A VOZ E O TALENTO DE ADRIANA CAVALCANTE

CRÉDITO DAS FOTOS: RODOLFO BRAGA
Adriana Cavalcante é uma bela voz dentro da Música Pop Paraense. Saiba mais sobre ela: http://www.myspace.com/adrianacavalcantemusic

Então, me conte um pouco, quando começou o teu interesse em ser cantora?

Quando eu fiquei sem emprego e pintou um tal teste pruma banda de axé, não tive escolha, era mais fácil que trabalhar no shopping

Agora tu achas que encontraste a tua identidade musical?

Sem achismo nenhum, minha identidade musical já existe há um certo tempo, mais ou menos na época que minha identidade, o puro e simples ser, já tomava a consciência real, o fato de se assumir pra si mesmo, abrir a caixa de pandora, desenformatar, despasteurizar, quando me permiti isso, tudo simplesmente passou a ser natural e parte de mim

E agora são os teus próximos passos musicais?

Terminar o meu CD, captar recursos pra fazer as coisas direitinho, pagar os músicos, uma capa decente.

PRÓXIMOS SHOWS
Show de Adriana Cavalcante e Alexandre Sousa. Hoje, às 21h, no Relicário (Benjamin Constant, 1321). Couvert a R$ 5. Informação: (91) 3241-1188 e 8414-7804.

Data: Dia 2 de julho (quinta-feira). Hora: 21 h. Local: Pará Club (Tv.Lomas, 1507).
Entrada franca!

FRENTE CULTURAL PÓLO NORTE – A AMAZÔNIA UNIDA

Tornar a região Amzônica uma só, pelo menos culturamente, essa é uma das propostas do portal Frente Cultural Pólo Norte – www.frentepolonorte.com). Um dos idealizadores desse projeto, Paulo Zab, revela nessa entrevista várias possibilidades, que poderão acontecer se essa junção amazônica cultural acontecer.

Com esse portal (Frente Cultural Pólo Norte – www.frentepolonorte.com) quais são as perspectivas de uma integração entre os estados da região Norte?

A perspectiva é de fazer o que ainda não foi possível fisicamente: garantir que uma região de proporções continentais e com um sério problema de transporte, como a amazônica, possa ter um espaço onde se seja possível socializar a produção cultural de cada estado que a compõe.

Quais são os próximos passos após a criação do portal da Frente Cultural Pólo Norte?

Um dos próximos passos é fazer com que o público tome conhecimento de nossas ações, tendo em vista que são eles quem consomem nossos produtos (lêem nossos releases, escutam as músicas, assistem aos vídeos, etc.). Porque todo o inicio é assim: acabamos encontrando algumas resistências e estamos sujeitos a momentos de indefinições. Mas o importante é saber a hora de esperar e o momento deir pra frente. Sabendo que com trabalho podemos alcançar o reconhecimento necessário. E importante também mobilizarmos os grupos culturais para que eles se sintam motivados a produzir. O portal será uma ferramenta inútil se não tiver acompanhando as apresentações teatrais, os shows das bandas e tudo o que pode gerar imagens, sons e palavras. O resultado disso será um ciclo, onde esses grupos, depois dessa etapa de organização, possam ter um feedback das instituições de fomento, que é um dos pontos principais dessa busca pela integração nortista, tendo em vista que, segundo, dados do próprio Ministério da Cultura, recebemos menos de 3% das verbas para projetos de cultura.

Para quem quiser fazer parte de alguma forma do portal, ou colaborando com textos, ou sendo banda, como deve proceder?

O portal está aberto pra receber material. Se você tem uma banda ou é uma pessoa que escreve a respeito da cena de sua cidade pode entrar em contato. No momento estamos dando prioridade para quem é do Norte e já contamos com ótimas contribuições da cena mais promissora dentre seus estados, que é do Pará. Nomes como Nicolau Amador, Thiago Viana e Sidney Filho já se colocaram à disposição para somar. Queremos ver pessoas mais efetivas de Rondônia, Acre, Roraima e Amazonas. Todos poderão entrar em contato pelo [email protected]

Como está à repercussão, após a criação do portal, em todo o Brasil?

Está fazendo um barulho e tanto. É incrível ver o quanto um importante mecanismo de comunicação como este, que tem como foco as produções culturais da região Norte, ainda não tinha sido executado. São muitos e-mails e comentários elogiando a iniciativa. Infelizmente, tudo o que é novidade tem seus prós e contras. Não estamos carregando bandeira ou fazendo oposição, ameaçando ou tirando a credibilidade de qualquer outro movimento. Estamos aqui para se apresentar como alternativa para amenizar um problema que já vem se estendendo há séculos, que é o nosso distanciamento geográfico interno. Não há dúvidas que a cultura nortista tem muito a apresentar para o cenário nacional e mundial, e pra isso não queremos poupar esforços em usar uma ferramenta como a Internet. O que precisamos é de maturidade suficiente para entendermos, que nós temos que deixar pra trás a idéia de que só é bom o que vem de fora e começar a trabalhar com a idéia de que cada vez mais pessoas estão vindo de fora para ver as coisas boas que têm aqui.

KID VINIL – O HERÓI DO BRASIL

Quem não dançou, deitou e rolou ao som de clássicos como “Comeu”, “Eu sou Boy” e“Tic, tic nervoso” nos anos 80? Essas são apenas algumas das músicas compostas pelo jornalista cultural Kid Vinil. Em meio à sua intensa atividade multimídia, Vinil recebeu a equipe do Academia News para um bate-papo cheio de descontração. A seguir, ele conta um pouco da carreira e fala dos novos projetos. Confira os melhores momentos da entrevista:

Você tem uma longa história na História do Rock Nacional. O que você poderia destacar no que está acontecendo nesse momento: com a decadência dos formatos: CDs, mp3, etc.; além das bandas e dos festivais independentes pelo Brasil e pelo resto do mundo? E também no início dos anos 80, quais foram os principais destaques?

Eu trabalhei por algum tempo na Trama, uma das últimas gravadoras independentes do final dos anos 90. Lancei muita coisa internacional como Pavement e as coisas do selo Matador, Belle & Sebastian, The Hives e antes de sair Franz Ferdinand e Interpol. Trabalhava mais na área internacional, mas tenho acompanhado hoje todo esse movimento com a Trama Virtual e os festivais de rock pelo Brasil e acho isso muito positivo pro rock nacional, pois diferente da década de 80 que a gente tinha apoio de toda mídia hoje o rock brasileiro navega somente pelo circuito independente e as coisas são bem mais difíceis. Por essa razão reconheço o trabalho dos independentes pra que o rock brasileiro continue dando bons frutos. Quanto aos destaques, na década de 80 é evidente que bandas como Ultraje,Titãs, Paralamas, Legião, Ira!, Barão,Blitz tiveram seu momento e muitas ainda estão em atividade. Hoje também encontramos muita coisa boa como Matanza, Cachorro grande,Ludov, Los Porongas, Móveis Coloniais de Acaju, Severina Bomba, Los Pirata, Pata de Elefante, Macaco Bong, etc.

Quando começou o seu interesse pela Cultura Pop?

Acho que desde criança quando conheci os Beatles aos 10 anos de idade. Na minha adolescência, já ouvia Hendrix, The Who, Jefferson Airplane, Doors e continuei com Led Zeppelin,T Rex, Bowie. Atravessei os 80, 90, comecei a fazer programas de rádio e TV nessa época, enfim construí uma carreira musical dentro da música pop.

Você também tem uma longa carreira como jornalista musical, sobretudo cultural. A internet, realmente, é o principal meio de pesquisa e de consulta? E quais sites você poderia destacar?

Realmente a Internet mudou a vida de todo mundo e hoje é o meio principal de consulta, sempre vou no Pitchfork.com, no site do NME http://www.nme.com/, no site da Mojo Mojo4music.com, sites de lojas independentes como a Rough Trade pra pegar dicas de lançamentos http://www.roughtrade.com/, enfim uma série de lugares pra consulta. Depois que inventaram o Googel, você coloca lá o que quiser que com certeza vai encontrar.

Fala sobre a sua coluna no portal Yahoo?

No ano passado o Yahoo (para entrar em contato com os colunistas do portal de música do Yahoo: ([email protected]) me chamou pra escrever uma coluna no site, achei bem legal a idéia, pois lá eu tenho a liberdade de falar sobre aquilo que quiser relacionado à música. Gosto de escrever sobre coisas clássicas do rock e o resultado tem sido muito bom, a interação com o leitor é imediata.

Quanto tempo de pesquisa tiveste para escrever o livro: “Almanaque do Rock”?

Foi um livro relativamente fácil de escrever, pois o briefing que o editor me passou era de um livro sobre a história do rock. Daí, parti pra pesquisa de dados históricos. Muita coisa já tinha na cabeça, pois quem viveu e presenciou tanta coisa legal no rock durante essas décadas não esquece.Em menos de um ano eu já tinha tudo escrito.

Quais são os teus próximos projetos, como músico, jornalista etc?

Tenho planos de fazer outro almanaque sobre a história do rock brasileiro, mas essa é uma empreitada difícil e requer muita pesquisa. Talvez pro final do ano que vem esse livro fique pronto. Minha banda o Xperience continua se apresentando ao vivo, estamos compondo algumas coisas, mas não temos planos pra um disco, pretendemos a principio disponibilizar as músicas no nosso site e no myspace (http://www.myspace.com/kidvinilxperience).

JOHNY ROCKSTAR – "DIVERSÃO E ROCK'N'ROLL DO JEITO QUE DEVE SER"


CRÉDITO DA FOTO: MOYSES WESLEY

Eliézer Andrade (guitarra e voz) já pode ser considerado como um dos grandes compositores da música pop paraense. Ele fez parte da saudosa Eletrola, que chegou a ter grande destaque no cenário da música independente no Brasil. Já há algum tempo ele montou a banda Johny RockStar, junto com Nata Ken Master (guitarra e voz), Ivan Vanzar (bateria) e Elder Effe (baixo). Saiba mais sobre a banda, nessa entrevista com Eliézer. “Qualquer pessoa que vá num show nosso se derrama de tanto gritar e rir. Isso acontece de forma espontânea porque a gente quer isso também. Só diversão e rock’n roll. Do jeito que deve ser”.

Você fez parte de uma das grandes bandas de Belém, Eletrola. Como você pode comparar o período da Eletrola com o do Johny Rockstar?
A Eletrola, foi uma das melhores fazes da minha vida. Eu aprendi muito com a banda. O que fazer e o que não fazer quando se tem uma banda de rock. De lá até aqui muita coisa mudou. Comparar é difícil, são outras pessoas, outro público, outro produtor (Graças a Deus) e outra banda. Sempre pensei numa banda de rock por diversão. Qualquer pessoa que vá num show nosso se derrama de tanto gritar e rir. Isso acontece de forma espontânea porque a gente quer isso também. Só diversão e rock’n roll. Do jeito que deve ser.

Como vocês utilizam a internet para divulgar o trabalho da banda?

A gente não inventa. Segue a cartilha do independente. Manda material pra muita gente e usa o MySpace, Youtube, Fotolog e qualquer outra modinha besta que aparecer e funcionar é claro !

Na sua opinião, o que está faltando para uma profissionalização da cena independente no Pará?

Muita gente fala – Falta espaço para as bandas. Espaço é relativo e às vezes nem faz falta. O que falta é um circuito comercial pra todos os artistas independentes. Não falo só do rock, mas todos os artistas. Infelizmente em Belém, só existe circuito comercial através da distribuição que é feita a partir das grandes gravadoras aqui e que mesmo assim só alcança menos de 25% do mercado em função da pirataria (Como eu adoro o Setor Informal) e da Internet. Caso existisse um circuito comercial para a produção dos artistas independentes daqui o espaço no cenário seria uma conseqüência disso. Mas isso não depende só dos artistas, e sim do poder público e da democratização das leis de incentivo na região. Para as bandas o que falta é rotatividade, sair do eixo norte e achar outro nicho roqueiro. Belém talvez tenha viciado as bandas daqui a ficar no centro do deslocamento geográfico, e na periferia do mercado independente nacional.

Quais são os próximos passos da banda?

Nada de ficar famoso e nem ganhar dinheiro. Queremos colocar as músicas de graça na rede, tocar em Festivais abertos e levar as gravadoras a falência.

Contatos Johny Rockstar:

BANDA ATTACK FANTASMA E O COPYLEFT

A banda Attack Fantasma está lançando a campanha copyleft.
Disponibilizando os dois CDs ‘Zero’ e ‘Croma’ na íntegra separados em pacotes contendo: faixas em mp3 com 256 kbps, encarte completo em alta resolução, videoclipe ao vivo, letras, cifras, fotos e papel de parede. Baixe e divulgue para seus amigos!!!

Siga o link

Pacote

Saiba mais sobre o que é Copyleft:
Copyleft é uma forma de usar a legislação de proteção dos direitos autorais com o objetivo de retirar barreiras à utilização, difusão e modificação de uma obra criativa devido à aplicação clássica das normas de propriedade intelectual, sendo assim diferente do domínio público que não apresenta tais restrições. “Copyleft” é um trocadilho com o termo “copyright” que, traduzido literalmente, significa “direitos de cópia”.

Richard Stallman popularizou o termo copyleft ao associá-lo em 1988 à licença GPL. De acordo com Stallman, o termo foi-lhe sugerido pelo artista e programador Don Hopkins, que incluiu a expressão “Copyleft – all rights reversed.” numa carta que lhe enviou. A frase é um trocadilho com expressão “Copyright – all rights reserved.” usada para afirmar os direitos de autor.
Um projeto (softwares ou outros trabalhos livres) sob a licença Copyleft requer que suas modificações, ou extensões do mesmo, sejam livres, passando adiante a liberdade de copiá-lo e modificá-lo novamente.
Uma das razões mais fortes para os autores e criadores aplicarem copyleft aos seus trabalhos é porque desse modo esperam criar as condições mais favoráveis para que mais pessoas se sintam livres para contribuir com melhoramentos e alterações a essa obra, num processo continuado. (FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Copyleft)

AMPLIFICADOR DE BRINQUEDO MELODIA E DISTORÇÃO NO PONTO CERTO

CRÉDITO DA FOTO: ALAN MATOS

A banda Amplificador de Brinquedo é uma das boas representantes da nova safra do rock paraense. Andrea Déia (bateria/vocais), Jeff Oliver (baixo/vocais), Léo Santanna (guitarra) e Thiago Skawallker (guitarra/voz) foram responsáveis por uma das grandes apresentações da Noite Senhor F, em Belém. Conheça mais sobre eles, nessa entrevista concedida por Thiago Skawallker. Para quem ficou interessado:

www.fotolog.com/amplificadorr,
www.tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=69717

Por que o nome da banda é Amplificador de Brinquedo?

Eu tinha montado uma lista com diversos nomes em um caderno escolar, e ai meu irmão folheando viu as anotações e curtiu esse nome. E engraçado porque eu já tinha me familiarizado com ele também, apresentamos o nome pro restante da banda e está ai.

O que vocês já conquistaram até agora?

Acho que ganhamos bem mais do que achávamos com esse EP (“Tarde Feliz”), críticas de gente importante, destaque em alguns sites, isso só nos faz querer trabalhar ainda mais pra amadurecer um disco cheio.

Como é ter uma baterista? E como está sendo a participação da Andréa nas novas composições e nos shows?

Poxa pra mim em particular, é maravilhoso, pois eu já a conhecia de antigos carnavais de tempos de Eletrola, e posteriormente tocando com ela no Velocípedes. Agora ela conosco muda um pouco, pois é ai que eu sinto, ela mais próxima pelo fato dela tocar na minha banda de origem, é outra história quando se tem o toque feminino, ela deu o gás que precisávamos. Tipo o elemento “X” saca?

Vocês já estão sondando tocar fora de Belém? Quem está fazendo esta parte de produção executiva da banda?

Bom estamos com uma idéia formada, precisamos sim cair estrada a fora, e esperamos que isso venha com naturalidade. Não temos um produtor, mais quando for à hora vamos correr atrás, na maioria das vezes é assim mesmo.

O que você acha da atual cena da música independente no Pará?

Fervescente, interessante e muito diversificada, esse último ponto é um dos mais interessantes a meu ver.

Como vocês utilizam a internet, para divulgar o trabalho da banda? E como é a repercussão?

Acredito que usamos quase todos os recursos: Myspace, fotolog, trama, Orkut, etc (www.myspace.com/amplificadordebrinquedo,

www.tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=69717). A repercussão é boa pra uma banda que começou há tão pouco tempo, e com apenas um EP gravado.

Quais são os próximos passos da banda?

Nosso próximo passo é começar a desenhar o setlist do disco cheio, estamos com muita vontade de gravar. Depois disso distribuir beijos de moça, e mingau de milho pois estamos na época não é?

CCAA FEST 2009 INSCRIÇÕES ABERTAS

Texto: Divulgação

INSCRIÇÕES ABERTAS!

O festival de rock independente CCAA FEST chega a sua 4ª edição mais uma vez abrindo espaço para as bandas autorais locais. O evento iniciou-se em 2006, e desde então, vem sendo aclamado por público e crítica. Além do festival ser considerado um grande celeiro de novas bandas, ele vem sendo prestigiado por ser um dos responsáveis pelo fortalecimento da cena independente, fazendo com quem muitas bandas valorizem as suas composições e sintam-se felizes em sair da garagem para mostrar as suas músicas para o público.

O show que reúne as quinze melhores bandas, segue um processo rigoroso de seleção que dura cerca de um mês, entre as audições, em estúdio de som e áudio, e a votação do júri técnico, formado por músicos profissionais e produtores culturais de incontestável idoneidade.

O ecletismo é um ponto marcante deste festival, que vai do gênero ao tempo de existência, passando pela origem das bandas. Das quinze que se apresentaram no festival do ano passado, todas trouxeram influências variadas do rock’n roll, que iam do balanço do pop rock, até os acordes mais altos do heavy metal. Bandas como o Vinil Laranja (que nesse ano fizeram show até nos Estados Unidos) e o Tenebrys, que veio com a proposta pesada e cadênciada do Doom Metal, um estilo bem peculiar diga-se de passagem, foram agraciados com o primeiro e segundo lugar, respectivamente.

O grande sucesso do evento se dá por conta da seriedade com que o CCAA trata a música produzida no Pará. A banda vencedora recebe como prêmio, do CCAA FEST, a gravação em estúdio de um CD e todas as bandas participantes recebem uma bolsa de inglês do CCAA para um de seus integrantes.

As 15 bandas selecionadas participarão de oficinas de Produção Cultural, Roadie, Manutenção de equipamento, entre outras. Tudo isso porque o CCAA e a Escola de música AM&T querem investir na profissionalização da cadeia produtiva da música.

A escola AM&T é a mais nova parceria do festival. Juntando-se aos já parceiros NÁ FIGUEREDO, FOTO KEUFFER e IESAM. Outras ainda estão por vir.

Inscrições pelo site: www.ccaabelem.com.br.

Boa sorte!

Mais informações Gláfira Lôbo: (91)9962-9509 (91)8812-0436

BANDA AEROPLANO – UMA DAS MAIS INTENSAS DO NOVO ROCK PARAENSE

CRÉDITO DA FOTO: ALAN MATOS

A banda paraense Aeroplano realiza, atualmente, um dos shows mais intensos da cena atual. Dessa forma, conseguindo levar cada vez mais uma grande quantidade de fãs para os shows. Um bom exemplo disso, foi o que aconteceu no dia 06 desse mês, durante a edição paraense da Noite Senhor F.
Nessa entrevista, o baixista Bruno Almeida contou algumas novidades sobre o futuro do Aeroplano. Além dele, a banda é formada por Eric Alvarenga (guitarra e voz), Felipe Dantas (bateria) e Diego Fadul (guitarra e voz).

Quais são os planos da banda para esse ano?

Conseguir recursos pra gravar um cd com 10 músicas que já estão prontas e inscrever a banda nos festivais independentes de fora do estado.

Qual é a principal diferença do início da carreira do Aeroplano para esse ano?

A qualidade dos equipamentos cresceu bastante em relação ao que usávamos antes. E acho que musicalmente a banda está mais madura e as composições estão seguindo uma tendência. Uma identidade.

O que vocês poderiam destacar na atual cena da música independente no Pará?

Muita coisa é feita de forma independente no Pará. Não só o nosso clubinho rock n’ roll. Mas, paguei o pau pro Vinil Laranja! (banda paraense, que participou do festival gringo South by Southwest, que acontece todo ano em Austin no Texas).

CONTATOS:

[email protected]

O ECLETISMO MUSICAL DO GUITARRISTA LÉO CHERMONT

Léo Chermont é um dos grandes guitarristas da cidade das mangueiras, porque, acima de tudo, o talento dele é marcado pelo ecletismo. É possível encontrá-lo tocando os mais variados ritmos. Um dos projetos atuais dele é a Jungleband. Conheça mais desse grande músico paraense, nessa entrevista.

Como está sendo compor agora para a Jungleband?

Está sendo um trabalho muito natural, eu nunca paro de compor criar bases, viajar em cima do som das timbragens, faço trilhas experimentais e já fiz muita música pra desfile. Então, acaba que algumas dessas coisas, eu crio uma identidade profunda uma carinho a mais e incorporo esses sons. Desses experimentos começou a nascer o Jungleband. O disco esta em fase de produção, e no segundo semestre deve está sendo liberado, e a minha proposta sonora e de vida é justamente o homem e sua relação com o futuro e com a floresta , com o que se pode esperar para futuras gerações! Belém está se tornando uma pequena “Selva”, e todos vivendo suas rotinas e seus mistérios sem se dar conta que temos toda o real ensinamento e a inspiração do nosso lado. Aqui a Natureza conspira a nosso favor e a Jungleband vem justamente para mostrar, abrir mentes… “Você não sabe o Valor que tem a vida e o que faria se soubesse”… Uma das letras do álbum, que tem participação de muita gente que eu mantenho uma relação muito verdadeira e admiro muito. Então, já liberei uns sons no myspace justamente pra poder interagir com o publico e está sendo muito bem aceito e comentado, fico feliz porque é a primeira vez que entro em cena com meu próprio trabalho e minhas viagens! Se for bom ou ruim não interessa o que vale é a expansão artística!!

Conte mais detalhes do projeto Casarão?

O casarão é uma casa de cultura independente no centro de Belém. Lá, nós produzimos bandas, temos um estúdio de gravação, tem lugar pra ensaiar e uma produção executiva que corre atrás de projetos para realizar tudo. Estamos na espera de um edital para transformar nossa casa em um ponto de cultura e poder formar e conscientizar muita gente, ajudar e ser ajudado. Hoje em dia, estamos na produção e gravação do disco do Mestre Laurentino, Metaleiras da Amazônia, TDC, Juca Culatra, segundo álbum do MG Calibre e jungleband, além de trampos diversos caminhando. O núcleo é formado por colaborados residentes,que estão guiando o barco, e em vários núcleos e artistas da cena na fotografia Makiko, Chikaoka, Renato Reis, Diogo Vianna na parte do vídeo tem um bom time na produção Lucas Escocio, Marco Antonio, Renato Chalu e Guto Baca, na caminhada de lançar dvds e videoclipes. Fora as parcerias nacionais como Joana Dantas de SP que fez agora o vídeo novo da Floresta Sonora. Artes visuais: Marcel Gumi e Marcio Arede e na parte da produção Sonora a frente fica Léo Chermont, MG Calibre e Carlinhos Vaz e nas produções executivas Juca Culatra e Manuel Cardoso, fora nosso amuleto “Michael Jackson”. Como diz o produtor paraense Pro Efx: “aqui ninguém é primo, todo mundo é irmão. Assim a família cresce e a arte expande. A proposta do Casarão é através da arte propor uma reforma cultural para o bem da cidade!!

Quais são os teus próximos projetos?

Agora é me dedicar à produção dos CDs dos Metaleiras da Amazônia (outra grande banda também), Mestre laurentino, Jungleband e as produções que nós estamos a frente!! Em julho, vou viajar com o time do Juca Culatra até a Bahia, fazendo a divulgação do Casarão pelo Nordeste. Estamos produzindo uma coletânea do Casarão com uma música de cada artista pra proliferar um pouco nossos sons pelo Brasil. Fora isso, me trancar no estúdio e experimentar, criar, compor e aprender bastante. Em novembro também temos a primeira turnê Européia com o Coletivo Radio Cipó!! Então, essas são as correrias para o fim do ano!

Conheça todos os trabalhos musicais de Léo Chermont:

www.myspace.com/junglemanbrazil