito Rock abarca a América do Sul, incluindo produções em cidades como Buenos Aires e Montivideo e o Festival Calango lança a moeda complementar oficial do cubo card no mercado nacional, além de realizar o I Congresso Fora do Eixo, atraindo coletivos de todo o país. 2008 é o ano em que Macaco Bong se torna o melhor CD do ano pela revista Rolling Stone e é distribuído pela Monstro Discos e Fora do Eixo discos. O Festival Calango entra sob a chancela da Petrobrás, sendo um dos projetos selecionados e fecha parcerias com a TRAMA e SOL nacional. A SEDA – Semana do audiovisual ganha o prêmio Funarte e se abre para o cenário nacional. 2008 fundamos a TV CUBO e criamos o Primeiro Documentário do Grito Rock Cuiabá.

Como funciona o Cubo Card?

É um sistema de trocas de serviços e produtos entre os agentes da cadeia produtiva cultural. Inicialmente, organizamos o que seria o nosso “lastro inicial” com os serviços e produtos que o Cubo poderia prestar pras bandas e artistas locais, em troca de shows e espetáculos. Dessa maneira, iniciamos o princípio de um mercado local autoral pautado na troca solidária.Com o tempo, as bandas ofereciam mais serviços além dos seus shows pra trocar com o Cubo e o Cubo buscou novas parcerias com o mercado local para ampliar seu lastro, como empresas de vídeo, restaurantes, hotéis, lojas musicais, tatoo e etc.

A ideia foi ganhando força e até o poder público local se integrou ao sistema. O sistema de viabilizar ações através das trocas, se tornou uma vantagem pro cenário cultural local. Tem duas maneiras para se tornar um agente integrado do cubo card: através do apoio e da participação nos projetos do Instituto. No caso das empresas, trocar o financiamento / apoio dado aos nossos eventos pelos serviços integrados ao sistema é um elemento a mais para o investimento na ação que já oferece a mídia como contrapartida. Assim como para o poder público que naturalmente deve investir em ações estruturantes para a política pública. Além disso a empresa e o poder público ainda têm a opção de “apoiar” em serviços e produtos, ao invés de em real (R$), o que torna ainda mais vantajoso. Para os coletivos / grupos e agentes culturais, o trabalho em parceria e disponibilizado para projetos em geral do Cubo, já garante a integração no sistema. Ou seja, qualquer um pode se integrar ao sistema de crédito pois todo mundo tem o que oferecer para a troca.

A partir da primeira troca efetuada com o Cubo, é realizado um cadastramento do agente, oficializando sua inserção no sistema. O Cubo Card estimula a profissionalização da cadeia produtiva cultural, garante a remuneração que viabiliza a própria manutenção desse cenário e possibilita a criação de novos empreendimentos culturais que conseguem reduzir o custo em R$ do seu orçamento, garantindo o restante via moeda complementar. O Sistema de Crédito Cubo Card atinge hoje o mercado cultural nacional, sendo uma referência para a Economia Solidária brasileira e difundido inclusive em âmbito internacional. O Cubo Card tornou-se modelo para a implementação de outras moedas complementares, no Circuito Cultural Fora do Eixo, como o Goma Card em Uberlândia e fomenta a organização de outras moedas complementares pelos coletivos da rede através do Fora do Eixo Card, além de fomentar a criação de dois sistemas de créditos nas comunidades periféricas de Recife (Alto Zé do Pinho e Santo Amaro) através do PIMB (Plano de implementação de bancos populares e moedas complementares) em parceria com o Lumo Coletivo e a Fundarpe.

Quais são os projetos do Espaço Cubo que estão em andamento? E quais serão os próximos projetos?

Os projetos do Cubo são permanentes, então todos eles são continuados, uma vez criados. No começo de 2009 começamos o PIMB PE (plano de implementação de bancos populares e moedas complementares em Pernambuco), as oficinas do Cubo Tec por Recife, a reformulação do Portal Fora do Eixo, o mapeamento dos serviços e produtos de todos os coletivos da rede, o mapeamento da cadeia produtiva musical independente por regiões do CFE, Congresso Fora do Eixo, Festival Fora do Eixo, Fora do Eixo Discos, o Festival Calango, a Semana da Música, reformulação da gestão do MISC, abertura do Hell City Pub, Turnê do macaco Bong à Argentina, Reforma do estúdio cubo de gravação e etc. Esses são alguns dos projetos em andamento e que são almejados pra finalização em 2009.

O que você poderia destacar da cultura independente no Pará?

O Pará tem uma projeção cultural nacional bem ampla. Digno de um cenário bem diverso e fervilhante, ritmos regionais peculiares como a guitarrada e bandas de peso como Madame Saatan, La pupunã, mestre laurentino, Suzana Flag, além do grande Festival e produtora Serasgum, o Pará está na rota da cena independente nacional e do Circuito Fora do Eixo. Além disso o fotógrafo Renato Reis, um dos maiores fotógrafos parceiros do CFE é do Pará. Apesar de ainda não ter um coletivo que o represente no Circuito e nem compôr um dos Festivais filiados à Abrafin, o Pará demonstra ser uma cena pulsante e sempre promissora.

FESTAS NESSA QUINTA EM BELÉM: TE COMPORTA MENINA! E SE RASGUM EXPRESS

TEXTO DE DIVULGAÇÃO:

TE COMPORTA, MENINA
Johny Rockstar, Suzana Flag e La Pupuña dividem o palco

A festa “Te Comporta, menina”, que tem agitado as quintas-feiras de julho no Palafita, recebe como convidado especial neste dia 9 a banda Johny Rockstar. Formada em 2007, a banda Johny Rockstar é integrada pelos irmãos Nata Ken Máster e Eliezzer Wonkas (ex-Eletrola), além de Elder Effe (Ataque Fantasma e ex-Suzana Flag) e Ivan Vanzar (Madame Saatan).

Além de tocar músicas de seu primeiro EP, como “Alcalina”, “Johny Rockstar” e “A Vingança dos Chatos”, a banda toca clássicos do rock and roll como “Johnny B.Good” e covers de Foo Figthers e Weezer, banda que influenciou o surgimento da JRS, uma das principais do novo rock paraense autoral.

A festa “Te Comporta, Menina” vai ter uma banda convidada a cada quinta-feira do mês de julho para se apresentar ao lado das bandas anfitriãs La Pupuña e Suzana Flag. Com a banda JRS deve haver grande interação com o JRS, como a apresentação de covers e clássicos do Suzana Flag em conjunto, como “Contraposto”.

No seu repertório, a banda Suzana Flag antecipa músicas do seu disco que está no forno, Souvenir, aprovado pelo edital da Secult no ano passado e que está para ser lançado. Além disso, 60% do repertório é marcado por clássicos da MPB e do pop rock, incluindo releituras bregas clássicos dos anos 1980.

Por sua vez o La Pupuña vem da divulgação de seu disco, “All Rigth, Penoso”, que conquista fãs a cada nova audição pelo Brasil e pelo mundo. Depois de tocar no South by Southwest, em Austin (EUA), a banda apresenta seu show dançante, a ritmos latinos e paraenses, prometendo surpresas em parceria com o Suzana Flag.

Nesta segunda noite, além das bandas anfitriãs e da Johny Rockstar, que apresentou grande show no Fest Music, a festa vai ter a participação dos DJs Fernando Wanzeller e Sidney Filho, tocando clássicos do Rock and Rock anos 80 e 90.

As bandas Brizaboa (pop reggae), Van Pelts (pop e alternative rock) e Cuba Libre (Ritmos Latinos e Black) são as bandas que completam o mês a cada quinta-feira. A programação tem apoio da MTV Belém. Mulheres com flyer da festa não pagam até as 22h.

SERVIÇO:

Toda quinta-feira, festa “Te Comporta, Menina!”, no Palafita, Cidade Velha, ao lado do Píer das 11 Janelas, a partir das 22h. Ingressos a R$ 10. APOIO: MTV Belém e Ná Figueredo. Informações: 9614 1005.

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TEXTO DE DIVULGAÇÃO:
SE RASGUM EXPRESS
Na surpresa, a festa Se Rasgum Express leva sua bagaceira para esta quinta-feira, 9, no Café com Arte, com promoções de bebidas e DJs.Movimentando o seu verão em Belém, a Dançum Se Rasgum Produciones ataca na surpresa com a festinha Se Rasgum Express, para os que estão em casa na noite de quinta-feira mas querem mais da vida com rock ‘n’ roll, cerveja e mulher bonita na pista.Como em suas festas de revival no Café com Arte, a Se Rasgum calibra a noite com o melhor do rock e suas subdivisões na pista, como indie rock, clássicos 60 e 70, new wave, nacionais, samba rock, latinos, trashpop e pop sem vergonha de ser pop.
Junto ao DJ Roberto Figueiredo e convidados, os DJs Se Rasgum adicionam sua fórmula ao som dos ambientes do Café com Arte com samba-rock, sons latinos e rasgação no Porão, além do velho rock ‘n’ roll em todas as suas formas na pista principal. Na galeria, telão com imagens dos principais shows das edições passadas do Festival Se Rasgum.Promoção: E o bar do Café com Arte mantém a promoção de 5 latas – ou 4 long necks – por 10 reais. E até a meia-noite tem tequila a 5 pilas. É isso aí, muchacho, festa express tem que ser bebedeira express também.
Line up de DJs:
Damaso
G. Bandini
Arede
Liliane
Roberto Figueiredo
Soninha & Bina
SERVIÇO
Se Rasgum Express – 09.07
Local: Café com Arte (Travessa Rui Barbosa, 1437)
Ingressos: 10 reais até meia-noite.
Hora: 22h.

STRESS ESTÁ DE VOLTA

Parece que um dos maiores desejos dos headbangers do Brasil está prestes a se tornar realidade. A primeira banda brasileira a lançar um disco de Heavy Metal está de volta, STRESS.
Várias homenagens, tributos marcarão esse momento no segundo semestre. Saiba mais, nessa entrevista exclusiva com o vocalista e baixista, Roosevelt Bala. Além dele, a STRESS é formada por André Chamon (bateria) e Paulo Gui (guitarra)

Quais são as perspectivas para a banda Stress em 2009?

Temos algumas novidades interessantes para este ano. Em agosto lançaremos um CD intitulado “Live ‘n’ Memory”, que contém oito faixas ao vivo dos maiores clássicos da banda. Além de, quatro faixas de uma demo raríssima e inédita, gravada em 1986. A publicação dessa demo é um tributo ao nosso guitarrista da época, o Christian, que gravou essa demo e veio a falecer em 92. O CD terá ainda como faixa bônus a música “Coração de Metal”, um dos nossos maiores hits da atualidade. Mas, tem um detalhe, esse álbum será lançado na Europa, pelo selo Metal Soldiers, somente pouquíssimas cópias virão para o Brasil. Será mais um álbum raro da banda.
O Stress estará nos documentários Global Metal e Brasil Heavy Metal, a serem lançados no Brasil no segundo semestre. Neste último, o Stress participará da trilha sonora com uma música inédita, que será o tema principal do filme. A música tem o mesmo nome do documentário (BHM), terá a participação dos principais vocalistas de metal do Brasil, e terá um clipe que será amplamente divulgado nas televisões brasileiras.
Estamos terminando os arranjos das músicas inéditas que estarão no próximo álbum da banda, previsto para outubro deste ano. Assim que fecharmos acordo com um selo nacional, lançaremos o nosso DVD ao vivo, que está prontinho, só faltando uma parceria para prensagem e distribuição. No segundo semestre faremos shows no Rio e em São Paulo, para divulgação de todo esse material que mencionei. Estamos prontos pra tocar, é só chamar.

Como as bandas, produtores e jornalistas do resto do País tratam a Stress?

Mesmo após todos esses anos, que estivemos fora do circuito metal brasileiro, é surpreendente ver o respeito e o reconhecimento que a imprensa especializada tem para com o Stress. Fomos muito bem tratados com toda a atenção em todas as cidades em que nos apresentamos nos últimos anos. As revistas e os zines sempre nos procuram para entrevistas e matérias em geral. Na maioria das vezes são pessoas muito jovens que estão à frente, que nem tinham nascido quando o Stress fazia seus primeiros shows. Mas, é assim que o movimento funciona, as informações são repassadas para as gerações seguintes, é por isso que o Rock e o Metal são eternos.

Como você analisa o atual rock paraense? E o que você poderia destacar?

Nossa cena sempre foi muito forte, desde os primórdios nos anos 70. Tivemos aqui em Belém nosso próprio movimento, com grandes bandas e músicos de muita qualidade. Chegamos a ter grandes festivais que chamaram a atenção de produtores de renome nacional, mesmo sem ter apoio de nenhuma instituição ou órgão público. Mas, isso nunca foi problema para os “guerreiros” paraenses, que sempre dão um jeito de produzir e encenar seus shows. Porém, chega aquele momento em que já se fez de tudo e Belém fica pequena para o potencial das bandas. É aí que damos de “cara” com nosso principal adversário, a barreira geográfica que nos separa dos ditos grandes centros culturais do país. A única saída é sair da cidade e tentar vôos mais altos morando numa grande capital do sudeste, Nos anos 80 o Rio era “a capital”, por isso o Stress se mudou pra lá. Mas, atualmente São Paulo é a mais procurada. Não tem outro jeito, é preciso estar no meio da “muvuca”, aproveitar as oportunidades que aparecem em tempo real. Muitas bandas paraenses já tentaram fazer essa jornada: Morfeus, Zênite, Álibe de Orfeu, Mosaico de Ravena. Infelizmente, nenhuma delas conseguiu se manter por muito tempo e deixar seu nome reconhecido nacionalmente. Estamos na torcida pela banda Madame Saatan, nosso representante de maior força atualmente, banda que tem talento e garra de sobra pra conquistar o seu espaço no cenário nacional, pois, é muito melhor do que tudo o que está aí na mídia atualmente.

Como a banda usa a internet para divulgar o trabalho?

A net tem um papel fundamental na agilização, otimização de tempo e custos para a divulgação de informações.Os zines xerocados deram lugar aos sites, blogs, etc. Os e-mails substituíram as cartas, com a grande vantagem de poderem comportar além dos textos: fotos, artes, músicas e por aí vai. O MSN permite o diálogo em tempo real (por fone e câmera, inclusive), com a troca de material gráfico, imagem e áudio, tudo isso com a comodidade de você poder estar em sua casa. Temos nosso site oficial, myspace, orkut, email, estamos usando todas essas ferramentas para nos comunicarmos com nossos fãs, amigos, bandas, produtores. Enfim, estamos “conectados” com o mundo, mesmo morando na Amazônia.

STRESS NA INTERNET:

Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=355403

Site:
http://www.stress.mus.br/

Myspace:
http://www.myspace.com/stressbrasil